<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840</id><updated>2012-02-17T01:43:23.546-02:00</updated><category term='Finanças'/><category term='Inauguração'/><category term='Nunca mais falaria com vocês'/><category term='Cinema'/><category term='Sociedade'/><category term='Literatura'/><category term='Brasil'/><category term='Polêmica'/><category term='Filmes'/><category term='Jornalismo'/><category term='Movimento Cultural de Santos'/><category term='Educação'/><category term='Belo Horizonte'/><category term='Política'/><category term='Tostines Macabro'/><category term='Santos'/><category term='Música'/><category term='Mercado de Ações'/><category term='Mundo'/><category term='Cultura'/><category term='Futebol'/><category term='Divagações'/><category term='Copa do Mundo'/><category term='Rodeio Suíno'/><category term='Economia'/><category term='Flagrantes'/><title type='text'>Pela Proa</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>170</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-4880456762375722402</id><published>2012-02-06T14:15:00.001-02:00</published><updated>2012-02-06T14:15:12.194-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>A anatomia do fim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.livingwithtolle.com/wp-content/images/SingleFlowerSea.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://www.livingwithtolle.com/wp-content/images/SingleFlowerSea.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Já sei... Já sei, já sei! Vou levar pau dos literatos locais e de outras paragens...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Mesmo sendo leitor de Conrad, Alves Redol e Dyonélio Machado e João Guimarães Rosa, também tiro férias e leio &lt;i&gt;best-sellers&lt;/i&gt;. Um dos meus favoritos é um canadense que passou boa parte do tempo nos Estados Unidos, que responde pelo nome de William Gibson. Autor de Neuromancer, Mona Lisa Overdrive, Virtual Light, All Tomorrow's Parties e Idoru, faço de uma das raras traduções que a editora Aleph, detentora dos direitos de sua obra no Brasil, o livro &lt;i&gt;Patern Recognition&lt;/i&gt;, Reconhecimento de Padrões, referência para a corrente postagem nesse humilíssimo blog.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;A protagonista da história, Cayce Pollard, logo no começo do livro, dá uma explicação fantástica para o &lt;i&gt;jet-leg&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Jet-leg, &lt;/i&gt;para os que ainda não estão acostumados com longas viagens e língua inglesa, é aquele cansaço e desconforto natural de viagens acima de 8 horas. &lt;i&gt;Jet-legs&lt;/i&gt;&amp;nbsp;ficam mais evidentes em viagens de avião, mas podem ser encontrados em viagens rodoviárias do tipo Santos-Porto Alegre, Santos-Florianópolis, Santos-Belo Horizonte. O passageiro desce do avião/ônibus com a sensação de que está faltando alguma coisa, parece que não está em si ou em perfeitas condições de juízo depois de jornada tão longa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;A explicação de Cayce Pollard é simples. O corpo chega no destino antes da alma. Com a tecnologia do transporte, a alta velocidade e a baixa quantidade no tempo de viagem que os novos meios proporcionam, em geral, quem chega primeiro é o corpo. A alma demora mais um dia ou dois para se juntar ao corpo que chegou primeiro. Isso, para a personagem Cayce Pollard, é o que ela chamaria de &lt;i&gt;jet-leg&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Uma das injustiças da morte que quase sempre provoca grande revolta no ser humano é que, quando a alma está quase se juntando ao corpo nesse &lt;i&gt;jet-leg&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que chamamos de vida, paramos de operar. O corpo resolve abrir os braços para o defeito final e quando a pessoa está perfeitamente pronta para o salto, o &lt;i&gt;grant jete&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de uma existência inteira operando em máxima técnica, some o sopro. Sim, aquele segredinho que ninguém sabe ao certo: o último dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Não nos cabe contestar por que existe e quando será o último dia. Caso contrário, não operaríamos na máxima técnica. Não haveria a perfeição orgânica do movimento. O que sabemos é que somos aquilo que fazemos. Cada dia, vai um tijolo para o muro. Seja para o bem, seja para o mal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Como caímos e levantamos o tempo todo, há um momento da vida que o cerco se fecha e a aflição, ou agonia, a angústia, tomam a mente por completo e, às vezes, de assalto. Começamos a ver que tudo aquilo que plantamos lá atrás já está pronto para a colheita. Só que, como não sabemos identificar o fruto de nossa própria semeadura, não sabemos ao certo se é uma benção ou apenas um colheita maldita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;E o cerco vai se fechando. O peso do corpo já envelhecido não acompanha a rapidez dos mais novos atirados em frenéticos pliés, penchés, piqués e jetés. A mente passa ser uma fortuna de qualquer ordem e paciência já não é a mesma. Ainda assim, o convívio de tanto tempo não sofre uma revisitação e não se cogita sequer uma adaptação a novas ordens. Os pesos dos erros de outrora começam a se tornar inconfundíveis e sem a menor possibilidade de desembaraçá-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;E o cerco vai se fechando...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;E para quase todos, a água, um dia, bate no nariz. E isso misturado com o ego, e isso misturado com a percepção de ter causado tanto transtorno a vida de muitos, e isto misturado com a miopía de um desespero presente e contemporâneo, em meio a um ambiente que outrora ditamos &lt;i&gt;libertário&lt;/i&gt;, mas que está sempre preso às amarras de uma mecânica e engrenagem que existem desde que o mundo é mundo, e isto misturado a frustração de se ter conseguido tão pouco para o tanto que já se caminhou é o início do cerco se fechando de vez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Frustrações trazem medo. O medo traz a raiva. Essa mecânica complexa existente nos seres humanos quase sempre dribla todo mundo. O problema é a crença cega de que a morte resolve assuntos pendentes e coisas penduradas. Não há na morte a menor garantia de que a psique está apaziguada. A morte não soluciona isso. Há muitos cuja operação é interrompida sem o menor sinal de que a mente e/ou a psique esteja apaziguada. E para quem fica, isso é uma dor quase que incalculável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;i&gt;Soma&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e &lt;i&gt;nous&lt;/i&gt;&amp;nbsp;são camadas diferentes. O nosso problema é que o enfrentamento daquilo que, um dia, irá nos aniquilar, o que marca a tragédia e o herói trágico, pode não garantir, nos tempos de hoje, a permanência de um registro histórico permeando a memória imaterial ou o inconsciente coletivo dos que ainda carregam o sopro. Não, não há o herói trágico. Quando abrimos a porta para a possibilidade de nos tornarmos o &lt;i&gt;herói trágico&lt;/i&gt;, estamos, de repente, nada mais, nada menos, que, talvez, colocando o último tijolo para que o cerco se feche definitivamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Nos resta, aos que ainda carregam o sopro, o desejo que ainda seja possível que se descanse em paz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-4880456762375722402?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/4880456762375722402/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=4880456762375722402&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4880456762375722402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4880456762375722402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2012/02/anatomia-do-fim.html' title='A anatomia do fim'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>R. Dom Pedro I, 35 - Vila Belmiro, Santos - São Paulo, 11075-550, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.9513766 -46.338444</georss:point><georss:box>-23.9531906 -46.340911500000004 -23.9495626 -46.3359765</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-3895540630072864238</id><published>2012-02-01T01:17:00.002-02:00</published><updated>2012-02-01T01:20:33.614-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Mein Kampf: o livro de cabeceira de muita gente</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://ecx.images-amazon.com/images/I/61HRtuWqyRL._SL500_AA300_.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://ecx.images-amazon.com/images/I/61HRtuWqyRL._SL500_AA300_.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;No solar dos Rayel-Correggiari, minha genitora estava a regar as plantas e flores do jardim, quando uma moradora de rua se aproxima com uma garrafa de plástico. Pediu se não dava para encher a garrafinha a fim de matar a sede, no que foi prontamente atendida. Do outro lado da rua, sob a marquise do estádio Urbano Caldeira, é comum moradores de rua passarem os seus dias. Um exagero de minha parte. Há dias que eles só ficam ali à noite para dormir. Isso quando o serviço social da prefeitura de Santos não consegue persuadi-los e levá-los para os abrigos mantidos pela secretaria de ação social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Quando a jovem se afastou é que D. Martha percebeu que ela, a moradora de rua, estava grávida. Minutos mais tarde, uma vizinha da mesma rua, só que do quarteirão inicial, tendo testemunhado a cena, veio ter com a minha mãe. Em um tom de tremenda reprovação, perguntou se ela, minha mãe, costumava dar água e/ou comida a quem viesse bater em nossa porta. Diante da resposta positiva, a vizinha botou as asas para fora: &lt;i&gt;A gente conseguiu se ver livre disso na ponta de lá. Eu é que não dou comida, nem água, para essa gente mesmo!&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Minha mãe expressou que não conseguiria dormir lá muito tranquila se negasse água a quem viesse pedir, seja quem for a pessoa, especialmente se for uma mulher em gestação. &lt;i&gt;Pois eu não tenho esse problema,&lt;/i&gt;&amp;nbsp;respondeu a vizinha. &lt;i&gt;Durmo tranquila...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Costumava-se, antigamente, a dizer que não se negava água nem para um cachorro. Pelo jeito, o ditado ficou lá no &lt;i&gt;antigamente&lt;/i&gt;&amp;nbsp;mesmo. Para se ver livre de moradores de rua, o pessoal anda fazendo qualquer coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;As ações sociais dos municípios costumam aconselhar moradores e munícipes a não dar comida ou esmola a moradores de rua, como forma de forçarem essas pessoas a procurarem os abrigos municipais. Tem explicação: os abrigos reúnem melhores condições para tentar inserir o morador de rua no seio da sociedade. Dar comida e esmola desestimularia o morador a procurar o abrigo. Nada mais do que isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Negar água e comida para alguém é uma opção que todo mundo tem. Não há nada de errado nisso. Especialmente quando o morador de rua é desrespeitoso com os seus vizinhos. De fato, ninguém (e eu incluído) gosta de morador de rua, mendigo, na porta de casa. O espantoso é negar água e comida como estratégia para se livrar de coisas indesejáveis. O mais insólito é enxergar que por detrás da negação de água e comida, há um profundo desejo de aniquilação do morador de rua, a aniquilação do próximo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; O problema dessa vizinha não é seu escamoteado desejo de eliminar os moradores de rua. Talvez eliminar até mesmo no sentido de tirar-lhes a vida. Isso por si só já é um baita problemão. Agora, pior ainda não é a vizinha ter esse desejo subterrâneo. É ela ter título de eleitor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Porque ter título de eleitor permite escolher representantes sem a menor condição de exercer o cargo de chefe do executivo em qualquer esfera, seja ela municipal estadual ou federal. Provavelmente, ela foi eleitor do atual governador do estado de São Paulo, protagonista da maior ignomínia produzida por um governo que deveria zelar por seus cidadãos, independente de classe social, raça, credo, conta bancária e outros aspectos relativos a existência dos seres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;É bacana termos um governador do estado que vai à missa, é religioso. O que não contávamos é que ele deixasse os dogmas e preceitos religiosos no interior da igreja. Porque se ele praticasse pelo menos 10% do que está na Bíblia que ele lê, a indecência e ignomínia que ocorreu com a comunidade do Pinheirinho, na cidade de São José do Campos, Vale do Paraíba, não teria acontecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Acho muito difícil a massa da população paulista não ter ficado do lado dele se ele porventura peitasse a decisão da juíza da 6ª Vara Cível local, a Exmª Juíza de&lt;span style="font-family: inherit;"&gt; Direito&lt;span style="background-color: white; color: #2a2a2a; line-height: 17px; text-align: -webkit-auto;"&gt;Márcia&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #2a2a2a; line-height: 18px; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;span style="color: #666666; line-height: normal;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal;"&gt;Faria Mathey&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #2a2a2a; line-height: 17px; text-align: -webkit-auto;"&gt;&amp;nbsp;Loureiro&lt;/span&gt;. P&lt;/span&gt;or uma questão política e de humanidade, brecar a sanha do judiciário, principalmente o judiciário paulista, alvo de investigações do CNJ, independente de cores partidárias, seria uma demonstração de relevância à vida, de respeito à Constituição, de seriedade e sabedoria necessárias para o exercício do posto que ocupa. De cara, já mostrou que não tem o menor preparo para ocupar o posto que ocupa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Agora, os moradores do Pinheirinho serão despejados mais uma vez para um abrigo improvisado da prefeitura local, longe do comércio e de outras facilidades. Serão afastados do arraial feito os pecadores de uma comunidade.Crianças de colo, idosos, pessoas com algum tipo de deficiência serão colocadas numa área sem qualquer preparo para esse tipo de especialidade. Empresas não querem empregar moradores do Pinheirinho. Ninguém na cidade de São José do Campos parece estar a fim de matar essa tsunami no peito. O aluguel social do governo estadual, de R$ 500,00, não dá nem para o cheiro. Procura maior que a oferta e os preços de locação na cidade subiram consideravelmente, pulverizando o valor oferecido pelo estado de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Para piorar, os moradores, sem endereço fixo, não tem como matricular suas crianças em escolas, condição &lt;i&gt;si ne qua non&lt;/i&gt;&amp;nbsp;para o recebimento do Bolsa Família. Os desabrigados reclamam que tiveram seus benefícios cortados pelo governo federal. Ou seja, os moradores do Pinheirinho estão completamente abandonados pelas administrações públicas das três esferas. Se você acha que estou exagerando, leia um dos últimos posts do &lt;a href="http://www.blogcidadania.com.br/2012/01/bolsa-familia-foi-bloqueado-para-flagelados-do-pinheirinho/" target="_blank"&gt;Blog da Cidadania&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Os credores da massa falida do grupo Selecta &amp;amp; Naji Nahas certamente não são os velhinhos do Asilo de Inválidos, os anciãos da Casa do Sol ou algum grupo de donas-de-casa de alguma capital brasileira, grupos esses que eventualmente, numa das pontas, estaria desesperada pelo dinheiro. Quem fecha negócio como um especulador feito Naji Nahas tem muita bala na agulha para se encontrar em completo pânico por uma eventual falta de dinheiro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;O governo do estado teve perto de oito anos para encontrar uma solução para o Pinheiro nos moldes da remoção das famílias nos bairros Cota, em Cubatão. O acordo era tremendamente possível, o governo do estado detinha o &lt;i&gt;modus operandi&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de como resolver a questão e teve até um bom prazo de oito anos para deixar a área livre para os credores da massa falida. A pergunta: por que não o fez?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Por que o judiciário local não forçou o prefeito, do mesmo partido do governador, a se sentar a mesma mesa, junto com o próprio governador, tendo de um lado os invasores do Pinheirinho e do outro os credores da massa falida Selecta &amp;amp; Naji Nahas? Por que faltou sensibilidade salomônica ao judiciário local? Por que o governador não correu para desocupar a área ao longo desses oito anos nos moldes dos bairros Cota, em Cubatão? Por que Eduardo Cury correu o risco de colocar a cidade de SJC na rota de uma comoção social, ótima para os negócios que a cidade hoje possui, tornando o município tremendamente atraente para novos investimentos (se é uma coisa que investidor não gosta é de um lugar com alto grau de distúrbio social)?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Hoje os moradores do Pinheirinho penam por serem pobres, por não terem condições de moradia e, macacos de mordam, ainda não tem gente que os classificam como a pior da escumalha existente na face da Terra. Aplaudem o uso da força de um aparelho policial que deveria proteger o cidadão e é mantido com o dinheiro dos impostos pagos por todos nós.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Onde está agora o Sr. Valdir Martins, conhecido como Marrom, que segundo o jornal &lt;i&gt;O Vale&lt;/i&gt;&amp;nbsp;era ligado ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e ao PSTU, tido ao longo de todo esse tempo como uma espécie de relações públicos entre essas entidades e a população do Pinheirinho? Agora que o Bolsa Família dos desalojados foi cortado, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos local, o Sr. Vivaldo Moreira, colocará o seu prestígio e força política para alcançar Brasília e rogar pela reativação do benefício que os moradores expulsos do Pinheirinho perderam?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Será que não passa na cabeça do prefeito Eduardo Cury que a cidade de São José dos Campos estará eternamente estigmatizada como &lt;i&gt;a cidade do Pinheirinho&lt;/i&gt;, quase com a mesma força que a favela de Vigário Geral é associada a chacina que lá ocorreu, em agosto de 1993? Não passou que seria ele o artífice de colocar São José dos Campos na história do Brasil pela porta dos fundos? Por conta do quê mesmo?&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;O que mais amedronta é que ainda há uma parcela considerável da população paulista que apoia esse tipo de aberração. O que mais amedronta é que ainda há pessoas a quem atribuímos a pecha de &lt;i&gt;cidadão pacato e comum&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que vibra com essa política de eugenia e de uma &lt;i&gt;assepsia &lt;/i&gt;descabida, brutal, humilhante e desumana esgueiradas na justificativa do cumprimento do dever regido pela letra fria da lei.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Pessoas comuns, como a vizinha que temos aqui na Vila Belmiro, que nega, sem o menor peso na consciência, um copo d'água para quem tem sede, pelo simples fato do pedinte ser um morador de rua. Sequer, inclusive daria um copo d'água para uma mulher em gestação.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Não há problema algum em ter, como livro de cabeceira, Mein Kampf. O mais doído disso tudo são as pessoas que possuem tal livro de cabeceira não assumirem que tem, além do livro, a centelha da aniquilação do próximo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-3895540630072864238?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/3895540630072864238/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=3895540630072864238&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/3895540630072864238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/3895540630072864238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2012/02/mein-kempf-o-livro-de-cabeceira-de.html' title='Mein Kampf: o livro de cabeceira de muita gente'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-5593326673018631681</id><published>2012-01-18T12:12:00.003-02:00</published><updated>2012-01-18T12:12:32.700-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Perdendo no grito</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UqaCzj4qvbQ/TFY8qmwJYJI/AAAAAAAAATc/3jMnB3lW1Ro/s1600/gritando.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_UqaCzj4qvbQ/TFY8qmwJYJI/AAAAAAAAATc/3jMnB3lW1Ro/s200/gritando.jpg" width="182" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Há uma novíssima modalidade de pessoas, quase uma classe social, de pessoas razoavelmente desestabilizadas que acham que é possível movimentar as coisas do mundo ou tudo a sua volta &lt;i&gt;no grito&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O famoso &lt;i&gt;ganhar no grito&lt;/i&gt;. Uma expressão velha, batida, mas que, a cada dia que passa, vem ganhando adeptos e seguidores. Infelizmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;E digo &lt;i&gt;infelizmente&lt;/i&gt;&amp;nbsp;porque já é possível perceber que com gente dessa &lt;i&gt;estirpe &lt;/i&gt;o diálogo é jogado na lata do lixo. Não é possível haver &amp;nbsp;um colóquio que seja proveitoso com gente dessa laia. O pior disso tudo: agem como se estivessem num regime de exceção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A diferença dessa gente para qualquer ditador facínora de plantão é bem perto do zero. Em geral, reclamam por liberdade e direitos fundamentais, mas sua performance de ação é bem semelhante a de um louco sanguinário: ai de você que discorde!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Há certos assuntos nas pautas dos dias onde é fácil encontrar esse tipo de pessoa. Assuntos ligados a dogmas (todo mundo sempre acha que somente &lt;i&gt;o outro &lt;/i&gt;é regido por dogmas, nunca nós mesmos), temas quentes e incandescentes são o &lt;i&gt;habitat&lt;/i&gt;&amp;nbsp;natural e preferido desse tipo de neurose.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Entre os temas quentes, quem já participou de &lt;i&gt;cenários &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;movimentos culturais&amp;nbsp;&lt;/i&gt;conhece bem o repúdio de certos grupos e segmentos artísticos em relação às leis de renúncia tributária (conhecida popularmente como &lt;i&gt;Lei Rouanet&lt;/i&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Não nos esqueçamos que quando a &lt;i&gt;Lei Rouanet&lt;/i&gt;&amp;nbsp;entrou no ar, era virada de governo Sarney para governo Collor. Era um momento da vida brasileira onde convivíamos com o &lt;i&gt;Ministério da Desburocratização&lt;/i&gt;. Tinha papel e funcionário demais para o trânsito de uma simples verba.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A lei de renúncia tributária entrou em campo nesse cenário, com a melhor das intenções. O que os governos Itamar, FHC e Lula não se aperceberam é que a &lt;i&gt;Lei Rouanet&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é uma casa vazia. Seria necessário saber quem habitaria a tal vivenda e quais seriam as mobílias que ocupariam tais espaços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Esse foi o problema da lei de renúncia tributária. Não houve um trabalho de contenção de distorções ao longo de sua evolução. Porém, que a casa foi bem construída, até que foi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Só que sem saber quais seriam seus moradores, deu no que deu. E, aí, realmente, a coisa ficou esquisita pacas. Entre as principais acusações: as empresas pautam e decidem quem produz no país, em quais regiões, e quem fica de fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;De certa forma, concordo com as alegações de que a lei de renúncia tributária criou determinados procedimentos imorais e abjetos. Sem dúvida. O que não concordo é com o tipo de discurso truculento que pretendo calar a boca dos desafetos e das vozes discordantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Até onde se sabe, isso aqui ainda é um país livre. Tanto no discurso, quanto na crença, quanto na crença de um determinado discurso. Ou a negação disso tudo. Entre opressões, aqui e ali, não cabe dizer que quem discorda de um ponto de vista muito particular, nosso, logo &lt;i&gt;será interpretado como... blá, blá, blá, blá, blá...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A interpretação de uma pessoa demanda muito mais do que uma simples análise de seu discurso. Há nuances muito mais complexas do que simplesmente as idéias que uma determinada pessoa possui ou o discurso que ela tece (praticando o que é dito, ou não).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Dizer que a lei de renúncia tributária é abjeta porque delega às empresas o poder de escolha é, no mínimo, burro, incauto e ignorante. Ignorante por negligenciar que boa parte da história das artes teve a figura do mecenas por detrás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Ignorante porque a figura do mecenas, de uma certa forma, sempre esteve muito próxima da vida do artista, inclusive no século XXI. Essa alegação de que concursos de fomento são mais limpos do que leis de renúncia tributárias é uma falácia, posto que, tanto um quanto outro, se utilizam do mesmo princípio do mecenato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; O concurso para fomento de projetos artísticos é uma maneira indireta das secretarias de cultura tornarem seus desejos de escolha tênues. Nada fica escancarado, não há &lt;i&gt;escolhas a dedo&lt;/i&gt;, o que levantaria enormes dúvidas quanto a lisura do processo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Uma secretaria de cultura, assim, delega à sociedade um direito de escolha que seria seu. &lt;i&gt;Que nobre! Que bonito e que limpinho isso!&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Dá dois trocados para cada concurso, que não dá nem para o dinheiro do &lt;i&gt;busão&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e estamos conversados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Ou seja, se isso é poder de escolha da sociedade, &lt;i&gt;que merda, hein?!&lt;/i&gt;&amp;nbsp;A sociedade é muito maior do que nossos próprios umbigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A sociedade tem o direito de procurar o seu mecenas da maneira que bem entender. Seja por leis de renúncia tributárias ou mecenato puro. Se fazer de puro, moralista, defensor dos bons costumes e quando menos se espera: &lt;i&gt;weba! .sp.gov.br... Wow!&lt;/i&gt;&amp;nbsp;É uma evolução e tanto em termos de discurso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Aí, não sobra alternativa para os puristas que não seja intimidar o outro com alegações rasas, mal feitas, mal elaboradas, rastaqueras, sem fôlego dissertativo em boa parte das vezes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;i&gt;Aquele que pensarem assim, assim, assado, cozido e frito, nada mais são do que uns... &lt;/i&gt;blá, blá, blá, blá, blá...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;É quase uma Alemanha Nacional Socialista. &lt;i&gt;Se você não pensar do jeito que eu acho que é certo, te ponho no pau-de-arara.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Enquanto isso, vivem na ilusão de que concursos públicos de fomento a projetos artísticos não são mecenato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Fundamentalmente são. Apenas sob o verniz da dignidade de passar para a sociedade um poder de escolha que, anteriormente, era de uma secretaria de cultura. É só essa a diferença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O que os puristas ainda não se aperceberam é que esse &lt;i&gt;ganhar no grito&lt;/i&gt;&amp;nbsp;não cola mais nos tempos de hoje. &lt;i&gt;No grito &lt;/i&gt;nada se ganha, só se perde. Em especial porque os adoram &lt;i&gt;ganhar no grito&lt;/i&gt;&amp;nbsp;costumam terminar seus dias sozinhos, falando com as paredes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-5593326673018631681?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/5593326673018631681/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=5593326673018631681&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/5593326673018631681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/5593326673018631681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2012/01/perdendo-no-grito.html' title='Perdendo no grito'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_UqaCzj4qvbQ/TFY8qmwJYJI/AAAAAAAAATc/3jMnB3lW1Ro/s72-c/gritando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>R. Dom Pedro I, 35 - Vila Belmiro, Santos - São Paulo, 11075-550, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.9513766 -46.338444</georss:point><georss:box>-23.9531906 -46.340911500000004 -23.9495626 -46.3359765</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-5617834683156807953</id><published>2012-01-16T01:40:00.002-02:00</published><updated>2012-01-16T01:40:58.012-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>Saudades da Aninha</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0TYVyXqBK6I/TxOBzCJjwFI/AAAAAAAAAYY/f0sP_f_GqXI/s1600/Folha+da+quinta.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://2.bp.blogspot.com/-0TYVyXqBK6I/TxOBzCJjwFI/AAAAAAAAAYY/f0sP_f_GqXI/s320/Folha+da+quinta.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Favas contadas. Não tem lá grande segredo. Surraram tanto a atual ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e enfiaram a sola na Funarte que a bolha já saiu &lt;a href="http://colunas.revistaepoca.globo.com/felipepatury/2012/01/14/nome-novo-2/" target="_blank"&gt;na coluna do jornalista Felipe Patury&lt;/a&gt;, da revista Época: o líder do governo na Câmara, o deputado Paulo Teixeira (PT/SP) é o nome mais cotado para o apaziguamento do partido em eventual reforma ministerial para os próximos meses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; A &lt;i&gt;apagação de incêndio&lt;/i&gt;&amp;nbsp;promovida pela presidente Dilma Roussef recebe o nome de &lt;i&gt;blindagem&lt;/i&gt;. Um corpo ministerial menos propenso a ser desancado semanalmente por jornais, revistas e congêneres. Principalmente quando &lt;i&gt;calcanhar de Aquiles&lt;/i&gt;&amp;nbsp;recebe a singela sigla de ONG.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Demorou um ano para que a presidente Dilma resolvesse organizar a &lt;i&gt;farra do caqui&lt;/i&gt;. Se havia algum desafeto ocupando pasta ministerial, o &lt;i&gt;vuco-vuco&lt;/i&gt;&amp;nbsp;bem que lhe serviu para por uma pá no óleo quente. Não me parece que seja o caso de Ana de Hollanda, do MinC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Parabéns aos artistas que promoveram a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Linchamento" target="_blank"&gt;Lei de Lynch&lt;/a&gt; para os lados da ministra nesse feliz ano de 2011. Deu no que a Dilma queria. Agora ela tem caminhos abertos para a troca da titularidade da pasta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Dilma não é Lula! Paulo Teixeira não é Ana de Hollanda! Paulo Teixeira não adernará em marolinhas. Tem o peso do partido e mão forte da governança Roussef. No caso de um desejo desenfreado de continuar batendo de frente, é bom vir preparado(a). Caso contrário, sairá ventado(a).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Paulo Teixeira é político de carreira, é nome dentro do partido, é liderança, não vê fantasmas ao meio-dia, nem ouve vozes depois das 10 da noite. Falta de fôlego dissertativo e discurso mal amarrado, já sabe: &lt;i&gt;senta lá, bando&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Já posso ouvir as vozes dos linchadores de Hollanda: &lt;i&gt;Poxa, tempo bom era o da Aninha... Que saudades!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; É assustador os artistas não entenderem que as operações (ou a falta delas) no MinC tinha o dedo direto da presidente. Precisou de um ano para que as máscaras voltassem aos rostos originais. Agora é Dilma que opera diretamente com decretos que respingam na pasta de Cultura, tudo em nome de por as ONGs nos eixos. Concomitantemente: assustador e genial!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Para os artista que insistem na distração, tanto Paulo Teixeira quanto Cândido Vaccarezza, não assinaram a instalação da CPI da Privataria no Congresso, alegando que &lt;i&gt;lideranças costumam manter posições de neutralidade&lt;/i&gt;. Tal alegação e &lt;i&gt;modus-operandi&lt;/i&gt;&amp;nbsp;não parecem fazer parte da natureza de Ana de Hollanda, mesmo com todas as vicissitudes que tem enfrentado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Caso realmente se concretize &lt;a href="http://colunas.revistaepoca.globo.com/felipepatury/2012/01/14/nome-novo-2/" target="_blank"&gt;a ameaça anunciada por Felipe Patury&lt;/a&gt;, por que fica aquela voz dentro da cabeça, aquela que não gosto de ouvir e que costumo desobedecer com frequência, dizendo que, finalmente, os artistas terão o que merecem?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-5617834683156807953?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/5617834683156807953/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=5617834683156807953&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/5617834683156807953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/5617834683156807953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2012/01/saudades-da-aninha.html' title='Saudades da Aninha'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0TYVyXqBK6I/TxOBzCJjwFI/AAAAAAAAAYY/f0sP_f_GqXI/s72-c/Folha+da+quinta.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>R. Dom Pedro I, 35 - Vila Belmiro, Santos - São Paulo, 11075-550, Brasil</georss:featurename><georss:point>-23.9513766 -46.338444</georss:point><georss:box>-23.9531906 -46.340911500000004 -23.9495626 -46.3359765</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-5363222110520823313</id><published>2012-01-08T14:40:00.000-02:00</published><updated>2012-01-08T14:53:19.765-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo'/><title type='text'>The cold hard facts</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://farm1.static.flickr.com/93/229514821_877bdd8a85.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://farm1.static.flickr.com/93/229514821_877bdd8a85.jpg" width="193" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Existe um ditado em língua inglesa que diz que a o orgulho bobo vem antes da queda. Como o Santos FC é um time internacional (quer os demais torcedores-leitores desse humilíssimo blog gostem ou não), a atual direção do clube se valeu da máxima para que a maionese não desande mais adiante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; O presidente Luís Alvaro de Oliveira Riberio, o LAOR, decidiu encerrar duas atividades no clube cuja visibilidade era questionável. Porém os resultados dentro de campo/quadra diziam o contrário. Era óbvio que LAOR pôs a cara para bater antes que sobrasse para o clube como um todo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Encerrar as atividades das &lt;i&gt;Sereias da Vila&lt;/i&gt;, bicampeã da Libertadores, e do time de futsal, atual campeão brasileiro, foi uma questão de &lt;i&gt;peito.&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Com os resultados altamente positivos apresentados por ambas equipes, encerrar tais atividades, que, inclusive, serviram de inspiração para Internacional e Flamengo, acaba se tornando uma questão mais de coragem do que de raciocínio frio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Em época onde a Inglaterra fica atrás economicamente do Brasil e questiona seriamente se continua na zona do Euro ou não, o presidente peixeiro sentiu o odor da crise que nos próximos meses tem tudo para não ser mais uma marolinha que chega aos mares-do-sul. Os fatos... Ah, os fatos! Esse fatos que nunca nos deixam em paz...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;O fato é que o Santos, depois da saraivada contra o Barcelona na final da Copa do Mundo de Clubes, sentiu o drama. E as lições, pelo que parece, foram aprendidas. Uma delas é a questão do &lt;i&gt;foco&lt;/i&gt;. Bater o Barcelona é trabalho de vulto e exige concentração no que se faz. Perder tempo e dinheiro, concentração, esforço, para manter modalidades que ainda não tem o prestígio que o futebol tem é ficar no meio do caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Nem tanto para o futsal. Mas para o futebol feminino, a própria CBF não apoia ou joga em favor dos clubes que gostariam de manter uma equipe de futebol feminino sem ficar com a corda no pescoço o tempo inteiro. Se a CBF não se preocupa tanto assim, o Santos é que deveria se preocupar? Até onde eu sei, o Santos é um clube, não uma confederação nacional organizadora de torneios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; O fato é que investidor algum derrama dinheiro numa atividade esportiva que não goza de grande visibilidade e prestígio. Não tem como. Não querer ver isso é uma fuga da realidade que faz mal para todo mundo. Entre investir num time de futebol feminino e no Neymar, não tem como negar que os olhos de qualquer investidor brilham mais diante da possibilidade de associar sua marca ao principal ídolo santista do momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Depois do dia 18 de dezembro, o Santos foi catapultado para o andar de cima do futebol mundial. E isso gera uma espécie de cobrança que é difícil de lidar. Ou você se concentra naquilo que está fazendo em termos de time principal, ou então você perde a oportunidade de se destacar dentro desse âmbito internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;O Santos foi claro: fez a escolha dele. Boa ou ruim, discutiremos. Mas uma coisa é certa: totalmente positiva como tomada de posição clara, firme e efetiva. Uma resposta altamente positiva a quem deseja, no futuro, investir no time principal do clube.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Outro aspecto positivo: ao se deparar com o que é o Barcelona, dentro e fora de campo, a lição foi aprendida. Há uma filosofia de trabalho dentro do &lt;i&gt;Barça &lt;/i&gt;e eles não arredam pé disso. Pode chover canivete. Numa realidade como a brasileira, onde o dinheiro é meio escasso, não dá para abraçar o mundo com as pernas. Ou se concentra naquilo que é principal para o clube, ou tudo vai para o &lt;i&gt;be-le-léu&lt;/i&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;A direção anterior teria feito diferente? Sim. A essa hora já teria vendido Neymar e colocaria o time principal um turno inteirinho (19 rodadas) na zona de rebaixamento do campeonato brasileiro. Se você acha que estou exagerando, não precisa ir muito longe: basta ver como foi a performance do time peixeiro em 2008.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;No ano seguinte, a faca voltou para o pescoço. Só que com Neymar e Ganso em campo, apesar da resistência do Sr. Wanderlei Luxemburgo (que vivia colocando os meninos no banco), o Santos fez o dever de casa antes de ir para a &lt;i&gt;recuperação&lt;/i&gt;. O que fez Marcelo Teixeira perder a eleição de dezembro de 2009 foi sua genialidade de tentar fazer uma revolução bem raquítica dentro do clube que quase jogou a agremiação no obscurantismo das divisões de acesso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Tudo isso para bater no peito e afirmar com um orgulho bem rastaquera de que tinha um time feminino e que havia vencido a Libertadores duas vezes, nas duas primeiras edições? Quando o time principal estiver na última rodada jogando sua própria vida para sair do rebolo, vai explicar isso para o torcedor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Acreditar na conversa fiada de Marcelo Teixeira e de LAOR, vale a Lei de Murici: "Só sei que não sei de nada, cada um cuida de si". O discurso é livre e a crença também. O futuro a Deus pertence. Mas que o Santos mostrou resposta rápida diante de uma realidade que ele só encontra quando chega numa final de Copa do Mundo de Clubes (não há nível de competição na América do Sul, infelizmente), isso o clube mostrou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;O Santos mostrou estar alinhado com o que precisa fazer para chegar no andar de cima e não sair de lá tão cedo. Ainda que isso desagrade os puristas. Mas esses são outros quinhentos. Orgulhoso, talvez o Santos FC não seja. Ele bem sabe que tem muito feijão-com-arroz para comer.&lt;/div&gt;&lt;object height="315" width="420"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/o5X8S5TCrmc?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/o5X8S5TCrmc?version=3&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="315" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-5363222110520823313?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/5363222110520823313/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=5363222110520823313&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/5363222110520823313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/5363222110520823313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2012/01/cold-hard-facts.html' title='The cold hard facts'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm1.static.flickr.com/93/229514821_877bdd8a85_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-4937880154426246084</id><published>2012-01-03T12:30:00.000-02:00</published><updated>2012-01-03T12:30:04.216-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Finanças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Trabalho porco</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://static.cineclick.com.br/uploads/imagens/365x260/192513.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://static.cineclick.com.br/uploads/imagens/365x260/192513.jpg" width="227" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Coitado dos suínos. Ainda que de natureza um pouco &lt;i&gt;suja&lt;/i&gt;, os pobres bichos, além de levar fama, acabam em assados de final de ano ou linguiça de churrascada. Compará-los a turminha de Wall Street e, definitivamente, avacalhar os porcos. Se eu fosse porco, reclamaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Não há melhor conclusão depois de assistir o documentário vencedor do Oscar de 2011, &lt;i&gt;Trabalho Interno&lt;/i&gt;, do diretor Charles Ferguson, com narração de Matt Damon. Foi a maior falcatrua e roubalheira da história dos EUA, que botou o de todo mundo na reta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Um dos problemas da cultura americana, financeiramente falando, é o tal do crédito. Ou pior, além do crédito, a expectativa de pagamentos futuros. Não sei o que é pior. Foi em cima disso que todo mundo acabou se lascando horrorosamente em 2008, com efeitos nefastos sentidos nos dias de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; O trabalho foi bem feito: a desregulação do sistema bancário, inicialmente, e do sistema financeiro norte-americano, posteriormente, não poderia ter sido de melhor lavra. Arrebentou com o isolamento de áreas que poderiam ser afetadas quando a coisa começasse a dar para trás e botou todo sistema financeiro internacional em rota de colisão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Não tem como não imaginar, pensar, que o mercado de derivativos é coisa do cão. Os mesmos derivativos que graças ao genial Adriano Ferreira, que especulava em &lt;i&gt;hedge&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de moeda com o chapéu dos outros, deixou a Sadia de quatro para a Perdigão atochar lindo. E ainda tinha diretor financeiro da falecida dizendo que derivativo 2 por 1 era &lt;i&gt;brincadeira de criança&lt;/i&gt;. É para levar esse caras ao Conselho Tutelar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;O pior é que, ao longo do documentário, a cabeça fica cheia de idéias. Alguns vivaldinos se deram bem com a crise e compraram uma penca de massa falidas a troco de banana. Tão moral quanto comer a mulher dos outros (ou dar para o marido da melhor amiga).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Não tem como a cabeça não ficar cheia de idéias ao longo de &lt;i&gt;Trabalho Interno&lt;/i&gt;. Larry Summers como conselheiro econômico e financeiro do governo Obama é quase a mais sórdida e pútrida pedofilia. O partido democrata não é sério. Seria o caso dos democratas chegarem para o Obama e sentenciarem: &lt;i&gt;Obaminha, reeleição é o caralho&lt;/i&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Mas como todo mundo gosta de dinheiro e abre as pernas sem a menor cerimônia, tal pudor certamente é visto em águas norte-americanas como um sinal dos fracos. O negócio é vender a alma para o capeta! &lt;i&gt;Let's suck it and see&lt;/i&gt;! Como diz o Milton Leite, &lt;i&gt;que beleza&lt;/i&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Os derivativos são tão seguros quanto meter uma camisa com a estrela de Davi na faixa de Gaza. Cedo ou tarde, vai dar merda. Mas a amoralidade não pára por aí. A AIG pegar bonus estratosféricos aos seus larapionários quando o vento era a favor, sem dar a mínima para o dia em que a banana comeria o macaco, é um show de cautela que me leva às lágrimas toda vez que me lembro disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;No documentário, o circuito da picaretagem inclui, pasmem, até os honoráveis doutores de finanças das principais e mais renomadas universidades norte-americanas. Quando o Amaury Ribeiro Jr. afirma que a turma brasileira se forma na PUC do Rio e faz pós-graduação nos EUA para lavagem de dinheiro em &lt;i&gt;offshores&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é por puro conhecimento de causa. A pilantragem de Wall Street faz Daniel Dantas parecer uma &lt;i&gt;Pollyana Virgem&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;É um baita documentário. Pena que para o pessoal do setor financeiro seja de causar sono, uma vez que o público pretendido por Charles Ferguson é o trouxa comum, que trabalha e paga imposto, feito o titular desse humilíssimo blog. Para o pessoal do mercado financeiro, caso não dê sono, um tremendo perigo de que a carapuça vista que é uma beleza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Assisti o documentário na madrugada do dia primeiro para o dia dois, antes de partir para o trabalho (minha primeira aula é às sete da manhã). Enfim, uma reconfortante maneira de começar o novo ano bem jóia, grande alto astral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Feliz 2012?!?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-4937880154426246084?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/4937880154426246084/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=4937880154426246084&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4937880154426246084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4937880154426246084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2012/01/trabalho-porco.html' title='Trabalho porco'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Wall Street, New York, NY, USA</georss:featurename><georss:point>40.7069546 -74.0094471</georss:point><georss:box>40.694917600000004 -74.0291881 40.7189916 -73.9897061</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-2256019655549720776</id><published>2011-12-31T18:42:00.000-02:00</published><updated>2011-12-31T19:59:58.468-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>O ano que chega</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://ipt.olhares.com/data/big/487/4875832.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://ipt.olhares.com/data/big/487/4875832.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tenho por hábito contabilizar coisas, eventos. Ainda é bem longe de minha natureza aquele lance de &lt;i&gt;o que passou, passou&lt;/i&gt;. Não é muito minha praia. Mas quando se chega a um determinado percurso da vida, há de se lembrar que o ano novo nos guarda a repetição de um monte de coisas que aconteceu nos anos anteriores. Igualzinho. Às vezes, sem tirar nem por.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Ficar fazendo retrospectiva do ano que passou para grandes esperanças do ano que começa, sei lá, acho que passei do ponto. Deve ser coisa da idade, da &lt;i&gt;crise dos 40&lt;/i&gt;. A paciência fica curta, o espírito mais explosivo e daí a desandar a maionese é um pulo. A sabedoria de manter o coração tranquilo, nessa altura do campeonato, é uma arte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Já me vi perdendo a paciência com os jovens, esquecendo que um dia fui um jovem também. Já me vi perdendo a compostura diante de certas imbecilidades e esqueci que também não sabia de muita coisa há duas, três décadas atrás. A perda da paciência tem explicação: a nítida impressão de que nada, nem ninguém, sai do lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O movimento que tanto queremos imprimir nas nossas vidas, além de uma tentativa de driblar a morte (impossível isso!), tem um nefasto efeito colateral de paralisia. O problema é que apenas no tocamos disso quando as decisões e pauta da sua vida tem um mandatário implacável: o seu corpo. Você vai onde o seu corpo deixar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Então, percebemos que as vontades são uma guerra: as minhas contra a dos outros. Quando o confronto é visceral e sanguinário, mais paralisia. O tempo vai passando, os planos envelhecendo, as cobranças mais ardidas e a capacidade de realizá-los cada vez mais remota.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Se o amor é uma espécie de luxo para poucos, se saúde custa uma conta corrente inteirinha e a felicidade é uma espécie de quimera utópica, feita para não ser alcançada, o que resta para vivermos é uma espécie de corpo acéfalo. Um conjunto de movimentos orgânicos que é até bom não pararmos muito para saber porque ainda estamos fazendo aquilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Ainda que não seja pautado pelo desejo de terceiros, ainda que não seja o protagonista do meu próprio desejo (no fundo, nunca somos. Estamos sempre a reboque de uma avalanche de circunstâncias), o que me custaria correr atrás da felicidade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; Simples: a felicidade fica sempre na dependência de uma espécie de congraçamento de desejos. Ou seja: se há pontos de intersecção e convergência do meu desejo e do desejo do outro, tudo fica lindo, azul, céu de brigadeiro. Caso contrário, ...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A pergunta: se, na vida, nada se encaixa, pois, afinal, isso aqui não é uma legolândia, para que vou contabilizar o ano que passou? Para que positivismo e uma alegria fora de propósito, mensagens de um ano-novo, de um grande porvir, para que me tornar uma hiena imbecilizada se o que nos espera nesse ano de 2012 é mais uma amontoado de carniça?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Há uma grande diferença entre o coração amoroso, aquele que vive cheio de esperança, e o cérebro sagaz, que enxerga mais vícios num mundo sem qualquer traço de virtude. Não sou niilista. Apenas gostaria que mais e mais pessoas botassem a cabeça para funcionar. Mas acho melhor eu jogar a toalha porque não nasci, definitivamente, para ser movido por tolas emotividades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Não, não vou te desejar um feliz ano novo. Isso é uma besteira abissal. O que desejo para você daqui para a frente é que você respire.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-2256019655549720776?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/2256019655549720776/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=2256019655549720776&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/2256019655549720776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/2256019655549720776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/12/o-ano-que-chega.html' title='O ano que chega'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-1515824938341174384</id><published>2011-12-25T02:32:00.001-02:00</published><updated>2011-12-25T02:32:48.882-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Polêmica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belo Horizonte'/><title type='text'>PSDB e PT na alça de mira</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/wp-content/uploads/2011/12/a_privataria_tucana.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/wp-content/uploads/2011/12/a_privataria_tucana.jpg" width="136" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Li e gostei...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Tive de parar com os livros que estavam na fila. Afinal de contas, o livro vendeu somente na sexta-feira, 9 de dezembro de 2011, 15 mil cópias. Põe Harry Potter e adjacências no chinelo. A ponto de fazer com que a poderosa rede Saraiva colocasse caminhões na porta da gráfica a fim de garantir a entrega de milhares de exemplares já vendidos e reservados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Uma cobrança forte sobre jornalistas como Paulo Henrique Amorim, do blog Conversa Afiada. Todos sempre cobravam quando o livro de Amaury Ribeiro Jr. estaria à disposição. Eis que surge &lt;i&gt;A Privataria Tucana&lt;/i&gt;, um sucesso de vendas de dar inveja a muito país desenvolvido por aí.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Não seria para menos. Amaury Ribeiro Jr. condensa em quase 340 páginas um trabalho de 10 anos. Isso mesmo, 10 anos tentando provar inocência diante da prática esquisita e nefasta de figurões ligados ao PSDB que atolaram Amaury em diversos processos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O livro passaria despercebido se não fosse a quantidade de documentos presentes na obra que provam por A + B que os governos tucanos de FHC produziram a maior delapidação do patrimônio público desde o Brasil-colônia. Ou seja, após a proclamação da independência, FHC e seus asseclas promoveram o maior &lt;i&gt;arrastão&lt;/i&gt;&amp;nbsp;jamais visto na história desse país. Simplesmente, uma festa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;Estado de Minas, a pedra do gênesis&lt;/i&gt;&amp;nbsp;- Tudo começou quando Amaury saiu de seu interiorzão velho-de-guerra em Minas Gerais para aportar na cidade de Belo Horizonte como repórter do jornal Estado de Minas. Recuperando-se de uma cirurgia após um atentado à bala ocorrido na época em que trabalhava para uma das empresas dos Diários Associados em Brasília, chegou na redação do Estado uma denúncia vinda do então governador daquele estado, Aécio Neves.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; José Serra, com o auxílio luxuoso de Marcelo Itagiba, montou um esquemão jóia para pegar o pessoal dos medicamentos genéricos. O QG ficava no Ministério da Saúde, com arapongagens e os escambau. Mas o alvo era outro: grampear o que fosse possível do Aécio Neves em suas errâncias pelo Rio de Janeiro (segundo alguns mineiros, foi de longe o governador que mais despachou &lt;i&gt;em trânsito&lt;/i&gt;, praticamente, não saía de lá).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Realmente, o jogo sujo de José Serra foi habilmente descoberto por Amaury Ribeiro Jr. O que José Serra não contava é que os resultados da investigação foram abafados pelo próprio Aécio e tal procedimento deu sinal livre para que Amaury continuasse uma investigação de seus sonhos: o &lt;i&gt;modus-operandi&lt;/i&gt;&amp;nbsp;utilizado na época das privatizações do governo FHC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O primeiro sinal que a coisa estava esquisita foi a operação &lt;i&gt;abafa&lt;/i&gt;&amp;nbsp;promovida pelo PSDB com anuência do PT da CPMI do Banestado. O que é que havia tanto para ser escondido? Uma tecnologia belorizontina, com a assinatura da grife Eduardo Azeredo, fez, enfim, a merda subir o ralo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Eis que chega então o famigerado &lt;i&gt;mensalão&lt;/i&gt;, uma técnica que envolvia o PSDB mineiro e fez Lula correr dizendo que não sabia de nada. Com a quantidade de provas coletadas nesses últimos 10 anos e publicadas no livro de Amaury, fica evidente que Lula sabia, sim, de todo o merdelê que atingia em cheio tanto o seu governo como o de Aécio em Minas. O pato ficou para Azeredo assar. A proximidade de Aécio com o então prefeito da capital mineira, Fernando Pimentel, ajudou o chefe do Executivo mineiro a se blindar sem a ajuda dos caciques tucanos, em especial, os paulistas. A partir daí, o PSDB, que já não era mais o mesmo, entrava em rota de colisão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;Exceção da verdade&lt;/i&gt;&amp;nbsp;- Com passagem pela revista IstoÉ, Amaury começou a colecionar desafetos. Entre eles, Ricardo Sérgio de Oliveira, tesoureiro das campanhas de FHC e José Serra para a presidência da República. Para provar que estava com a razão, Amaury obteve um instrumento jurídico de nome &lt;i&gt;exceção da verdade&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que lhe conferia livre acesso a todos os documentos de investigação da CPMI do Banestado e outras bossas. A merda, que já tinha saído do ralo, começava a explodir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Pegou todo mundo, dentro e fora do PSDB. Só lendo o livro: tem Marcos Valério, tem Daniel Dantas e até mesmo o atual presidente da CBF, Ricardo Terra Teixeira. Por movimentações de &lt;i&gt;offshores&lt;/i&gt;, a ciranda de favores que garantiu regalias a figurões ligados ao PSDB na aquisição de empresas nos leilões das privatizações não termina mais! Faz Al Caponne parecer um colegial de calças-curtas e meias três-quartos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Só para o leitor desse humilíssimo blog ter uma idéia, uma das empresas ligadas a &lt;i&gt;offshores&lt;/i&gt;&amp;nbsp;no Caribe, que participava do trânsito da dinheirama, a Consultatum, possuía no seu estatuto social objetivos que iam desde prestação de serviços de informática até confecção de salgadinhos para festas, bolos para noivados e casamentos, chegando ao quase absurdo de água benta para batizados no domingo de manhã. Só pelos objetivos presentes na constituição social da empresa já se antevia que boa coisa, dali, não sairia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;Pra fechar o PSDB&lt;/i&gt;&amp;nbsp;- José Serra, através do livro de Amaury Ribeiro Jr., está, finalmente, face a face com a verdade. Detentor de uma sede de arapongagem, louco para pegar os podres de seus concorrentes dentro do próprio partido, é mostrado no livro &lt;i&gt;A Privataria Tucana&lt;/i&gt;&amp;nbsp;como uma pessoa que possui um genuíno espírito de um mercador de escravos. Uma atitude &lt;i&gt;gangsterista&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que tem como ápice puxar o trem com a caneta, de trás pra frente, cheio de parentes, agregados, aderentes, etc. e tal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; José Serra não se apercebeu que em Minas, PSDB (Aécio Neves) e PT (Fernando Pimentel) comiam na mesma mesa, um ambiente bem diferente da truculência bandida que permeia o fazer político em São Paulo. Aécio e Pimentel eram a prova que em Minas o jeito de fazer política era bem diferente. Em Minas, o &lt;i&gt;alinhavar &lt;/i&gt;faz parte da cultura local e na política não seria diferente. E só os sagazes são capazes de alinhavar PSDB e PT num mesmo palanque. &lt;i&gt;Id est&lt;/i&gt;, a técnica serrista que tanto intimida em São Paulo, além de não funcionar em Minas, teria uma resposta à altura a partir de Belo Horizonte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Com a tecnologia do Valériodantas vindo do governo Azeredo, onde o maior anunciante da capital mineira era o próprio governo do estado, o &lt;i&gt;mensalão &lt;/i&gt;na porta do Mineirão é que não passaria mesmo. Pegaria agências de publicidade como QG do trânsito de dólares para lá e para cá. Uma festa! Isso por si só deveria ter sido enxergado por Serra como um sinal de que o pessoal em Minas não estava para brincadeira. Papo reto: seria bom parar com essa mania de arapongagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Como Serra não sabe ler mineiro, o Estado de Minas fez a alegria de milhares de paulistas que já não aguentam mais governos do PSDB, nem tampouco a técnica policialesca de José Serra. Em breve, nas principais cidades paulistas, uma estátua para o Estado de Minas, que conseguiu dar uma forcinha para quem sempre foi vítima da truculência serrista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;As hienas vermelhas&lt;/i&gt;&amp;nbsp;- O que é mais espantoso nisso tudo é entender o regozijo dos militantes petistas com o livro de Amaury Ribeiro Jr. Simples: os dois últimos capítulos de &lt;i&gt;A Privataria Tucana&lt;/i&gt;&amp;nbsp;mostram como o PT se armou para puxar o tapete de sua própria candidata, a atual presidente Dilma Roussef, na última campanha eleitoral para o cargo maior do Executivo nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; José Dirceu e Antônio Palocci não são flor que se cheire. Utilizam a mesma truculência paulista de ameaças e escancaramento de podres dos adversários na briga pelo poder. Qualquer semelhança com José Serra é mera coincidência geográfica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A diferença entre PT e PSDB é que as oligarquias paulistas assentadas sobre &lt;i&gt;a grande mídia&lt;/i&gt;, os jornalões e semelhantes adoram um pássaro plumado. Fora isso, o &lt;i&gt;modus operandi &lt;/i&gt;de seus meliantes é quase o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O que José Serra teme do &lt;i&gt;Boletim Interno da Casa Grande&lt;/i&gt;&amp;nbsp;é a simpatia que há em relação a Aécio Neves. Aécio ganha a presidência da República a partir de São Paulo com um pé nas costas. A aceitação de Aécio numa campanha presidencial junto aos eleitores paulistas não está no gibi.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ainda assim, continuo não entendendo o regozijo dos petistas com o livro de Amaury Ribeiro Jr. Com aqueles dois capítulos finais, a submerdência pegar o PT em cheio é apenas uma questão de tempo. Quem viver, verá...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;Sim, o PIG existe&lt;/i&gt;&amp;nbsp;- O termo Partido da Imprensa Golpista, ou PIG (que também é &lt;i&gt;porco&lt;/i&gt;&amp;nbsp;em inglês) foi cunhado durante um discurso do deputado petista Fernando Ferro. Mas foi com o jornalista Paulo Henrique Amorim que o termo se popularizou na blogosfera. Segundo Amorim:&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="background-color: white; font-family: sans-serif; font-size: 13px; line-height: 19px;"&gt;Em nenhuma democracia séria do mundo jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político — o PiG, Partido da Imprensa Golpista.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O silêncio dos jornalões em torno da reportagem do século feita por Amaury Ribeiro Jr. é revelador e sintomático. Sintoma de que não há democracia plena no Brasil onde um dos &lt;i&gt;players&lt;/i&gt;, a imprensa e/ou &lt;i&gt;grande mídia&lt;/i&gt;, entra no jogo para arrumar um espaço no úbere. Isso por si só já é grave pacas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Agora, somente os blogs e redes sociais darem luz a esse assalto ao erário é um sério passo para a falência completa dos grandes de imprensa. O que rola em relação à biografia do goleiro palmeirense Marcos, o livro &lt;i&gt;São Marcos de Palestra Itália&lt;/i&gt;, de Celso de Campos Jr. é um outro descalabro do interesse de jornalistas e empresas de comunicação em torno de seus próprios interesses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A continuar nesse silêncio sobre &lt;i&gt;A Privataria Tucana&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e o jogo de peças no sentido de desestabilizar &lt;i&gt;São Marcos de Palestra Itália&lt;/i&gt;, chegaremos ao cúmulo de entender as razões da censura da família Sarney em relação ao Estado de S.Paulo.Bater no Amaury Ribeiro Jr. pode, bater no Estado de S.Paulo, não?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O eixo não está se invertendo, para a sorte dos jornalões. O problema é que eles não estão mais sozinhos. E com certeza tem gato na tuba. Muito silêncio diante dos documentos apresentados por Amaury Ribeiro Jr. é de uma simbologia que, sinceramente, nunca tinha visto antes. Entendemos o &lt;i&gt;espírito de corpo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;dos jornalistas ao afirmarem que PIG não existe. No caso de Amaury Ribeiro Jr., a técnica não consegue sequer convencer de que os jornalões, em certas circunstâncias, agem como se o Brasil fosse a casa da Maria Joana. Até é, mas tudo tem um certo limite, não acham?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Como dito em exemplar frase de Millôr Fernandes na revista Veja, pelos idos de 1970: &lt;i&gt;ditadura é quando você manda em mim, democracia é quando eu mando em você.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P.S. - A jornalista Lúcia Hipólito perdeu uma grande chance de fazer valer aquela máxima de que &lt;i&gt;o silêncio vale ouro&lt;/i&gt;. Quando pressionada pelas redes sociais a dar uma opinião diante das provas apresentadas no &lt;i&gt;A Privataria Tucana&lt;/i&gt;, disse que não gostava de ser pautada nem na época da ditadura, hoje em dia muito menos. Até concordo que redes sociais realmente são &lt;i&gt;terra de ninguém&lt;/i&gt;, mas seria de se perguntar &lt;i&gt;que pauta, meu amor?!&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Ela anda sem pauta já faz um bom tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-1515824938341174384?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/1515824938341174384/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=1515824938341174384&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/1515824938341174384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/1515824938341174384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/12/psdb-e-pt-na-alca-de-mira.html' title='PSDB e PT na alça de mira'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>R. Dom Pedro I, 35 - Vila Belmiro, Santos - São Paulo, 11075-550, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.9513766 -46.338444</georss:point><georss:box>-23.9531906 -46.340911500000004 -23.9495626 -46.3359765</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-368093219978591824</id><published>2011-12-18T03:08:00.000-02:00</published><updated>2011-12-31T19:59:43.182-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copa do Mundo'/><title type='text'>Pela ilógica</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QG8R6DCm_No/Tu1wWAouUjI/AAAAAAAAAX4/j5AZdRGqhz0/s1600/Santos+-+Bar%25C3%25A7a.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-QG8R6DCm_No/Tu1wWAouUjI/AAAAAAAAAX4/j5AZdRGqhz0/s200/Santos+-+Bar%25C3%25A7a.jpg" width="152" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Daqui a cinco horas, começa a partida final da Copa do Mundo de Clubes, reunindo talvez as duas principais agremiações do futebol mundial no momento: Santos e Barcelona.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A partida de daqui a pouco em Yokohama, para muitos jornalistas esportivos, é uma espécie de &lt;i&gt;prova dos nove&lt;/i&gt;. Fala-se muito do Santos, mas estaria o Peixe preparado para pegar as pedreiras internacionais, na qualidade de um Barcelona, por exemplo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O Barcelona, por sua vez, com um campeonato sem muita exigência como o espanhol, se estivesse em território brasileiro, aguentaria o rojão? O &lt;i&gt;Barça&lt;/i&gt;&amp;nbsp;seria o &lt;i&gt;Barça&lt;/i&gt;&amp;nbsp;se tivesse que disputar um campeonato como o brasileiro ou uma Taça Libertadores?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O fato é que, pela lógica, o Barcelona sai de campo com 3X1 favorável e o caneco na mão. É muito pouco provável que o Santos consiga aguentar o excelente futebol do &lt;i&gt;Barça&lt;/i&gt;. Até porque há uma outra lógica que no futebol costuma não falhar: conjunto. Boa parte do time do Barcelona joga junto desde a mais tenra idade e isso conta muito. Algo que o Santos de 2011 não tem. O conjunto favorece a lógica, o que dá ampla vantagem para o time catalão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O futebol, porém, é agradável e interessante porque nem sempre a lógica entra em campo. Eis a chance da equipe de Vila Belmiro: a ilógica. Com tudo contra, a ilógica, esse componente da graça que há no futebol, pode ser o melhor reforço que o Santos tem para o jogo de daqui a pouco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O &lt;i&gt;Peixe&lt;/i&gt;&amp;nbsp;tem de pensar, sim, em como armar uma retranca decente. Sua defesa é fraca e não aguenta o tranco diante de um time azeitado como o do Barcelona. Mas, uma vez a retranca estabelecida e funcionando, o ataque do Santos pode fazer uma diferença danada. Principalmente nos contra-golpes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;É difícil dizer em apenas uma partida quem é o melhor do mundo. Seria o caso de como era antigamente: um jogo em casa e outro na casa do adversário. Apenas uma partida na fria Yokohama é muito pouco para provar uma eventual superioridade de um time sobre o outro. O sistema de copa prova muito pouco das equipes. Porém, é o que temos para o momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O mais importante no caso do time brasileiro é fazer uma excelente partida. O resto é resto. Ganhando ou perdendo, o resto é resto. Se o Santos ganhar, não há como dizer que é melhor que seu adversário. Se o Barcelona vencer, não há como confirmar a superioridade catalã em apenas uma partida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ou seja, para o Santos, o mais importante é participar da nata-elite do futebol mundial. Fazer uma apresentação inesquecível. O que vier, o resto, é puro lucro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-368093219978591824?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/368093219978591824/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=368093219978591824&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/368093219978591824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/368093219978591824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/12/pela-ilogica.html' title='Pela ilógica'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-QG8R6DCm_No/Tu1wWAouUjI/AAAAAAAAAX4/j5AZdRGqhz0/s72-c/Santos+-+Bar%25C3%25A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-4000678788615892657</id><published>2011-12-15T03:08:00.001-02:00</published><updated>2011-12-15T03:08:11.230-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>Toalha na lona</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Iub0-DXZOdA/TlkEOTKnYgI/AAAAAAAAAoQ/ohrC2FLvEtM/s1600/jogando-a-toalha.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" src="http://1.bp.blogspot.com/-Iub0-DXZOdA/TlkEOTKnYgI/AAAAAAAAAoQ/ohrC2FLvEtM/s200/jogando-a-toalha.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Foram 8 meses e 15 dias. Recuos e avanços. Uma luta que poderia ser maior se a pauta não fosse única, se a desproteção não se fizesse tão constante. Ainda que sem o sentimento do dever cumprido, chega um momento que é necessário questionar até que ponto alguém não tem melhor capacidade, alguém que certamente conseguirá representar muito melhor o meio literário santista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Protocolei, no dia de ontem, 14 de dezembro do corrente ano, minha carta de desligamento como titular do assento de Livro e Literatura do Conselho Municipal de Cultura de Santos. Por motivos meramente e exclusivamente profissionais, deixo o posto para o meu suplente, o Conselheiro José Vieira de Almeida, pessoa querida e que muito pode fazer pelo meio literário santista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ao puxar na ponta do lápis o prejuízo financeiro nos últimos tempos, tomei a difícil decisão de ceder o posto ao meu suplente, posto que as tarefas e demandas que a posição exige criaram muitos conflitos em minha vida pessoal e profissional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Esforcei-me o máximo que pude nesses 8 meses e 15 dias para representar, da melhor forma possível, o meio literário de nossa cidade. Contudo, o conflito nos últimos meses entre ações como Conselheiro e a agenda profissional se tornou muito forte, de tal forma que precisei optar pelo meu sustento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Foi uma decisão feita com muita frieza e sem qualquer traço de passionalidade. Acredito que os escritores de Santos terão, na figura do Conselheiro José Vieira de Almeida, melhor representatividade e muito mais conhecimento devido ao tempo de dedicação na trajetória do meu suplente. Isso sem contar com melhor disponibilidade que o Conselheiro José Vieira pode oferecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Aprendi muito com esse curto tempo como titular do assento de Livro e Literatura do Conselho de Cultura de Santos. Fiz amigos, ampliei horizontes. Porém, revisitar-se faz parte do crescimento de qualquer ser humano. E nas últimas revisitações, percebi a falta de lastro para melhor representar o meio literário santista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Assim sendo, desejo a todos que continuarão nessa jornada meu sincero e fraternal voto de boa sorte na jornada que continua. No que for possível, estou à disposição para ajudar e contribuir no que tange à Cultura de nossa cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A caminhada prossegue e a vida continua.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-4000678788615892657?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/4000678788615892657/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=4000678788615892657&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4000678788615892657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4000678788615892657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/12/toalha-na-lona.html' title='Toalha na lona'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Iub0-DXZOdA/TlkEOTKnYgI/AAAAAAAAAoQ/ohrC2FLvEtM/s72-c/jogando-a-toalha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>R. Dom Pedro I, 35 - Vila Belmiro, Santos - São Paulo, 11075-550, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.9513766 -46.338444</georss:point><georss:box>-23.9531906 -46.340911500000004 -23.9495626 -46.3359765</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-8978663912328377004</id><published>2011-12-09T02:30:00.000-02:00</published><updated>2011-12-31T19:10:51.064-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Um elefante incomoda muita gente, dois elefantes...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_hL5eAAm1o3U/SxL_ly3a5ZI/AAAAAAAAEvE/oDT0_mZqAp4/s1600/Lota%C3%A7%C3%A3o+esgotada,+amigo!.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="190" src="http://2.bp.blogspot.com/_hL5eAAm1o3U/SxL_ly3a5ZI/AAAAAAAAEvE/oDT0_mZqAp4/s200/Lota%C3%A7%C3%A3o+esgotada,+amigo!.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Foi até tímida a manifestação e as vaias que aconteceram no Teatro Odeon, Rio de Janeiro, na última sexta-feira, dia 2 de dezembro, quando do&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;Festival Internacional CulturaDigital.Br. 500 pessoas, a presença do&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;o ex-ministro Gilberto Gil, da secretária de Cultura do Estado do Rio, Adriana Rattes, dos representantes da Petrobrás e da Vale do Rio Doce e o diretor do festival, Rodrigo Savazoni.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;E não foi que o&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;&amp;nbsp;secretário de Políticas Culturais do MinC,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;Sergio Mamberti, sacou uma carta da ministra Ana de Hollanda, carta essa em que&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;fazia um balanço de seu primeiro ano de gestão? Nem preciso aqui mencionar do mal-estar inconfundível&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;no teatro&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;&amp;nbsp;até que alguém puxou uma vaia e gritou &lt;i&gt;Ecad&lt;/i&gt;&amp;nbsp;no exato momento em que Mamberti falava dos direitos do autor. Taí, um conterrâneo de muita coragem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Não é para menos. Lá pelas tantas, &lt;i&gt;la tchurma&lt;/i&gt;&amp;nbsp;soltava sonoros torpedos da platéia de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;&lt;i&gt;não nos representa!&lt;/i&gt;&amp;nbsp;sobre a fala do secretário. &lt;i&gt;Estou reivindicando o direito de me comunicar com vocês&lt;/i&gt;, pediu Mamberti aos manifestantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Mas, afinal, aquilo era uma cerimonia de abertura ou espaço publicitário para mais uma peça de propaganda, comunicação oficial? Num espaço onde seria mais para ouvir do que para falar, uma carta?! Não seria o caso da própria ministra estar de corpo presente e evitar escalar Sérgio Mamberti para bucha de canhão, &lt;i&gt;boi-de-piranha&lt;/i&gt;?!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; De todas a manifestações, a que considerei a mais séria foi a de &lt;i&gt;não nos representa&lt;/i&gt;! Isso é sério. Um ministério qualquer que não representa boa parte dos seus representados, o que é pior, seus representados não encontrarem qualquer sentido ou real significado em seu representante é pedir da deslegitimar o atual &lt;i&gt;establishment&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e qualquer esforço para uma política pública que não seja, no mínimo, contestável.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A questão está mais voltada primeiramente para uma questão de fatia orçamentária. A redução de grana foi geral, mexeu com vários ministérios e alguns ficam mais &lt;i&gt;mexidos&lt;/i&gt;&amp;nbsp;do que outros, como é o caso do MinC.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Essa seria apenas uma cortina de fumaça para algo um pouco mais profundo do que simplesmente verbas que ainda não chegaram para alguns pontos de cultura. As administrações públicas pararam no tempo, os artistas, não. Há uma nítida anacronia entre entidades, órgãos e autarquias governamentais, tanto entre si como também em relação aos artistas. Como sentar a mesma mesa quando se tem uma geração inteira já bem acostumada com transmissão rápida de dados? Seria quase a mesma coisa o Bill Gates ter parado no &lt;i&gt;Basic&lt;/i&gt;&amp;nbsp;em 1975 e de lá para cá não ter feito nada de novo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O MinC, além de perder terreno, perde, dessa forma, legitimidade, uma vez que tem o peso de um dinossauro e a agilidade de um bicho preguiça para acompanhar o que vem vindo por aí. O caso do Ecad é um exemplo clássico da falta de compromisso político e de uma obesidade mórbida que não atende nem metade das mudanças de distribuição e cobrança de direitos, e até mesmo a possibilidade de disponibilidade de obra inédita por parte do artista (o famoso &lt;i&gt;Creative Commons.)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; É difícil afirmar incapacidade do MinC, mas é possível imaginar certa inaptidão já que a ministra reduziu os &lt;i&gt;pontos de escuta&lt;/i&gt;. É quase uma administração autista, não há habilidade de entender o que o outro diz e formar um método de trabalho e funcionamento que possibilitem conclusões e, o que é mais importante, tomadas de posição em relação a um tema como o direito autoral. Quando há alguma sintonia e &lt;i&gt;ponto de escuta, &lt;/i&gt;o governo utiliza o espaço para falar que é Deus no céu e o MinC na terra, cantar glórias que para uma bela parte de artistas desse século XXI não faz o menor sentindo ouvir. Simplesmente porque não corresponde a nada do que vivenciam todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Um ministério tão devagar quanto um elefante, que, pelo tamanho, incomoda muita gente. O MinC, não satisfeito, quer apresentar &lt;i&gt;dois &lt;/i&gt;elefantes. Avisar o ministério que a tática de colocar o bode na sala funciona com deputado e senador, mas não para artista. Companhia de teatro não é partido político e não compõe com o governo a maior parte do tempo. No dia que o MinC for convidado a apenas participar da cerimonia de abertura do que quer que seja e ouvir mais para agir certo, metade dessas vaias vão embora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #464646; line-height: 19px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-8978663912328377004?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/8978663912328377004/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=8978663912328377004&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8978663912328377004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8978663912328377004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/12/um-elefante-incomoda-muita-gente-dois.html' title='Um elefante incomoda muita gente, dois elefantes...'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_hL5eAAm1o3U/SxL_ly3a5ZI/AAAAAAAAEvE/oDT0_mZqAp4/s72-c/Lota%C3%A7%C3%A3o+esgotada,+amigo!.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-5554544432069230311</id><published>2011-12-08T10:00:00.000-02:00</published><updated>2011-12-08T11:54:00.712-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Quando a necessidade bate à porta</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://images2.just-landed.com/classifieds/Poland/Classes_Language-classes/Private-English-Language-Lessons-5-77010-1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://images2.just-landed.com/classifieds/Poland/Classes_Language-classes/Private-English-Language-Lessons-5-77010-1.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Uma das mais relevantes experiências nesse ano que se encerra (praticamente) é a de coordenador pedagógico de um curso livre de língua inglesa. Tudo aquilo que aprendi ao longo de uma carreira como professor de inglês desde abril de 1989 veio à cabeça.&amp;nbsp;&lt;i&gt;Pre-services&lt;/i&gt;, salas de aula, uma multidão de alunos, curso livre, acadêmico, grade curricular e análise de material (instrumento) didático.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Lembro-me de vários macetes que aprendi num dos melhores &lt;i&gt;pre-services &lt;/i&gt;que tive na vida: o da Cultura Inglesa, na cidade de São Paulo. Aquilo, a bem dizer, foi um divisor de águas na minha carreira como professor e como observador do que é feito esse universo em torno do ensino de idioma estrangeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Foi lá que eu aprendi a analisar corretamente a linha de trabalho de um livro de inglês. Qual a estratégia de aula de cada livro, como é a elaboração do plano de aula para cada um, como casar o livro correto para o(a) aluno(a) adequado(a).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Juro que foi um momento quase que epifânico. Aprendi a observar melhor os cursos, seus métodos e metodologias (o estudo do método).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; E foi depois dessa experiência ímpar que pude observar que há escolas de inglês com métodos incríveis, mas que não se sustentam a longo prazo por causa da fraqueza da metodologia (uma certa falta de fôlego da abordagem metodológica, a cultura daquele método &lt;i&gt;intra-muros&lt;/i&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Às vezes, é de doer na alma. Cursos com métodos muito bons e as coordenadorias pedagógicas um tanto perdidas em transmitir ao corpo docente aspectos da metodologia de uma forma clara, a fim de garantir o método no dia-a-dia com os(as) alunos(as).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O grande gol-contra de algumas escolas e cursos é o que eu chamo de &lt;i&gt;fé metodológica&lt;/i&gt;. Em certos momentos, cega, como qualquer fé sem diálogo ou dialética, sem questionamento. Em geral, donos de escola são empresários, a visão do que é um curso ou uma escola de idiomas é outra. Há uma cultura de números e resultados que colocam tanto professores quanto alunos na sinuca-de-bico. Como se ambos tivessem que produzir certos resultados na qualidade de máquinas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A motivação para isso: baixo questionamento de quando o método precisa passar por certas reformas. Em geral, é um momento muito difícil, porque se joga por terra essa fé-cega quanto ao método. E se torna mais difícil ainda se o grupo empresarial deseja que seus clientes (os alunos) tenham um sentimento e uma interação com a empresa não de &lt;i&gt;clientes&lt;/i&gt;, mas de &lt;i&gt;torcedores&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Empresas e times de futebol possuem naturezas bem distintas e bem diferentes. Exigir de um cliente que às vezes paga caro por um serviço que ele seja &lt;i&gt;torcedor &lt;/i&gt;do ambiente e filosofia da empresa, sei lá... Um dos dois precisa ter deixado de lado o sendo crítico do tipo de interação ali estabelecida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;E por que digo isso? Porque, às vezes, a empresa &lt;i&gt;escola de inglês&lt;/i&gt;&amp;nbsp;afasta seus clientes ao tentar impingir que eles sejam torcedores de uma marca. Professores não jogam bola, são profissionais de um ambiente controlado e utilizando instrumentos comprovados academicamente, quase cientificamente. Não é uma batalha, não há adversários, não é a emoção de um jogo. É um trabalho de construção que necessita de constante senso crítico para mudanças não necessariamente no método, mas na metodologia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O pior disso tudo não é a mudança em si, mas o quase &lt;i&gt;trabalho-de-parto&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que acaba se estabelecendo para mudanças de crenças e paradigmas, tanto do lado dos funcionários quanto do lado dos donos da empresa. Quem paga CNPJ é quem sabe...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-5554544432069230311?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/5554544432069230311/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=5554544432069230311&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/5554544432069230311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/5554544432069230311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/12/quando-necessidade-bate-porta.html' title='Quando a necessidade bate à porta'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>R. Dr. Tolentino Filgueiras, 77 - Gonzaga, Santos - São Paulo, 11060-471, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.9645069 -46.3319453</georss:point><georss:box>-23.9663204 -46.3344128 -23.9626934 -46.3294778</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-7169377479624586282</id><published>2011-12-08T08:20:00.001-02:00</published><updated>2011-12-08T11:52:28.265-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><title type='text'>Políticos, esses irresponsáveis</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A premiê alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolai Sarkozy, na mais recente reunião de cúpula da UE, mostraram-se favoráveis a emendas numa nova costura do bloco econômico europeu onde todos, no caso, seriam responsáveis por suas condições financeiras domésticas em situações de crise internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Dois pequenos e singelos pensamentos, reflexões numa manhã cinzenta em Santos: primeiro, UE é cascata, esses lance de blocos econômicos regionais ou continentais? Uma bela peça de propaganda, tudo azul quando não há crise? Uma vez a crise deixando de ser marolinha, avacalha o barraco da dita e as lideranças pedem reformas porque o bloco já nasceu um tremendo &lt;i&gt;caozão&lt;/i&gt;? Não segura nem folha-de-seda...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Segundo: nós, &lt;i&gt;Brasil-sil-sil&lt;/i&gt;, abrimos franquia no velho-mundo? Os políticos lá são irresponsáveis? Achei que político irresponsável, Pedro de Lara e Elke Maravilha fossem só coisa nossa.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-7169377479624586282?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/7169377479624586282/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=7169377479624586282&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/7169377479624586282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/7169377479624586282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/12/politicos-esses-irresponsaveis.html' title='Políticos, esses irresponsáveis'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-636081714036438583</id><published>2011-12-05T01:57:00.001-02:00</published><updated>2011-12-07T00:11:38.953-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>O Instituto Universal vai até você</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Um dos bisavôs deste humilíssimo blog foi o &lt;i&gt;Tiro ao Alvo&lt;/i&gt;. Na época (2002), morava em Belo Horizonte. Tive problemas porque o grupo Abril, que administrava o blog na época, deu &lt;i&gt;tilt &lt;/i&gt;e acabei tendo que procurar outra freguesia. Não conseguia postar mais nada. Foi aí que surgiu o pai, de nome &lt;i&gt;Alvo Móvel&lt;/i&gt;. Quando o Blogspot virou &lt;i&gt;beta&lt;/i&gt;&amp;nbsp;não consegui fazer a migração do pai e acabei criando o filho. O filho, este que você lê agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Bom, um dos motivos para o antigo &lt;i&gt;Tiro ao Alvo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;foi, de uma certa forma, muita presunção da minha parte, confesso. Com o jornalismo em crise, pensei: &lt;i&gt;Porra... Se é para fazer essa merda, eu mesmo faço&lt;/i&gt;! Aquele lance bem Plínio Marcos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Enfim, começava a minha vida de blogueiro. Já se vão quase dez anos. Prometo que um dia aprendo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ainda que não recaia em mim o peso de um título universitário para atuar na área. Um dia eu até tiro um, se tudo der certo. Por enquanto, faço aqui algo que alguns bacharéis em Comunicação Social fazem: bater as orelhas... Tóf, tóf, tóf, tóf...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; E não é que a jornalista Nathália de Alcantara entrou pelo cano graças ao lindo empregador que ela possui? Sobrou para ela. Convenhamos, se é para acontecer esse tipo de coisa, dá que eu assino. Não tenho Mtb mesmo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A tempo: a tal matéria que saiu no &lt;i&gt;A Tribuna&lt;/i&gt;&amp;nbsp;ontem, domingo, já tinha sido publicada no outro veículo do grupo, o &lt;i&gt;Expresso Popular&lt;/i&gt;. O &lt;i&gt;Expresso&lt;/i&gt;&amp;nbsp;possui uma linguagem mais &lt;i&gt;povão&lt;/i&gt;, cheio de graça, cheio de &lt;i&gt;chistes&lt;/i&gt;, aquele lance "(...) &lt;i&gt;a molezinha dos professores&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(...)", "(...) &lt;i&gt;entre os mimos&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(...)" (sic) que tanto dão vida ao texto do tablóide.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Aí, chegou sexta-feira, todo mundo no &lt;i&gt;pescoção&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(acho que é esse o nome, se eu não me engano), todo mundo louco para ir para casa, cair na balada, essas bossas... &lt;i&gt;Aê, a gente publica o que no domingo?&lt;/i&gt;&amp;nbsp;Nem preciso dizer que rolou uma cozinha muito da mal feita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Aquela cozinha bem comida de rodoviária. Ao invés de pegarem a matéria dela e jogar aquele &lt;i&gt;sazon&lt;/i&gt;&amp;nbsp;básico, para dar aquela maquiada legal, do jeito que veio, foi. Algum sabido que deve adorá-la (pelo jeito) pegou a matéria que no &lt;i&gt;Expresso &lt;/i&gt;tem tudo a ver e colocou no &lt;i&gt;A Tribuna &lt;/i&gt;de domingo. Quando digo que o inimigo não está do outro lado da rua esperando seu vacilo para atacar, mas dividindo a cama com você, tem gente que ainda olha para minha cara e dá risada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Bom, resumo da ópera: se o &lt;i&gt;A Tribuna&lt;/i&gt;&amp;nbsp;mandá-la embora por pressão de sindicatos de professores e congêneres, aconselho o grupo &lt;i&gt;A Tribuna&lt;/i&gt;&amp;nbsp;a fechar as portas, então. Porque passou na mão de todo mundo, foi para as máquinas e não apareceu ninguém para ler o que estava escrito, para sacar que aquilo, do jeito que estava, daria um pererê da gota!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Seria uma questão de justiça o grupo &lt;i&gt;A Tribuna&lt;/i&gt;&amp;nbsp;pagar aquele cruzeiro Santos-Angra na faixa. Deixa ela curtir o verão e não encham o saco. Ela volta em janeiro e está tudo certo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; É nisso que dá empresa com efetivo reduzido. Aliás, se depender das empresas jornalísticas, o &lt;i&gt;trem&lt;/i&gt;&amp;nbsp;vai de mal a pior. Nem sei o que dizer. Como se diz em Portugal, &lt;i&gt;é de assustar o medo&lt;/i&gt;. Os herdeiros (alguns que nem sabem fazer a letra "&lt;i&gt;o&lt;/i&gt;" com o fundo do copo) recebem o conjunto do patrimônio sem ao menos entender do que é feito o &lt;i&gt;jornalismo&lt;/i&gt;. Se entendem, não é essa a impressão que se tem do lado de fora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Como também não sei do que é feito o &lt;i&gt;jornalismo, &lt;/i&gt;mas o querido blog nasceu para bater orelhas com garbo e categoria (essa semana tá em falta), o ocorrido ou é &lt;i&gt;ato falho&lt;/i&gt;&amp;nbsp;ou mostra que o principal jornal da cidade é de e para a cidade. Nem pensar em se comparar com um veículo de maior porte.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Uma das características dos jornais pequenos, para público regional, é uma certa ausência do controle de qualidade que as grandes empresas, bem ou mal, possuem. O ocorrido no último domingo acaba servindo como um exemplo adequado para indicar em que nível estão parte das empresas de comunicação da região.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Bem mal comparando, a qualidade pode até existir, mas como empresa é de se comparar a um jornal dos &lt;i&gt;cafundós&lt;/i&gt;&amp;nbsp;do Tocantins. Como minha fase anda nigérrima e estou azedo para cacete, vou parando por aqui.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Agora, que estamos numa cidade sem amparo nenhum, ah, lamento informar... Caminha a passos largos para o vinagre e culturalmente leva pau para o Vale do Jequitinhonha e não estamos talvez melhores do que a Libéria.&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Pudera. Do jeito que as coisas andam sendo feitas por aqui, uma louca impressão de que a turma se forma pelo Instituto Universal e mete o pé na jaca. Deus, dai-me paciência!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-636081714036438583?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/636081714036438583/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=636081714036438583&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/636081714036438583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/636081714036438583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/12/o-instituto-d.html' title='O Instituto Universal vai até você'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>R. Dom Pedro I, 35 - Vila Belmiro, Santos - São Paulo, 11075-550, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.9513766 -46.338444</georss:point><georss:box>-23.9531906 -46.340911500000004 -23.9495626 -46.3359765</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-3763598857955552760</id><published>2011-12-02T14:00:00.000-02:00</published><updated>2011-12-02T14:00:00.788-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>A dura vida de colunista</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Não, realmente não ganho dinheiro com isso. Faço porque gosto. É minha cachaça. Fazer o quê? Cada um tem o seu vício. O meu é escrever blogs, participar como colunista, como no &lt;a href="http://cinezencultural.com.br/site/2011/11/28/da-um-trabalho/" target="_blank"&gt;&lt;i&gt;Bomba de Cobalto&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;pelo CinzeZen ou com o &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.acampinas.com.br/colunistas/artigo.asp?cod_conteudo=32225" target="_blank"&gt;Água Marinha&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&amp;nbsp;pelos portais &lt;a href="http://www.acampinas.com.br/home/" target="_blank"&gt;@Campinas&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.itu.com.br/home/" target="_blank"&gt;@Itu&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Sinceramente, não sei se sou apresentado ao mundo como escritor (ou como cronista, colunista). Não sei se existo a partir de tal falto. Nunca sabemos se as nossas predileções ou inclinações são aquelas que nos ajudam a nos colocar no mundo. diferente dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Nesse conhecido &lt;i&gt;ora, veja&lt;/i&gt;, não pensamos muito em como estamos estabelecidos diante dos outros. Seria bom pensar nisso?. Não. Acho que não. Acho que não será tão simples assim descobrirmos que perdemos o controle de como gostaríamos de nos colocar no mundo (ou pelo menos de como gostaríamos que ele, o mundo, nos visse).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Deixando as maluquices e esquisitices de lado, não chega a ser um vício esse lance de escrever. Tenho controle sobre isso. Não é como um organismo totalmente dependente dessa ou daquela substância. Não preciso ser escravo do meu gosto e, logo, consigo ficar uns bons pares de semana sem chegar perto de uma folha ou tela em branco para escrever.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ainda que esteja longe de um vício, não posso também esconder minha predileção, inclinação e gosto de deslizar os dedos sobre o teclado e ver o cursor deixando uma linha cheia palavras. Um daqueles prazeres que a nunca conseguimos verbalizar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Como não ganho dinheiro em tais atividades, o único &lt;i&gt;dead-line &lt;/i&gt;que tenho é para a coluna &lt;i&gt;Bomba de Cobalto&lt;/i&gt;, que deve ir ao ar nos primeiro minutos de toda segunda-feira. Faça chuva ou faça sol, coluna &lt;i&gt;for the people&lt;/i&gt;. Os demais é ganhar tempo para escolher algum tema bacana e mãos à obra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Nem tudo são flores? Um dos meus blogs, o &lt;i&gt;&lt;a href="http://literaturial.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Literaturial&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;é muito dependente de leituras. Nem sempre consigo encontrar um tema neutro que não dependa diretamente da leitura de livros. Logo, é o blog que mais sofre com a minha eventual ausência, posto que entre uma tradução aqui, outra ali, aulas para cá e coordenação pedagógica para lá, dou-me por feliz se conseguir chegar em casa e tomar um banho. &lt;i&gt;C'est la vie&lt;/i&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Não há muito como escapar. Quase sempre viramos uma espécie de &lt;i&gt;weekend writers&lt;/i&gt;. É o tempo que nos sobra. Ah, se pudéssemos viver só disso, escrever, escrever, escrever. Mundo ideal? Não sei. Mas que seria bem, bem bacana, ah, seria! Leituras e escrita...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ah, por que dinheiro não dá em árvores?!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-3763598857955552760?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/3763598857955552760/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=3763598857955552760&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/3763598857955552760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/3763598857955552760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/12/dura-vida-de-colunista.html' title='A dura vida de colunista'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>R. Dr. Tolentino Filgueiras, 68-102 - Gonzaga, Santos - São Paulo, 11060-471, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.96474450065063 -46.33138418197632</georss:point><georss:box>-23.966558000650632 -46.33385168197632 -23.96293100065063 -46.32891668197632</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-7901633620589913737</id><published>2011-11-29T16:21:00.001-02:00</published><updated>2011-11-29T16:44:13.268-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo'/><title type='text'>Fora da realidade</title><content type='html'>&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Seria o caso de se saber quanto custa o dinheiro. Quem trabalha muito e recebe mal não sabe o quanto custa porque vive no vermelho. Nunca passou por um momento de estabilidade na vida para ter uma noção exata do que se precisa para que o dinheiro caia na conta outra vez.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Os mais abastados, por não fazerem lá muita força e cai um caminhão de grana todos os meses, ficam também fora do tempo e do espaço, não sabem o tipo de dureza exata e real para se afirmar qual o preço do dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.portaldecaruaru.com/images/conteudo/img_g/040411190411uniao%20europeia.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://www.portaldecaruaru.com/images/conteudo/img_g/040411190411uniao%20europeia.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Tanto um lado como outro protagonizam o engano. O mesmo engano que coloca, nessa crise financeira atual, a União Européia nas mãos de sua própria sorte. O problema é que a sorte não anda sorrindo muito para os lados do Velho Continente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Saíram as ajudas para a República da Irlanda e Grécia. Itália e Espanha com o pires na mão. E o aumento de tudo o que não presta, em especial a xenofobia, o estrangeiro como o grande ente perigoso que veio para roubar trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A União Européia poderia ter desvalorizado sua moeda para ver se diminuía o tamanho do rombo, o tamanho do tombo grego que levaria todo mundo junto, mas a moeda é unificada. Se ventar aqui, sopra lá. Foram para o remédio amargo: ajuda financeira, pura e simples, e corte de despesas do Estado para estancar a sangria desatada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Era o risco do negócio, o risco do jogo: colocar culturas tão diferentes sob a mesma égide sempre será um trabalho de vulto, para não dizer um trabalho perto do impossível. &lt;i&gt;C'est la vie&lt;/i&gt;... Quem pariu matheus que o embale.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Com tudo dentro do mesmo território fiscal e tributário, desaparecem a tais diferenças. Isso num primeiro momento seria até bom, se não fosse o caso de que não houve um equilíbrio inicial para que as economias e as culturas dos países participantes não jorrassem tanta diferença.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Uma União Européia seria ideal se tivéssemos umas 20 Alemanhas. Aí, beleza! Só que não é o caso. Juntar latinos dento de uma união como essa é sempre aquele lance de um olho no gato e outro na sardinha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Essa artificialidade da União Européia, essa &lt;i&gt;forçação&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de barra, é que é de deixar a pulga atrás da orelha. Até quando a Alemanha continuará tendo dinheiro para apagar incêndios e pagar as contas? São em situações como essas que o empresariado alemão pode bem pensar em tirar proveito de situações e instalações nos demais países uma vez que eles estão em situação constrangedora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Do jeito que é o europeu, diríamos que esse filme já vimos. Às vezes, não termina nada bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-7901633620589913737?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/7901633620589913737/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=7901633620589913737&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/7901633620589913737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/7901633620589913737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/11/fora-da-realidade.html' title='Fora da realidade'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Rua Tolentino Figueiras, 77, Gonzada, Santos-SP, Santos - São Paulo, 11060-002, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.9618356 -46.3322474</georss:point><georss:box>-23.9622891 -46.3328644 -23.9613821 -46.3316304</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-6576618442643901881</id><published>2011-11-24T11:45:00.000-02:00</published><updated>2011-11-24T11:45:00.727-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>Sim ou não?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;i&gt;Fun doesn't exist, baby&lt;/i&gt;. Sim ou não? Que diabos vem a ser diversão e porque tanto precisamos dela? E porque diabos precisamos perseguir a felicidade se vamos todos para a campa um dia. Se nosso medo ancestral existe porque chegamos ao última dia, fazemos coisas para perpetuarmos o que mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ah, tinha me esquecido... Fazemos as coisas que gostamos porque senão a vida não teria graça. Esquisito. Felicidade é eternidade. Mas como não teremos isso mesmo, perdemos lá atrás no tal &lt;i&gt;pecado original&lt;/i&gt;, vamos dos famosinhos momentos fugazes. E nos damos por felizes quando eles aparecem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O amor existe? Ou é apenas uma criação cultural de um sentimento tido como juízo universal (posto que quase todos os seres humanos o sentem)? O amor existe ou é apenas uma desculpa para externalizar a boçalidade do que se é, o bode expiatório no outro, o cancro externo onde depositamos nossos dejetos, fingindo que não os produzimos, que não é de nossa lavra. Amor é beijo apaixonado, é foda bem dada, é brilho nos olhos, é encanto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Se for feitiço o tal de amor, entendemos os &lt;i&gt;pais &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;mães&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de alguma coisa que trazem a pessoa amada em três dias. Cheguei nesse beco sem saída. Tudo o que se faz por amor será sempre encher a veia do pescoço para ver se acaba dando certo? O amor em si não teria que dar certo por si só? Se não dá certo é porque não é amor?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Se o amor é suscetível aos nossos atos falhos, que tal mudarmos o nome de &lt;i&gt;amor &lt;/i&gt;para qualquer outra nomenclatura, do tipo &lt;i&gt;casa, cachorro, parafuso, local, árvore, areia, vidro, água &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;constituição federal&lt;/i&gt;? &amp;nbsp;O amor bom é aquele que não faz sentido, certo? A corrupção, então, deveria ser um ato de amor, posto que nunca fez sentido em momento algum da história do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O amor existe? Ou negá-lo, não compreendê-lo, questioná-lo será sempre um tabu, uma vez que esse é o discurso diabólico, o diabo mora na dúvida? Se a incerteza é que bota o homem para andar, que mistério é esse que vai e volta nos coloca no maniqueísmo mais rasteiro que possamos imaginar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O amor existe? Ou só existe para que sua ausência seja aquele fosso bem pútrido que bota o próprio amor no ridículo de seus atos? Só existe para que tudo o que fazemos seja aquela mesma bosta vegetativa e fossilizada, que responde pelo nome de &lt;i&gt;tour-de-force&lt;/i&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Amor? Para que sua ausência valide seu nome? O contrário da alma vazia é o amor, então? Se a minha alma estiver vazia, eu seria o que: um filho da puta? Não. Não, não, não, não, como diria Israel Armstrong diante de uma biblioteca fechada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Se há pessoas que não acreditam em Deus, respeitem o meu direito de achar que o amor não existe. Porque não é possível passar por tudo isso, o deboche, o pouco caso, a dúvida, não receber sequer um &lt;i&gt;eu te amo&lt;/i&gt;, ter de implorar para que a boca do outro abra e emita tal encadeamento fonético que tanto amansa os corações dos néscios, dos distraídos e desavisados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Respeitem o meu direito em acreditar que o amor não existe. Não quero saber de risadinhas na minha frente. Vivemos num mundo livre, onde pensamos e colocamos em dúvida se tais sentimentos são realmente nobres. Que nobreza há em sair do solo pátrio, do chão de nossa nascença, por causa de um sentimento que exige efeitos de vulto, uma magia hercúlea que não tem nada de humano e que joga a alma na vala?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Não, senhoras e senhores, o amor não move o mundo. Qualquer coisa o faz movê-lo, menos essa coisa de &lt;i&gt;amor&lt;/i&gt;. O amor não existe. Perdoem minha aspereza, senhores e senhores...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Mas amor... Amor é o caralho!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-6576618442643901881?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/6576618442643901881/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=6576618442643901881&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/6576618442643901881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/6576618442643901881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/11/sim-ou-nao.html' title='Sim ou não?'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>R. Dom Pedro I, 59 - Vila Belmiro, Santos - São Paulo, 11075-550, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.9517743 -46.3387283</georss:point><georss:box>-23.9535883 -46.3411958 -23.9499603 -46.3362608</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-4896432224451265678</id><published>2011-11-22T11:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-22T11:00:02.005-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>O divórcio da Cultura com o mercado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5_b4PCQSkaI/R1yi5v_Lx9I/AAAAAAAAAOI/RPgXjGTGRvs/s400/theatre.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" src="http://4.bp.blogspot.com/_5_b4PCQSkaI/R1yi5v_Lx9I/AAAAAAAAAOI/RPgXjGTGRvs/s200/theatre.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Torna-se cada vez maior a distância entre a Cultura e o que costumamos chamar de mercado. A confusão é até válida, uma vez que o mercado é pautado pelas mesmas pessoas que criam e geram Cultura: a população, de um modo em geral. Somos nós que pautamos o que o mercado vai ser, e não o contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ou seja, as mesmas mãos que criam a Cultura são as mesmas que pautam o mercado. Como o agente é o mesmo, o discurso de que a Cultura é um bem e, como qualquer bem, possui um valor de remuneração, acaba ganhando força. Começa, assim, uma confusão onde quem tem perna curta, sai na frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A política existente hoje dos editais de Cultura são extremamente funcionais, mas para &lt;i&gt;Cultura artística&lt;/i&gt;, não para o amparo de uma Cultura que não seja exclusivamente artística. O amparo de uma Cultura não-artística deveria ser dever do Estado a sua manutenção, como se mantém uma casa, um equipamento público de Cultura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Entretanto, por se tratar de dinheiro coletado de impostos e outras fontes de tributos, há leis que impedem que o recurso seja diretamente alocado para a sustentação de uma determinada manifestação cultural. A saída, neste caso, é transformar tal manifestação num &lt;i&gt;produto&lt;/i&gt;, numa espécie de &lt;i&gt;geração de emprego e renda&lt;/i&gt;, para que se valide a manifestação cultural não-artística na participação de editais de fomento.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2009/12/cultura-41-300x253.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="168" src="http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2009/12/cultura-41-300x253.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Surge, aí, uma dicotomia razoavelmente perigosa. Se a Cultura é uma manifestação espontânea e genuína, logo não se trata de um produto, um objeto que se coloca na prateleira de um supermercado perto de casa. Ninguém sai de casa para fazer compras e coloca na lista: duas caixa de sabão-em-pó, meio quilo de tomate, um tubo de pasta de dente e um bloco de Maracatu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A partir do momento que temos um bloco de Maracatu na prateleira de um supermercado, não temos mais uma manifestação cultural espontânea, por mais artística que seja. Temos um produto. Não podemos, assim, encararmos o Maracatu com os olhos de um Câmara Cascudo, por exemplo, mas com os olhos de John Maynard Keynes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Muito da repugnância que às vezes surge nas discussões sobre fomento cultural vêm exatamente do fato que tratamos Cultura sob as leis &lt;i&gt;keynesianas&lt;/i&gt;&amp;nbsp;de mercado e de valor que quase sempre colocam a Cultura no mesmo patamar de um carro, de uma cafeteira, de um tapete, de um caderno, de uma geladeira, de uma casa ou apartamento, de uma peça de roupa. Ou seja, coloca na mesma panela vontades de consumo, não manifestações de um modo de viver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Porque Cultura, em certos momentos e circunstâncias, pouco tem a ver com consumo. As inclinações de consumo podem até ser sinais culturais de um modo de viver, mas jamais o modo de viver em si. O consumo pode ser abarcado pela Cultura, mas nunca o contrário. Cultura tem a ver com expressão da forma como se vive, e a forma como se vive não é produto que atraia o desejo de consumo como acontece com um automóvel, por exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Se uma manifestação cultural se transforma em &lt;i&gt;produto&lt;/i&gt;&amp;nbsp;para atender o &lt;i&gt;mercado cultural&lt;/i&gt;, alguma coisa está errada. No caso da &lt;i&gt;Cultura artística&lt;/i&gt;, então, o caso fica mais grave, porque tira-se do artista a possibilidade de contato direto com o público. Tira-se do artista a possibilidade do mecenato direto, delegando para produtoras artísticas a tarefa de colocar nas mãos do marketing o apelo meramente comercial que garante o retorno financeiro da obra em questão. O artista não tem mais contato direto com seu mecenas ou seu público. Tudo acontecesse atrás de uma cortina de fumaça onde o público não sabe se o artista é o seu mecenas, se aquilo que é tido como artístico verdadeiramente é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Seria mais ou menos confundir o público a ponto de achar que o diretor de um determinado filme é a Petrobrás e não o LC Barrreto. Quem dirige quem, e o que?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Como os governos não podem tratar de manter certas manifestações de raiz como serviço, sem a loucura do gigantismo burocrático, abrem os editais. E seja o que Deus quiser... Em jogos onde o marketing nada mais é do que um cabotinismo de vigésima categoria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Os desdobramentos são nefastos. Um monte de artistas que, em nome da independência, ficam pequenos porque o fomento não lhes servirá como arranque para uma carreira e, sim, para saborear uma &lt;i&gt;vendetta&lt;/i&gt;&amp;nbsp;rasa e de &lt;i&gt;consumo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;rápido e imediato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Ou seja, não há uma preocupação artística ou estética. Apenas queda-de-braço. Se há algo de artístico, tremendamente artístico nessa queda-de-braço, por favor, me avisem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; O que mais dói é vermos discussões sobre Cultura e/ou política cultural muito mais longe de um Câmara Cascudo, ou de um Sérgio Buarque de Holanda, ou de um Darcy Ribeiro, e mais perto de um Adam Smith ou John Maynard Keynes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Francamente...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-4896432224451265678?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/4896432224451265678/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=4896432224451265678&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4896432224451265678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4896432224451265678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/11/o-divorcio-da-cultura-com-o-mercado.html' title='O divórcio da Cultura com o mercado'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5_b4PCQSkaI/R1yi5v_Lx9I/AAAAAAAAAOI/RPgXjGTGRvs/s72-c/theatre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>R. Dr. Tolentino Filgueiras, 77 - Gonzaga, Santos - São Paulo, 11060-471, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.9645069 -46.3319453</georss:point><georss:box>-23.9663204 -46.3344128 -23.9626934 -46.3294778</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-4141936307478199151</id><published>2011-11-03T01:04:00.000-02:00</published><updated>2011-11-03T01:18:58.715-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Um problema endêmico</title><content type='html'>&lt;div class="" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.fapeam.am.gov.br/arquivos/imagens/noticias/20110111095901malaria.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://www.fapeam.am.gov.br/arquivos/imagens/noticias/20110111095901malaria.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Qualquer cidade acima de 300 mil habitantes possui sua cena cultural e artística local. Ser conhecido(a) nacionalmente são outros quinhentos. Mas ninguém pode dizer que uma área urbana com esse número populacional não possui seus artistas, seus artífices cultura&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;É bom não esquecer que onde há um ajuntamento superior a dez pessoas, a Cultura começa a se estabelecer, meio como se brotasse do chão. Essa conversa de&amp;nbsp;&lt;i&gt;levar Cultura&lt;/i&gt;&amp;nbsp;aos lugares remotos de uma região, estado ou país, como se na localidade em questão houvesse nada mais do que um bando de idiotas é algo profunda e completamente fora de questão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O problema dos grandes centros, aqueles com população acima de 300 mil, é quase igual aquela música do Camisa de Vênus com o Raul Seixas:&amp;nbsp;&lt;i&gt;Muita Estrela pra Pouca Constelação&lt;/i&gt;. Não obstante boa parte dos artistas procurarem brilho antes da obra, não tem mídia que dê vazão. Ou que dê jeito. Fazer artista entender que jornal é comercial, tem despesa, investimento e outras bossas é um custo.&lt;/div&gt;&lt;div class="" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Só que o inverso também rola. Explicar para a imprensa de um modo geral que em qualquer lugar acima de 300 mil habitantes tem pauta a dar com pau é tão custoso quanto. Da parte dos jornalistas, entendo: não são os donos da empresa. Fazem o que pode. No caso do literário, haveria até solução em cadernos de leitura. Porém, a falácia de que não há público para isso sempre colocar qualquer intenção para escanteio.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.parana-online.com.br/media/uploads/2011/maio/20-05-11/df200511.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="149" src="http://www.parana-online.com.br/media/uploads/2011/maio/20-05-11/df200511.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Entre &lt;i&gt;chutos e pontapés&lt;/i&gt;, vai-se. A sorte é que na era de Facebook, Twitter e e-mail, é possível fazer a divulgação de qualquer evento sem a presença da mídia tradicional. Um assessor de imprensa atento e o resto segue seu curso. É sério e cedo dizer que o jornalismo tradicional está com seus dias contados. Mas a continua nessa toada, sei não... Chegará uma hora em que público e agentes culturais vão perguntar: &lt;i&gt;mas para que diabos precisamos desse jornal, dessa TV?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;A cobertura e a divulgação de eventos culturais acontecem. Sim, acontecem. É exagero meu dizer que não. Mas somente os eventos com extrema visibilidade, com a presença de alguma &lt;i&gt;cabeça coroada&lt;/i&gt;. Nenhuma empresa bota dinheiro num evento se não existir exposição da marca. E, para tal, os consagrados são bem-vindos. Caso contrário, até acontece a cobertura, mas não com um orgulho bairrista de que o lugar onde moramos, artisticamente, é o melhor de todos. Funciona meio que na base do favor, sabe-se lá o que acontece. Quase uma esmola.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Isso quando não acontece algo do tipo &lt;i&gt;cobrir cagada&lt;/i&gt;. Ou seja, os agentes culturais locais são lembrados quando uma pauta feita fora da área de cobertura de uma determinada empresa jornalística dá para trás. O artista local, aí, é lembrado para cobrir o rombo, para não se chegar na redação de mãos abanando.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Essa ausência de consistência gera um desgaste daqueles. Os artistas locais meio que se ressentem de serem a &lt;i&gt;&lt;a href="http://youtu.be/jsB--twZgng" target="_blank"&gt;geni&lt;/a&gt; &lt;/i&gt;do negócio, meio que a bucha quando as coisas não dão certo. Não há um relacionamento adulto. Ambas as partes falham em algo que seria altamente produtivo em termos comerciais e artísticos, com uma excelente adesão do público.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O problema é que esse não seria um problema de Santos e região. Se puxar daqui e dali, várias cidades no Brasil sofrem desse tipo de &lt;i&gt;pouco caso&lt;/i&gt;&amp;nbsp;com as coisas feitas e eventos realizados dentro das cidades onde a sede da empresa jornalística funciona.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;É por essas e outras que eu digo para os mais novos: aproveitem o Facebook, Twitter e similares para fazer da cidade de vocês uma &lt;a href="http://youtu.be/zGA6rmsnDkQ" target="_blank"&gt;Manchester, 1975&lt;/a&gt;. Caso contrário, vira crime de rixa.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/48hVJGHry2w" width="420"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-4141936307478199151?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/4141936307478199151/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=4141936307478199151&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4141936307478199151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4141936307478199151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/11/um-problema-endemico.html' title='Um problema endêmico'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/48hVJGHry2w/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>R. Dom Pedro I, 1-43 - Vila Belmiro, Santos - São Paulo, 11075-550, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.9513766 -46.338444</georss:point><georss:box>-23.9531906 -46.340911500000004 -23.9495626 -46.3359765</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-8727520505120907051</id><published>2011-10-23T17:58:00.001-02:00</published><updated>2011-10-23T17:58:24.248-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Belo Horizonte'/><title type='text'>Pelas Alterosas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/298206_276016872432723_100000732367300_874432_564453894_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" rda="true" src="http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/298206_276016872432723_100000732367300_874432_564453894_n.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fazia um certo tempo que não baixava em Belo Horizonte. Os famosos percalços da vida me tiraram&amp;nbsp; um pouco do sossego e quando fui ver já tinha aquele período todo de ausência. Cheguei e eram quatro da manhã. A viagem foi tranquila e o ônibus chegou na hora esperada (e programada). &lt;em&gt;Meno male&lt;/em&gt;. Era uma manhã de sexta, fria, inesperadamente fria. Pessoas chegando, pessoas partindo, típica rodoviária.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Minha primeira providência foi comer alguma coisa, porque a fome era bem grande. Quem vai à Belo Horizonte e não come um pão-de-queijo com um &lt;em&gt;Mate-Couro&lt;/em&gt;, não esteve na capital mineira. O Mate-Couro, para os que&amp;nbsp;ainda não conhecem, é um refrigerante à base de erva mate e chapéu-de-couro, uma outra erva comum nesses lados do Brasil. Um sabor inconfundível. Uma delícia!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/308772_275860112448399_100000732367300_874018_1193329192_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" rda="true" src="http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash4/308772_275860112448399_100000732367300_874018_1193329192_n.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O sábado e o domingo seriam mais ou menos tranquilos. Mas a sexta seria um pouco mais agitada. Entre assuntos a resolver e tarefas a cumprir, não foi possível rever a Ivana Moreira, chefe de redação da Rádio Band FM. Aguardei o quanto pude, mas tinha outras tarefas para o dia. Valeu para rever a Av. Raja Gabaglia, ver a revendedora de carros Mini, e tirar fotos de uma vista previlegiada de Belo Horizonte que só se pode conseguir a partir dos quartéis generais da Bandeirantes Belo Horizonte. &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um dos pontos altos da sexta-feira foi minha visita ao querido Afonso Borges, criador e diretor do programa &lt;em&gt;Sempre um Papo&lt;/em&gt;, nascido em Belo Horizonte e hoje presente em boa parte das capitais brasileiras. Inclusive, o programa é exibido todos os sábados à noite, na TV Câmara.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi uma conversa agradável e bem rápida, a propósito. Conversamos sobre livros e literatura. Afonso faz jus ao nome do programa que criou: com ele, &lt;em&gt;sempre há um papo&lt;/em&gt;. A boa habilidade mineira do colóquio, da conversa. Quem ignora essa habilidade da mineiridade, certamente não teve tempo para conversar com Afonso Borges. E certamente passou longe de uma característica 100% mineira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O sábado e domingo foram chuvosos. Parei no &lt;em&gt;Quinze Minutos&lt;/em&gt; da Fernandes Tourinho e os sabores da culinária chinesa continuam supremos. Como sempre. Mais tarde, após o ensaio do Chandra Kala, todos para o Néctar da Santa Rita Durão. Boa comida e um chocolate quente jamais visto em toda minha vida. Uma dose generosa de um chocolate verdadeiramente cremoso. Coisa linda...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Levei um susto com as mudanças na Savassi. Nada fora do comum, mas, pelo que contaram, foi um tremendo passo mal dado e que gerou quebradeira geral e demissão em massa. Ao executarem a &lt;em&gt;req&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bpReAU26n8Q/TqRX3laMHnI/AAAAAAAAAW4/d2j8n8ek99Y/s1600/Boc%25C3%25A3o+Savassi.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" rda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-bpReAU26n8Q/TqRX3laMHnI/AAAAAAAAAW4/d2j8n8ek99Y/s200/Boc%25C3%25A3o+Savassi.jpg" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;ualificação&lt;/em&gt; da praça Diogo de Vasconcellos tudo de uma vez, não calcularam o custo e o impacto de uma obra dessa envergadura. Os clientes foram desaparecendo e as lojas passaram a ter muita dificuldade para honrar com seus compromissos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Toda reforma sempre causa desconforto e contratempos. Nunca é algo profundamente agradável. Assim, é natural que o cliente que faz suas comprar na Savassi procure algum outro lugar que esteja bem menos bagunçado. Algumas lojas fecharam. Sábado à tarde e estava tudo deserto. De longe, não é das melhores imagens que pude ter da Savassi.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A pergunta que se faz é: os comerciantes que foram pegos de surpresa por uma obra um &lt;em&gt;tanto&lt;/em&gt; atrapalhada, planejada de uma forma bastante confusa, esses comerciantes terão algum tipo de anistia fiscal? Se não forem alvo de anistia, retomarão seus negócios como se nada tivesse acontecido? Quem garantirá que essa dinâmica não seja permanente e que alijou principalmente os comerciantes pequenos?&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bom, nas próximas duas horas, estarei no ônibus de volta. Contando as horas para estar aqui outra vez. E narrando as pessoas, os lugares, as situações dessa cidade. Da montanha para a água do mar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-8727520505120907051?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/8727520505120907051/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=8727520505120907051&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8727520505120907051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8727520505120907051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/10/pelas-alterosas.html' title='Pelas Alterosas'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bpReAU26n8Q/TqRX3laMHnI/AAAAAAAAAW4/d2j8n8ek99Y/s72-c/Boc%25C3%25A3o+Savassi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Glória, Belo Horizonte - Minas Gerais, Brazil</georss:featurename><georss:point>-19.9041104 -44.0127731</georss:point><georss:box>-19.9190404 -44.0325141 -19.8891804 -43.99303209999999</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-1601032247850387877</id><published>2011-10-13T12:03:00.000-03:00</published><updated>2011-10-13T14:05:39.148-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><title type='text'>O cocô da Tolentino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_fVs1w0wpOBI/SymE5yEem3I/AAAAAAAAAQs/E2M48vwyUh8/s400/coco.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="145" src="http://1.bp.blogspot.com/_fVs1w0wpOBI/SymE5yEem3I/AAAAAAAAAQs/E2M48vwyUh8/s200/coco.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A Rua Tolentino Figueiras, no bairro do Gonzaga, para aqueles que não moram em Santos, é o metro quadrado mais caro do Brasil. Entre Ana Costa e José Caballero, o preço sobe mais ainda. É preciso muito fôlego para se estabelecer nesse trecho de cidade: tudo acaba sendo muito caro. A moradia, o IPTU, o cafezinho, um pão-com-manteiga, um simples refrigerante, o que seja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ouso dizer que morar nesse pedaço da cidade não é para quem quer, mas para quem pode...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Beleza. Por força profissional, cá estou vivendo as delícias e agruras desse centímetro quadrado mais caro, talvez, do universo. Até aí, tudo &lt;i&gt;maravilhas&lt;/i&gt;. É quase perto da gozolândia. OK. Se não fosse pela ocorrência emblemática que perdura desde segunda-feira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Assim, entre o número 73 (onde funciona uma fina doceria) e o 77 (onde funciona uma escola de inglês), há uma árvore. Bonita, meio simples, mas singela. Oficialmente, ela estaria mais para o número 73 do que para o 77. Logo, acreditamos que seria mais ou menos obrigação da referida doceria tomar a providência de limpar sua própria calçada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;O evento que se arrasta desde segunda é natural em termos fisiológicos, mas estranhos em termos de uma suposta civilidade urbana que, em Santos, parece funcionar mal por inércia. Pois o tal evento a que me refiro nada mais é do que um ventre em desespero que deixa pelo caminho a marca de um ser humano vivo, mal alimentado e quase curtido em cachaça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Enfim, para simplificar este post: cagaram debaixo da árvore. Sim, senhoras e senhores, merda humana. Uma &lt;i&gt;pasta bostífera&lt;/i&gt;&amp;nbsp;fétida e que a cada dia que passa, parece fossilizar. No coração mais chique e caro de uma cidade que, por causa do pré-sal, anda se orgulhando de uma futura opulência, alguém, um(a) cidadão(ã), &amp;nbsp;cansado(a) de uma cidade que ultimamente anda se esmerando em ser babaca, sem vergonha de ser &lt;i&gt;détraqué&lt;/i&gt;, cagou linda e generosamente debaixo de uma árvore entre os bares, restaurantes e vivendas de luxo mais badalados de &lt;i&gt;Enguaguaçu.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Isso talvez ainda não seja o mais grave. Apesar do cheiro forte incomodar diretamente os(as) alunos(as) e clientes da escola (que são obrigados a adentrar ao estabelecimento com o cheiro de merda em sua narinas), a bosta oficialmente é do número 77, onde funciona a fina doceria. Só que a tal doceria não providenciou até agora a remoção das fezes humanas que empesteiam esse trecho da rua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Parece simbólico? Na hora que acontece a merda, ninguém limpa? Pois é, no quase coração do poder financeiro de Santos, a quadras da Vila Rica, além das pessoas literalmente cagarem, a merda fica lá em exposição, sob sol, sob chuva, a prefeitura não limpa, a doceria não limpa... Ninguém limpa. Emblemático isso? Só se faz cagada que ninguém limpa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Para quem lê esse post e não é daqui ou jamais conheceu Santos, deve achar que é tudo igual. Não, não era, não. Isso aqui era o paraíso na Terra, essa cidade aqui era melhor do que muito lugar do mundo. Uma cidade do caralho! Só que depois que baixou o santo na porta-bandeira-do-fausto-e-da-opulência-vazia, é só cagar na calçada que a arrogância impede, inclusive, que se pratique um ato de higiene pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Enfeiaram minha cidade com esse monte de prédios altos que não tem nada a ver: tem um monte de gente morando no &lt;i&gt;Godzilla, Boneco de Olinda, Pau de Santo Antônio, Cosme e Damião, Charolletta, Balança mas não Cai&lt;/i&gt;, e tantos outros empreendimentos imobiliários ridículos, feios, de arquitetura duvidosa, opressivas e deprimentes. Jogaram a Santos dos céus e dos quintais na lata do lixo. Quero minha cidade de volta. Vou cobrar o dinheiro disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-1601032247850387877?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/1601032247850387877/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=1601032247850387877&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/1601032247850387877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/1601032247850387877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/10/o-coco-da-tolentino.html' title='O cocô da Tolentino'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_fVs1w0wpOBI/SymE5yEem3I/AAAAAAAAAQs/E2M48vwyUh8/s72-c/coco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Rua Tolentino Figueiras, 77 - Gonzaga, Santos - São Paulo, 11060-002, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.9618356 -46.3322474</georss:point><georss:box>-23.9636496 -46.3347149 -23.9600216 -46.3297799</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-7912373682734642442</id><published>2011-10-07T16:31:00.001-03:00</published><updated>2011-10-07T16:31:41.711-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Contra a vagabundagem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/284601_245983368758521_100000405789256_831178_7688096_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" kca="true" src="http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/284601_245983368758521_100000405789256_831178_7688096_n.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em geral, bares e restaurantes, assim como salões de beleza e barbeiros, elegem a segunda-feira como folga semanal. O domingo não conta. Quem é artista, ou quem curte arte, fica em casa nesse dia. Justamente, o único dia de &lt;em&gt;descanso,&lt;/em&gt; onde o artista ou amantes da arte poderiam faturar uma gelada, comer um tira-gosto &lt;em&gt;diferenciado&lt;/em&gt; e assim por diante, nada de estravagâncias. Porque nada abre nesse dia. E, se abre, fecha cedo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Foi com essa proposta que surgiu a &lt;em&gt;Vagabundagem de Segunda,&lt;/em&gt; um evento que acontecia segunda sim, segunda não, na Livraria Realejo. O ponto onde os perdidos numa noite que jamais foi suja se encontravam para ouvir &lt;em&gt;blues&lt;/em&gt;, música e muita poesia. Pelas noites de segunda, o Gonzaga recebeu Mário Bortolotto, Ademir Demarchi, Paulo de Toledo, entre tantos outros nomes, sempre acompanhados pela guitarra de Fabinho Brum e pela esperta percussão de Eduardo Cabral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; São muitas as histórias envolvendo a &lt;em&gt;Vagabundagem de Segunda &lt;/em&gt;e seus vago-mestres. Reza a lenda que a concepção de um evento às segundas foi do José Luiz Tahan e do Fábio Brum. O Fabinho tem uma pegada santista quinzenal e sugeriu&amp;nbsp;tal sarau ao dono da livraria que, amante do bom &lt;em&gt;blues&lt;/em&gt; e de&amp;nbsp;The Greatful Dead, topou na hora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A mistura de rock, blues e literatura (em especial poesia), inicialmente começou temática. Só mulheres recitavam. No evento seguinte, poemas de Chico Buarque. E rock'n roll na veia. Quem realmente não tinha lá muito o que fazer sempre pintava na área. Amizades se formaram, parcerias, conhecimentos, contatos literários como, por exemplo, a surpreendente leitura de &lt;em&gt;51 Mendicantos&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;uma das grandes obras do poeta Paulo de&amp;nbsp;Toledo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O primeiro evento contou com a presença de Mário Bortolotto nos vocais. Ademir Demarchi também deixou sua marca com a leitura de poemas de obras como &lt;em&gt;Os Mortos na Sala de Jantar&lt;/em&gt; e&amp;nbsp;&lt;em&gt;O Amor é Lindo&lt;/em&gt;.&amp;nbsp;Até mesmo o Linguinha apareceu numa das noites,&amp;nbsp;explicando a razão do apelido ao exibir suas virilhas&amp;nbsp;incandescentes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Certamente é um evento que deixará saudades. Na próxima segunda-feira, é a saideira. Fábio Brum e Eduardo Cabral fazem as honras da casa no lançamento do livro de Paulo de Carvalho (vulgo&lt;em&gt; Paulão&lt;/em&gt;, dos Velhas Virgens), &lt;em&gt;No País das Mulheres sem Bunda&lt;/em&gt;.&amp;nbsp;Espera-se que falte calçada para tanta gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/249253_238767712813420_100000405789256_808228_7837216_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="132" kca="true" src="http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/249253_238767712813420_100000405789256_808228_7837216_n.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Prevaleceu a &lt;em&gt;política da boa vizinhança&lt;/em&gt;. Na última &lt;em&gt;Vagabundagem&lt;/em&gt;, duas guitarras ocupando o mesmo espaço, dava para se ouvir do outro lado da Ana Costa, na calçada do estacionamento. Não deu outra: na execução da última canção da noite, pintou um &lt;em&gt;cosme-e-damião&lt;/em&gt; para averiguar reclamação da vizinhança. Não era sequer 21:30h.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O mais interessante nisso tudo é que a vizinhança que reclamou do barulho é capaz de pagar uma nota preta para viajar até Paris ou outro lugar semelhante e participar do mesmo tipo de evento que tem na porta da casa. E ainda volta para cá dizendo que isso aqui é um &lt;em&gt;cemitério&lt;/em&gt;, que &lt;em&gt;não tem Cultura&lt;/em&gt;, que não tem &lt;em&gt;um sarau literário alternativo&lt;/em&gt;... Haja!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Às vezes quando digo que a cidade anda se esmerando na capacidade de ficar babaca, um ou outro leitor acha exagero. Até concordo. Tem&amp;nbsp;vezes que erro na mão legal. Mas a cada dia que passa, fica cada vez mais nítida a impressão de que, se deixarem&amp;nbsp;a praga de gafanhotos levantar vôo,&amp;nbsp;&amp;nbsp;Praia Grande será o município mais cultural do litoral paulista.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-7912373682734642442?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/7912373682734642442/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=7912373682734642442&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/7912373682734642442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/7912373682734642442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/10/contra-vagabundagem.html' title='Contra a vagabundagem'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>Av. Mal. Deodoro, 2 - Gonzaga, Santos - São Paulo, 11060-400, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.9669801 -46.3331043</georss:point><georss:box>-23.9687936 -46.335571800000004 -23.9651666 -46.3306368</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-675425644478286195</id><published>2011-10-05T01:46:00.000-03:00</published><updated>2011-10-05T01:46:33.770-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>All lies!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://d4maths.lowtech.org/all_lies.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" kca="true" src="http://d4maths.lowtech.org/all_lies.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sinceramente, não entendo o que move o ser humano a conseguir seja lá o que for a qualquer custo. Que tanto o pessoal busca esse tipo de glória num reconhecimento efêmero, numa espécie de fama e sucesso irreais. Vai por rmim: esquisito pacas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que leva uma pessoa a mentir, eu até entenderia. Mas flexionar a verdade por conveniência e em excesso, é de se perguntar &lt;em&gt;em nome de quê, mesmo?!&lt;/em&gt; E o que é pior: envolvendo pessoas em momentos chave da vida, como é o caso de alguém que passará a enfrentar luto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Seria o mal dos nossos tempos seres humanos acharem alguma graça em serem tóxicas? Que a mídia de massa adora barracos, brigas, intrigas, chamando tudo isso de jogo, eu entendo. Faz parte desse circo especificamente. Mas na vida real, não cabe &lt;em&gt;viajar na maionese&lt;/em&gt; e achar que caixa de correio eletrônico dos outros é penico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quer viajar na maionese, &lt;em&gt;viaje sozinho&lt;/em&gt;. Não me convide. Antes de me convidar, pergunte se estou a fim de fazer uma viagem, pergunte se estou com ânimo de aguentar xaropada alheia, sem pé, nem cabeça? Inundando a vida dos outros de uma quantidade massiva de ilações e insídias de ruborizar o pior dos imperadores romanos, o mais biltre dos seres. Em nome do quê mesmo?!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Isso se torna um objeto sobrenatural: qual é esse combustível que move uma máquina sedenta de algo que ninguém percebe ou que ninguém entende, que só faz sentido para o próprio condutor do veículo, mas com um potencial incrível de jogar a moral, a hombridade e o caráter de uma pessoa ma vala, numa fétida sarjeta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ocupação inadequada de espaço e de tempo. Porque o espaço não pertence a quem flexiona a verdade, muito menos temos tempo disponível para tamanha infâmia e ignomínia dessa categoria. Tudo mentira, tudo balcão, gente que acha que todo mundo tem rabo preso&amp;nbsp;com todo mundo. Por causa de um apoio, acha que&amp;nbsp;você deve favores. Entre eles, servir de latrina para &lt;em&gt;viagens na maionese&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Olha, muita coisa nesse mundo acontece porque tem um montão de gente que definitivamente não sabe se comportar. São venais até o último fio de cabelo. Depois reclamam que o Brasil é um país de oligarquias,&amp;nbsp;que fulano-de-tal é um oligarca, que beltrano tece sua teia para suprir seus próprios interesses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Lavem a boca para falar deles! Pelo menos, são profissionais no que fazem e honestos consigo próprios!&lt;em&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-675425644478286195?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/675425644478286195/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=675425644478286195&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/675425644478286195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/675425644478286195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/10/all-lies.html' title='All lies!'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total><georss:featurename>R. Dom Pedro I, 1-43 - Vila Belmiro, Santos - São Paulo, 11075-550, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.9513986 -46.3384834</georss:point><georss:box>-23.965910100000002 -46.358224400000005 -23.9368871 -46.3187424</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-851766988147492506</id><published>2011-09-03T17:24:00.001-03:00</published><updated>2011-09-07T15:16:00.448-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Contra a natureza</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Khjpcgd372I/Tme0vYlOK9I/AAAAAAAAAWc/RfkfJOsnVpU/s1600/Cabecalho_Pela_Proa.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="55" nba="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-Khjpcgd372I/Tme0vYlOK9I/AAAAAAAAAWc/RfkfJOsnVpU/s200/Cabecalho_Pela_Proa.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Seria prudente, de alguma forma, prestarmos mais atenção a certas armadilhas que podem ferir ou agredir nossas naturezas. Sejam num plano individual ou num plano coletivo. A quantidade de gente empurrando o que não nos serve é monstruosa. Abraça quem quer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em Recife, os endinheirados das usinas e outras bossas tomaram a praia de Boa Viagem para si. E tome torres de todos os tipos e tamanhos. Quem curtia um belo passeio na orla ou frequentava o logradouro, teve de enfiar a viola no saco e procurar outra freguesia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Até aí, normal. Acontece na maioria das cidades brasileiras. Não deveria ser normal, mas não temos muito a fazer. Segue o seco. Aos poucos os moradores locais foram reclamando disso, reclamando daquilo, ora porque tinha muita confusão na porta de casa, ora porque havia muito barulho, restaurantes foram perdendo movimento, o comércio local ficou mais &lt;em&gt;silencioso&lt;/em&gt; e a própria prefeitura resolveu revitalizar o &lt;em&gt;Recife Antigo&lt;/em&gt;, no intuito de transferir o ponto de encontro da cidade para lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nunca estive em Recife para ver isso de perto. Pelo jeito, acho que funcionou. Mas seria a natureza de Recife ligada às suas praias? Ou resolveram permitir em Boa Viagem tamanha transformação desde que as demais não passassem pelo mesmo tratamento?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O caso santista tem como melhor exemplo o carnaval, o desfile das escolas de samba. Nos tempos de glória, as escolas daqui saíam com perto de 3.500 componentes. Do tamanho das escolas de Rio e São Paulo. Era coisa linda de se ver. O desfile e concentração era na Av. Presidente Wilson, ao longo da orla, entre canais 1 e 3. A gente passava a noite em claro numa boa. Era um evento. Bares, restaurantes e todo tipo de diversão por perto. A cidade se encontrava nos desfiles. Uma massaroca de gente em seu melhor ponto de encontro: a praia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lá pelas alturas do governo Beto Mansur, com a aprovação da lei de responsabilidade fiscal, a porta começou a ficar estreita. Sumiu a subvenção municipal para as escolas e o desfile ficou sambando de um lado para outro, ora era na avenida portuária, ora era em algum outro lugar da cidade que não incomodasse os &lt;em&gt;puristas&lt;/em&gt;. O carnaval perdeu, assim, seu maior patrimônio: o público. Isso sem contar que deixou de ser realizado por longos anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com a passarela do samba na Zona Noroeste, a prefeitura tenta dar novo folego e vida ao desfile das escolas de samba, mas agora o estrago já está feito. Convencer a massa da população santista a sair de casa para acompanhar os desfiles, interagir mais e melhor como acontecia nos anos 1980, será um trabalho de vulto, se é que realmente isso acontecerá em algum dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A impressão que se tem é que a administração local não conhece a natureza praiana de seus moradores. Até de quem mora muito longe daqui. Uma das atrações internacionais da 3ª Tarrafa Literária, o escritor inglês radicado na Irlanda do Norte, Ian Sansom, antes de voltar para casa, foi até a praia junto com sua mulher Susan Lovell (que, aliás, é gerente de conteúdo da BBC Irlanda do Norte) a fim de se despedir dos seis inesquecíveis dias quando conheceram o Brasil pela primeira vez sem aquela contaminação do &lt;em&gt;touristic Brazil&lt;/em&gt;. Pela porta da frente...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O projeto Alegra Centro é louvável. Há muito patrimônio histórico no centro da cidade que não pode ficar abandonado e deteriorando porque não há um projeto de revitalização. Só que o sucesso do projeto nos próximos anos está muito mais ligado à instalação da sede da Petrobrás e a construção do Museu Pelé do que&amp;nbsp;à vocação do santista de se deslocar até o centro como um ponto de encontro da cidade. Não faz parte da natureza dos moradores enxergar o centro como algo inquestionavelmente aprazível.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Alegra Centro deslanchará quando entender que santista gosta de praia e elegeu o Gonzaga como sua sala-de-estar. Qualquer coisa que tente empurrar uma alteração disso, com certeza, fracassará.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Está na hora da cidade discutir como juntar cultura e arte de volta à orla. Porque é lá que o santista vai e é lá que o turista curte. Qualquer tentativa do projeto Alegra Centro ser uma &lt;em&gt;propaganda&lt;/em&gt; (no sentido mais nefasto da palavras) com o objetivo de fazer a cabeça dos santistas a trocar a praia pelo centro, além de fazer muita água, é ferir a natureza de uma cidade inteira. &lt;em&gt;Tô fora&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-851766988147492506?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/851766988147492506/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=851766988147492506&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/851766988147492506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/851766988147492506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/09/contra-natureza.html' title='Contra a natureza'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Khjpcgd372I/Tme0vYlOK9I/AAAAAAAAAWc/RfkfJOsnVpU/s72-c/Cabecalho_Pela_Proa.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total><georss:featurename>Estádio Vila Belmiro - Vila Belmiro, Santos - São Paulo, Brazil</georss:featurename><georss:point>-23.9513986 -46.3384834</georss:point><georss:box>-23.965910100000002 -46.358224400000005 -23.9368871 -46.3187424</georss:box></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-5950838527255184253</id><published>2011-08-10T01:51:00.001-03:00</published><updated>2011-08-10T01:57:34.536-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><title type='text'>Sem anestesia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://0.gvt0.com/vi/1pm2kTH4aLQ/default.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" naa="true" src="http://0.gvt0.com/vi/1pm2kTH4aLQ/default.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; ﻿De novo. Virou, mexeu, cá estamos enrolados com arbitragem. São vários os exemplos ao longo da história do futebol no Brasil. E não se trata de uma história pitoresca de um filme como &lt;em&gt;Boleiros&lt;/em&gt;. Em geral, os prejuízos para equipes são enormes. Um erro e a chance de uma equipe participar de uma competição continental vai para o espaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Márcio Rezende de Freitas caprichou no segundo jogo da final do Campeonato Brasileiro de 1995 entre Santos e Botafogo, no Pacaembu. Dez anos mais tarde, no mesmo Pacaembu, a vítima foi o Internacional diante do Corinthians. A última vez que o vi foi na Globo Minas, como comentarista de arbitragem. &lt;em&gt;Wow...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No último domingo, pelo corrente Campeonato Brasileiro, no Beira-Rio, na partida Internacional 3X2 Cruzeiro, o trio brasiliense de arbitragem Wilton Pereira Sampaio, Marrubson Melo Freitas e João A. Souza Paulo Neto resolveram incorporar um Gregory House bem rastaquera e exigir da coletividade cruzeirense algo muito mais além do que a simples paciência pela quarta derrota seguida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Alguns comentaristas de arbitragem afirmaram que o gol de empate do Internacional foi. Esquisito pacas. O puxão de Gilberto em D'Alessandro começou fora da área. Já vi milhares de árbitros marcarem falta. Se a falta que originou o segundo gol do Internacional foi realmente falta, o lance sobre o meia Montillo perto do fim da partida também foi falta. Consequentemente, penalti.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O pior dos lances: o gol péssimamente anulado de Anselmo Ramon. Percebam o péssimo posicionamento do bandeira João A. Souza Paulo Neto, incapaz por tremenda incompetência de acompanhar o lance, que Anselmo Ramon estava atrás da linha de bola quando do passe de Ortigoza. Pela transmissão do PPV SporTV, o narrador local até tentou salvar a pátria do bandeira. Só não teve a solidariedade do comentarista Baptista: &lt;em&gt;foi nada&lt;/em&gt;. Ninguém é maluco de abraçar uma idéia daquela. Nem o mais apaixonado colorado, como o ex-jogador Baptista.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A solução seria simples: enquanto o Cruzeiro não entrar no G4, nada do trio brasiliense apitar. Esquece. Nem &lt;em&gt;prova de honra &lt;/em&gt;entre 7 de Setembro X Santa Tereza. Nem tampouco o clássico periférico belorizontino Califórnia X Jaqueline. Podem tirar o cavalinho da chuva.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A questão é que a comissão de arbitragem acompanha quem organiza o campeonato. Se a CBF é famosa por sua leniência (vide o &lt;em&gt;imbróglio&lt;/em&gt; do verdadeiro campeão brasileiro de 1987), comissão de arbitragem com pulso firme, só quando o saci cruzar as pernas.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que não deveria me/nos assustar desse tanto. Márcio Rezende de Freitas comentarista de arbitragem, não sei o que é pior. Se bem que ele está no lugar certo. Se &lt;em&gt;largadas&lt;/em&gt; como as que ele protagonizou ao longo da carreira&amp;nbsp;são condição &lt;em&gt;si ne qua nom &lt;/em&gt;para a ocupação do posto, ele está no lugar certo. Não tem departamento de RH que tire a vaga dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;object data="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" height="360" type="application/x-shockwave-flash" width="480"&gt;&lt;param value="true" name="allowFullScreen"&gt;&lt;param value="http://s.videos.globo.com/p2/player.swf" name="movie" /&gt;&lt;param value="high" name="quality" /&gt;&lt;param value="midiaId=1589400&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=360" name="FlashVars" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-5950838527255184253?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/5950838527255184253/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=5950838527255184253&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/5950838527255184253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/5950838527255184253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/08/sem-anestesia.html' title='Sem anestesia'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-2413377645428347873</id><published>2011-07-22T17:31:00.001-03:00</published><updated>2011-07-22T17:37:46.969-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>Santos Drops XVIII</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fzq7UMR7H6g/Tine8kFBJ5I/AAAAAAAAAWI/hZUSTjvDdYk/s1600/ZezeGoldConvite-1%255B1%255D.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; height: 92px; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; width: 176px;"&gt;&lt;img border="0" height="106" src="http://2.bp.blogspot.com/-fzq7UMR7H6g/Tine8kFBJ5I/AAAAAAAAAWI/hZUSTjvDdYk/s200/ZezeGoldConvite-1%255B1%255D.JPG" t$="true" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Piove, piove...&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As prometidas chuvas do sul chegaram. Agora é aguentar a tal da massa polar que se aproxima. Fazer as coisa com é um porre. Paciência: é a lei da natureza.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Café Carioca, 12:25&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Empapuçado de gente. Cafés, pastéis (aqueles mesmo, maravilhosos) e a impressão que o centro hoje estava todo lá dentro. Não tem outro lugar para almoçar não, cambada?! Com as chuvas, é se acotovelar porta adentro no &lt;em&gt;happy-hour&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Bolsa Oficial do Café, 12:50&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Turistas chineses perguntando qual a diferença dos cafés expressos. Simples... Alta Mogiana: suave. Bourbon: clássico. Sul de Minas: encorpado. Chapadão do Ferro: &lt;em&gt;cê tá na finalidade?!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um dia a China invadirá o mundo...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Chorinho das seis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Livraria Realejo, perto das 18:30h, toda sexta-feira. De vez em quando tem uma proposta diferente. Acabei com o copo para a viagem. Haja reposição. Aqueles copos de isopor são ótimos: meu instrumento de percussão.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Vagabundagem de Segunda&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Livraria Realejo, segunda sim, segunda não, às 19:30h, 20:00h. Blues e poesia. Para os que acham que não há nada para se fazer na segunda-feira, fica a recomendação. De vez em quando o Bartolloto pinta por lá...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Concult&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em funcionamento. Nas terceiras terças-feiras do mês: reunião ordinária. Terça passada, grande passagem de Júnior Brassalotti. &lt;em&gt;Pagando, que mal tem... &lt;/em&gt;Se os artistas não abrirem os olhos, assessorias de imprensa ganham bonus no faturamento de final de ano de suas respectivas empresas. Meio que na hora de se fazer alguma coisa para que parte do dinheiro do patrocínio fique com os artistas e agentes culturais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Zezé Gold&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Daqui a pouco, às 20:00h, na Biblioteca Mário Faria, no Posto 6, o lançamento do livro &lt;em&gt;Lua Rouxinol&lt;/em&gt;, da escritora e poetisa Zezé Gold. Todos lá!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Estrela&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Casada com um santista, o músico Téo Ruiz, Estrela Ruiz Leminsky, filha do grande poeta Paulo Leminsky, habita nesta cidade. Proximidade com São Paulo e sua terra-natal Curitiba, além de ser a cidade onde nasceu e vive a família do marido foram meio que preponderantes. Li seu último livro &lt;em&gt;Poesia é Não&lt;/em&gt;. Em breve, análise no meu blog de literatura, o &lt;a href="http://literaturial.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Literaturial&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Flávio Viegas Amoreira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O escritor e poeta santista abre a coletânea da &lt;em&gt;Geração Zero Zero&lt;/em&gt; com quatro contos. &lt;em&gt;Geração Zero Zero &lt;/em&gt;é um livro de lançamento nacional, já percorreu várias cidades. Organizado por Nelson de Oliveira, a coletânea com os principais escritores da primeira década do século XXI tem excelente reverberação na mídia.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Como &lt;em&gt;santo de casa não faz milagre&lt;/em&gt;, são poucos os conterrâneos que tem ciência da presença do autor santista que também publica no &lt;em&gt;Cronopios&lt;/em&gt; seus contos e poesias. De longe, é a figura mais presente na rede social Facebook: filmes, poesias, versos, música. Se a memória não me deixar na mão, &lt;em&gt;Geração Zero Zero &lt;/em&gt;na livraria Martins Fontes, no dia 06 de agosto. Uma dica para conhece-lo pessoalmente.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Babel Poética&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ademir Demarchi está à frente da revista literária &lt;em&gt;Babel Poética&lt;/em&gt;. Uma das melhores revistas literárias e de poesia do Brasil. Não tem como não gostar. Já estamos no número dois. Poetas de todo o Brasil estão presentes. Quer conhecer o novo? &lt;em&gt;Babel Poética&lt;/em&gt;, boa gente...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Enguaguaçu&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Às vezes, vilipendiada. Casa no rés do chão para a construção de sei lá o que. A cidade é um organismo que se transforma. Ora para o bem, ora para o mal. É uma pena. Não que Santos parasse no tempo, mas fico sem graça em ver a memória afetiva da cidade sendo transformada em pó. Isso sem contar com o sumiço do patrimônio imaterial.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nos dias de chuva, parece que Enguaguaçu chora também. Fica com ares londrinos. Mas também com uma cabeça londrina? Às vezes sim, às vezes não. Quem manda se apaixonar pelo chão onde nasci?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-2413377645428347873?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/2413377645428347873/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=2413377645428347873&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/2413377645428347873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/2413377645428347873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/07/santos-drops-xviii.html' title='Santos Drops XVIII'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fzq7UMR7H6g/Tine8kFBJ5I/AAAAAAAAAWI/hZUSTjvDdYk/s72-c/ZezeGoldConvite-1%255B1%255D.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-6945575629063335510</id><published>2011-06-22T16:06:00.002-03:00</published><updated>2011-06-22T16:19:57.009-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><title type='text'>Que vença o (quase) melhor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/813055/gd/130771383455/Santos-x-Penarol-na-final-da-Libertadores.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="104" i$="true" src="http://perlbal.hi-pi.com/blog-images/813055/gd/130771383455/Santos-x-Penarol-na-final-da-Libertadores.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Hoje, às 21:45h, no estádio Paulo Machado de Carvalho (conhecido popularmente como &lt;em&gt;Pacaembu&lt;/em&gt;), na cidade de São Paulo, inicia-se a derradeira partida da Taça Libertadores desse ano, entre Santos X Peñarol, lembrando que a disputa está &lt;em&gt;em aberto&lt;/em&gt; (a primeira partida no estádio Centenário, em Montevidéu, terminou em 0X0).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se o futebol obedecesse alguma lógica, o campeonato seria santista: a equipe possui um técnico com boa leitura de jogo, gente do ramo, jogadores talentosos, retorno de Paulo Henrique, o &lt;em&gt;Ganso&lt;/em&gt;, e Edu Dracena, melhor conjunto. O enrrosco peixeiro começa por quem sai para dar lugar à PH &lt;em&gt;Ganso&lt;/em&gt;. A lógica seria a saída de Danilo. Adriano é o mais &lt;em&gt;uruguaio&lt;/em&gt; do time de Vila Belmiro, meio essencial para uma marcação que funcione. Se sair Adriano, cai o padrão. Tendo que improvisar nas laterais, o risco é iminente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Uruguaio tira força de onde não existe. Não nos esqueçamos do &lt;em&gt;maracanazo&lt;/em&gt;, na final da Copa do Mundo de 1950. Não existe campeão de véspera. Como o futebol é interessante porque quase sempre não obedece a uma lógica, seria o caso do Peñarol aproveitar melhor as bolas de cabeça e, pelo menos, caprichar mais na pontaria. Se o time da capital uruguaia iniciar com a escalação que terminou a primeira partida, o caldo engrossa loucamente. Se Diego Aguirre quiser inventar a invenção, é rodeio suíno: vai&amp;nbsp;montar num porco daqueles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É por essas e outras que o jogo de hoje à noite tem cheiro de algo parecido com &lt;em&gt;Cruzeiro 1X2 Estudiantes&lt;/em&gt;, final da Copa Libertadores de 2009. Há muitas variáveis, não tem como prever grandes coisas para a partida. Apenas que há forte inclinação para um resultado magro, provavelmente um futebol bem feio e um jogo longe de ser agradável. Para quem não torce para nenhuma das duas equipes, a sensação de que duas horas foram perdidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na última final de Libertadores que o Santos participou, em 2003, meu pai ainda era vivo. Morreu no ano seguinte. E tantos outros santistas ilustres e alguns não tão famosos, como o Seu Expedito, que foi funcionário do clube e amigo de meu pai. Parece que ainda vejo Seu Expedito uniformizado, andando na calçada do Urbano Caldeira, indo e voltando do trabalho. Perder faz parte do jogo. Será chato, como em 2003. Mas em caso de levantar o caneco, confesso que será um momento difícil. Não sei se será um momento de muita, muita alegria. Principalmente pela ausência de meu pai, responsável por povoar o imaginário de seu filho mais velho com as histórias do grande esquadrão da década de 60, vencedor das Libertadores de 1962 e 1963.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-6945575629063335510?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/6945575629063335510/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=6945575629063335510&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/6945575629063335510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/6945575629063335510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/06/que-venca-o-quase-melhor.html' title='Que vença o (quase) melhor'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-4645925166760808411</id><published>2011-06-15T11:10:00.000-03:00</published><updated>2011-06-15T11:10:32.196-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>A fundo perdido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É assim mesmo. Não adianta espernear: o ser humano é criativo e arruma jeito para tudo, seja para o bem, seja para o mal. Diante de novos cenários, sempre há uma possibilidade de se conseguir algo de seu interesse. Mesmo que não seja em sua integralidade, mesmo que não seja 100%.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aconteceu com a Lei Rouanet, acontece com essa ou aquela política de incentivo ou fomento cultural. Sempre haverá alguém com algum tipo de &lt;em&gt;visão além do alcance &lt;/em&gt;e o paradigma se instala. O que era para ser uma pasta de incentivo a uma atividade cultural e artística acaba se tornando um banco de investimentos, com empréstimos (concordo que nem sempre generosos) a fundo perdido e juros zero. Sem risco se o &lt;em&gt;trem &lt;/em&gt;der errado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lícito o apoio e seu amparo, todos pagam imposto, nada mais justo que parte da arrecadação retorne em atividade artística e cultural para a população. Bacana. É isso mesmo. Todos apoiam. O que pega é quando o fomento vira um meio de se erguer em circunstâncias adversas porque o último espetáculo foi um experimentalismo da gota.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que artistas e agentes culturais precisam entender é que a economia da Cultura é igual a qualquer outro nicho econômico: há riscos. Quando a Cultura possui potencial para comercialização, independente de caráter de entretenimento, sempre haverá duas possibilidades: vender bem ou vender nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pastas de Cultura em diferentes esferas, sempre que possível, deixam claro que em nada são contrárias a dar aquele &lt;em&gt;empurrãozinho &lt;/em&gt;inicial. É um investimento. Se há o desejo de uma indústria cultural, que mal há em fazer o investimento?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só que começam pelo fim. Não criam o hábito dentro da população de se enxergar Cultura, de formação consumidora para bens imateriais e intelectuais. Há o consumo de bens de ostentação, mas não de bens culturais. Como Cultura não é carro do ano que você pode levar seus amigos para passear e se exibir, o público consumidor no Brasil é reduzido pacas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inicia-se, assim, a distorção. Até que ponto, ao fim do período de fomento, um espetáculo consegue andar com as próprias pernas, somente com os bilhetes que vende? Até que ponto uma quantidade de público ou platéia segura uma lista dos mais vendidos, uma temporada, uma exposição? Essa quantidade não existe porque não foi formada ou não foi formada porque não há interesse em sua formação?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O assunto é longo, antigo, aliás. Sabemos que a administração pública possui seus mecanismos que detectam artistas e agentes culturais que correm para o fomento como um empréstimo a fundo perdido, sem juros, onde o empreendimento, no caso de fazer água, é risco zero. Só que há os que realmente precisam. No dia em que a massa da população perceber que a conta não fecha, como é que ela enxergará artistas e agentes culturais?&lt;em&gt;﻿&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-4645925166760808411?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/4645925166760808411/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=4645925166760808411&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4645925166760808411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4645925166760808411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/06/fundo-perdido.html' title='A fundo perdido'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-4264498292841574731</id><published>2011-05-10T17:39:00.011-03:00</published><updated>2011-05-11T15:45:41.948-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>Fomento cultural: pequena morfologia inicial</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/010409/imagens/economia8.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="135" j8="true" src="http://veja.abril.com.br/010409/imagens/economia8.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Incialmente, peço desculpas ao caro leitor desse humilde blog pela ausência no mês de abril. Nem um &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;sequer. Eventos, reuniões, reorganizações de assuntos relacionados à literatura. Quando abri os olhos, lá se foi o mês. Para não deixar maio escapar, cá estou para recomentar um assunto que escrevi na &lt;a href="http://www.artefatocultural.com.br/portal/index.php?secao=colunistas_completa&amp;amp;subsecao=151&amp;amp;id_noticia=1064&amp;amp;colunista=Marcelo Rayel" target="_blank"&gt;coluna semanal do Movimento Cultural&lt;/a&gt;, publicada na página online do &lt;a href="http://www.artefatocultural.com.br/portal/index.php" target="_blank"&gt;Artefato Cultural&lt;/a&gt; toda sexta-feira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tratei, na última sexta, sobre a questão do fomento para a atividade cultural e artística. Há um certo perigo em afirmar que o poder público nada investe em Cultura. Quase todas as secretarias dessa área, tanto em esfera municipal quanto estadual, investem em Cultura, mas nos setores de administração de equipamentos culturais, logística, manutenção e restauração. Sei que é difícil afirmar que todo cidadão em qualquer lugar do Brasil é prontamente atendido pela secretaria de sua cidade&amp;nbsp;ao promover ou executar um evento ligado à Cultura. Ainda há lugares que não possuem tal pasta com o status de secretaria:&amp;nbsp;ainda são pequenas coordenadorias quase sempre anexadas à secretaria de Educação. Por aí vemos o prestígio que a Cultura possui em certos municípios brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os investimentos em administração, logística, manutenção e restauração são o básico que uma secretaria de Cultura pode fazer. Só que para alguns chefes de Poder Executivo, isso não é o essencial, mas o diferencial. Afirmar que o diferencial, na área cultural, de uma administração pública é sua capacidade de fomento para projetos independentes não cola&amp;nbsp;no ouvido da maioria dos prefeitos, ou&amp;nbsp;futuros postulantes. A pergunta é: por que isso acontece?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro: se colocarmos na ponta do lápis os custos com administração, manutenção, restauração e logística, dá uma nota preta. Apontar o dedo na cara de um(a) secretário(a) de Cultura, dizendo que ele(a) nada faz&amp;nbsp;pela Cultura da cidade, já sabe que vai levar essa pela proa. A partir do momento que há fatia orçamentária dentro do bolo de arrecadação para essa pasta, há investimentos. Ponto. Se o(a) chefe do Executivo possuir um perfil muito mais de administrador(a), de zelador(a), lascou-se. Aí é que ele(a) não entenderá Cultura como&amp;nbsp;um fôro fundamental para a inovação. O dinheiro é aquele ali e pronto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo: a fatia&amp;nbsp;orçamentária de uma pasta de Cultura é enxergada pela administração pública como uma espécie &lt;em&gt;de caderneta de &lt;/em&gt;poupança. &lt;em&gt;Um dinheirinho guardado&lt;/em&gt;. Se der pipa em qualquer outra secretaria, é só lançar mão do remanejamento&amp;nbsp;orçamentário e fazer as devidas transferências do saldo da Cultura para outros setores. Simples e prático. O que seria,&amp;nbsp;então, dinheiro para o fomento de projetos culturais e artísticos dentro de uma cidade, vira reserva no caso do(a) zelador(a) meter os pés pelas mãos. A Cultura continua funcionando no seu básico e o(a) prefeito(a) se safa de ser acusado de má administração. E os novos nomes da Cultura e das Artes num determinado município que se virem para arrumar dinheiro para a execução dos seus projetos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema é que pela PEC 150, a ser votada pelo Congresso Nacional em breve, o orçamento destinado para a Cultura no Brasil saltará de 0,6% do bolo arrecadado para 2,0%. Ou seja, de 1,3 bilhão anuais para 5,3 bilhões. Se a esfera maior, a federal, dá um salto como esse a fim de, finalmente, fomentar a Cultura e as Artes, fomentar a execução de projetos culturais nos quatro cantos do país, os futuros prefeitos alegarão o que? Alegarão o que para não se tornarem parceiros de seus contribuintes na execução de projetos culturais dentro de uma cidade a partir do momento que a esfera maior&amp;nbsp;toma a inciativa&amp;nbsp;para esse&amp;nbsp;fomento? Capacidade de arrecadação? Em algumas cidades, até cola. Mas em outras pode se tornar uma desculpa mais ou menos esfarrapada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se os municípios, por isonomia, seguirem a esferal federal, 2,0% de sua arrecadação e estamos conversados. Até mesmo porque, segundo a PEC 150, parte dos 5,3 bilhões serão destinados aos fundos dos municípios. No caso de uma cidade possuir um movimento cultural público, civil e atuante, a manobra de puxar dotações do saldo da pasta da Cultura certamente está com seus dias contados. A vigilância que existe hoje em dia sobre a Cultura nas principais cidades brasileiras é grande. E tende a aumentar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, finalmente, terceiro: fomento, em alguns lugares, é moeda de troca. É o anel do senhor contratador. Porque a prerrogativa de execução de projetos culturais fica exclusivamente nas mãos da administração pública. Ou seja, os artistas marcam presença no &lt;em&gt;beija-mão &lt;/em&gt;ou ficam de fora da festa. Em cidades de mais de 300 mil habitantes, o artista ou agente cultural até se vira. Mas em lugares muito pequenos, a secretaria de Cultura vira &lt;em&gt;balcão&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Tudo o que seu mestre mandar&lt;/em&gt;. Não há autonomia de discurso e lá vai o agente ou artista excluído se mandar para a capital para tentar a vida, entupindo ainda mais cidades que já não aguentam mais tanta gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que reforça a importância da adesão dos municípios ao Plano Nacional de Cultura (PNC) e ao Sistema Nacional de Cultura (SNC). E mais importante ainda: a elaboração de um Plano Decenal, para que esse tipo de distorção seja arrefecida. Os(As) prefeitos(as) e secretários(as) de Cultura precisam entender que o diferencial de sua administração, na área cultural, é o fomento. Somente com o fomento é que o fôro para a criatividade consegue ser perene e, com ele, a possibilidade de inovação para o enfrentamento dos problemas que surgirão nesse século XXI, cada vez mais complexos e de difícil desmonte. Sem a inovação, haverá a real possibilidade de um município tropeçar no próprio pé quando os problemas aparecerem, sucumbindo às vicissitudes que, à princípio, não deveriam amendrontar ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-4264498292841574731?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/4264498292841574731/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=4264498292841574731&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4264498292841574731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4264498292841574731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/05/fomento-cultural-pequena-morfologia.html' title='Fomento cultural: pequena morfologia inicial'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-8057193921352936940</id><published>2011-03-31T01:03:00.000-03:00</published><updated>2011-03-31T01:03:15.468-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>Um pequeno Uruguai</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.latinamericanart.com/artworksimages/1011/aa5f783e-3b73-480e-9df5-bba9f974fb2f.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" r6="true" src="http://www.latinamericanart.com/artworksimages/1011/aa5f783e-3b73-480e-9df5-bba9f974fb2f.jpg" width="155" /&gt;&lt;/a&gt;Vez ou outra retorno às origens do que deveria ser esse blog: mais palpite do que conhecimento de causa, mais &lt;em&gt;orelhada&lt;/em&gt; do que qualquer sofisma, pretensa erudição. Fico tentado sempre em voltar ao espírito original desse espaço, mais ímpeto, menos pensamento, não sei onde necessariamente me perdi entre a primeira e esta postagem. Acabei ficando preso na &lt;em&gt;responsabilidade&lt;/em&gt; de fazer algo de imensa qualidade, quando em certas circunstâncias, por mais que me esforce, passo bem longe do alvo. E o ímpeto, que tantas pessoas apreciam, simplesmente desaperece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digo isso porque conheço muito pouco sobre o Uruguai. O que sei sobre esse país é o que todo mundo sabe: aquele mesmo conhecimento adquirido nos livros de história, que nos transporta ao tempo quando não precisavamos crescer, nem pensar como será o dia de amanhã. A velha labuta de pagar pelo teto e por pão na mesa. Esse é o Uruguai inicial da minha memória escolar e afetiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Obviamente, crescemos e ao longo da jornada, tudo muda. As inocências são derrotadas e em seu lugar uma visão mais sanguínea do mundo. E passamos a ver um irmão do cone-sul à reboque de políticas econômicas insustentáveis e delirantes (quando não mal intencionadas como os planos argentinos pré e durante o governo De La Rua), vítima do vandalismo quase sempre encontrado entre os &lt;em&gt;players&lt;/em&gt; do mercado financeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por conta da incerteza e da fragilidade, muitos jovens fizeram o caminho de volta dos primeiros colonizadores. Tentaram, na Espanha, a sorte que já não encontravam em sua terra-natal. A aspereza do exílio ultramarino. E foram plantando na Península Ibérica sementes que deveriam ter sido plantadas no Uruguai, ainda que o solo amado de sua pátria de origem não fosse tão fértil quanto o espanhol. Os mais novos saíram do país, aumentando a taxa de envelhecimento da população. E o pior disso tudo: levando qualquer possibilidade de inovação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.arteuy.com.uy/rossi/img/56501x.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" r6="true" src="http://www.arteuy.com.uy/rossi/img/56501x.jpg" width="198" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Uruguai não parou no tempo. As novidades chegaram lá também e o vácuo deixado pela diáspora foi preenchido com sofisticados resorts, escritores como Eduardo Galeano e Juan Carlos Onetti, e há 7 anos atrás com o surgimento da Fundação de Arte Contemporânea, que abarcou nomes como Fernando Lopez Lage e Maria Clara Rossi. Entretanto, a impressão que se tem é que o país está diante de um envelhecimento rápido de sua população, paralisado pela ausência de alta inovação, a ausência de sucessores até mesmo para as coisas triviais da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na terça passada, no &lt;em&gt;Papo de Botequim&lt;/em&gt; realizado na Pinacoteca Benedito Calixto, em Santos-SP, a estréia foi com o recém-empossado editor do caderno &lt;em&gt;Galeria &lt;/em&gt;do jornal &lt;em&gt;A Tribuna&lt;/em&gt;, Gustavo Klein. Conduzido pelo jornalista, músico e compositor Julinho Bittencourt, o evento possibilitou troca de idéias e uma noção maior em que pé está tal caderno do centenário jornal. A colóquio foi interessante, pois permitiu ao público melhor conhecimento das dificuldades herdadas por Klein e possibilitou que o novo editor encontrasse um público bastante diferente e mudado daquele que ele, eventualmente, imaginaria pensar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A situação do caderno &lt;em&gt;Galeria&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;A Tribuna&lt;/em&gt; não chega a ser terra-arrasada, mas também não é lá muito animadora. São apenas três jornalistas e uma estagiária. Do que jeito que o botão do termostato anda subindo nessas últimas semanas no meio cultural da cidade, um real perigo de &lt;em&gt;A Tribuna &lt;/em&gt;ficar de fora. Não porque o editor, Gustavo Klein, queira. Mas porque não há efetivo para o combate. Como jornalista que é, a promessa de colocar no jornal as boas histórias. Todavia, a necessidade de segmentos artísticos da cidade contarem com assessorias de imprensa para melhor estratégia e contato com o jornal, uma vez que o problema de contingente não se resolverá pelo desejo de Klein isoladamente. É uma decisão orçamentária e diretiva, precisa da sensibilidade dos proprietários do periódico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na reta final do encontro de terça, uma novidade: indagado pela platéia se ele, Gustavo Klein, sabia qual o perfil do leitor de &lt;em&gt;Galeria&lt;/em&gt;, a resposta foi de que o jornal precisa levantar esse perfil. O caderno não tem uma noção exata de quem o lê, não conhece esse rosto, nem tampouco sabe de seus hábitos, vícios, virtudes, defeitos. O &lt;em&gt;Galeria&lt;/em&gt; trabalha para um perfil geral do jornal, mas não possui qualquer traço específico de quem se debruça sobre suas páginas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E essa é uma pergunta que anda assombrando os agentes culturais da cidade: quem nos sucederá? Quem é que vem por aí? Diferente do Uruguai, Santos é uma terra prometida, de futuros faustos, mas que caminha perigosamente para se tornar uma madame histriônica e perdulária. Ainda pior: de um gosto altamente duvidoso. Ainda que abrindo espaços na unha, no braço, o novo sempre vem. Mas a indagação é: para quem? Quem é esse público &amp;amp; platéia para onde se direcionarão os esforços de agentes culturais e artistas? Qual a capacidade das novas gerações sucederem em compromisso estético, a estética como valor, dos que já se encontram na luta há tanto tempo? Qual será a estética que nos sucederá?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há inovação no fazer artístico de nossa cidade? Há. Ainda que dissolvido numa mídia (e não estou me referindo somente a jornal, rádio e TV) muito apressada que mais parece uma anciã claudicante e caolha, há. A inovação pelo viés da estética. Sabemos que há a qualidade e há a utilidade e, particularmente, apoio a utilidade porque é ela que dá o pontapé inicial para o movimento estético (como bem lembrado pelo escritor Ademir Demarchi). Contudo, nosso assombro em não sabermos quem é o público, quem é a platéia, o que ela pensa, como ela se tensiona e se movimenta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E um frio horroroso na barriga em deixarmos essa vida entregando uma cidade opulenta, mas apedeuta. Ainda que nossa fé na renovação não nos deixe desacorçoados rumo ao sepulcro, o questionamento sobre a inovação pelo viés da estética se faz presente e pertinente, no caso de tudo dar errado e nossos sucessores perderem o fio da meada. Uma diáspora estética. Sinceramente, era tudo o que eu não gostaria de ver em Santos. O Belo saindo de nossa cidade para nunca mais voltar. Feito os jovens que deixaram o Uruguai na esperança do pão, de dias melhores. Uma população envelhecendo, no vazio. Como um pequeno Uruguai.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-8057193921352936940?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/8057193921352936940/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=8057193921352936940&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8057193921352936940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8057193921352936940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/03/um-pequeno-uruguai.html' title='Um pequeno Uruguai'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-1982751687936291119</id><published>2011-03-28T10:49:00.000-03:00</published><updated>2011-03-28T10:49:20.017-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>Rumo ao PNC</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A VI Conferência Municipal de Cultura de Santos aconteceu nesse último sábado, no Theatro Guarany, à Praça dos Andradas, região central, e foi importante para consolidar a orientação do próximo biênio do Conselho Municipal de Cultura, o Concult. O mais relevante: a movimentação de Santos para completar sua adesão ao Plano Nacional de Cultura (PNC) e a criação de seu Plano Decenal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como o Município já possui um plano plurianual, é de se saber até julho desse ano em que pé está a Cultural dentro desse plano. No sentido de se evitar redundância, economizar tempo e concentrar esforços da sociedade civil em torno daquilo que realmente interessa para facilitar incentivos e fomentos originários da esfera federal. A elaboração de um Plano Decenal para a Cultura passa pelo conhecimento do que já existe no plurianual, seja para reforçar ou corrigir o que já existe, seja para criar novas diretrizes, mas, acima de tudo, orientar a sociedade civil a fim de que não se chova mais no molhado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No próximo dia 31 de março, às 17 horas, também no Theatro Guarany, acontece a posse dos novos Conselheiros e a eleição da mesa para o próximo biênio. Ainda não há consenso e nem a intenção de futuros candidatos para a composição, o que nos leva a concluir que os nomes para a formação da nova presidência e demais posições devem sair mesmo somente na quinta-feira. E uma situação de escrutínio parece cada vez mais inevitável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nem tudo são flores&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - A votação, exceto o calor natural de debates como os que acontecem em eventos dessa natureza, foi tranquila. O Movimento Cultural foi minoria nos pleitos, principalmente nos itens da pauta geral, em torno de uma média de 26X14. A diferença de 12 votos ora aumentava, ora diminuia, porque entre os delegados de linha de pensamento com a atual Secretaria e o Movimento Cultural pareceu que havia um terceiro grupo cujo voto dependia de orientações mais segmentadas ou da redação da sugestão apresentada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando digo que nem tudo são flores, refiro-me que nem todas as sugestões são postas em prática no exercício do biênio. Quase todas as sugestões da pauta de Livro e Literatura foram aceitas sem qualquer tipo de moção ou destaque (o destaque seria, no rito da Conferência de Santos, uma sugestão de emenda em contrário ou retirada de tal item da pauta). Entretanto, há alguns itens nas sugestões aprovadas em Livro e Literatura que dependem de apreciação orçamentária do chefe do Executivo, como no caso da criação da Rua da Literatura, nos moldes da &lt;em&gt;Calle de las Huertas&lt;/em&gt;, em Madrid, e dos tratamentos fiscais e tributários especiais para casas editoriais, livreiros, sebos e similares que atuam com autores santistas. São matérias orçamentárias e tributárias de exclusividade do Executivo e de forte fiscalização da Câmara dos Vereadores. &lt;em&gt;Id est&lt;/em&gt;,&amp;nbsp; de realização possível, mas com um longo caminho a percorrer, sempre na dependência de&amp;nbsp;composição política dentro da casa legislativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Das propostas gerais rejeitadas na VI Conferência, gostaria de ater-me&amp;nbsp;a duas. A primeira que se refere a contratação por edital. Alguns técnicos da prefeitura presentes no evento explicaram que isso engessaria os atos da Secult com uma burocracia desnecessária posto que o titular da pasta, em tese, tem a confiança do eleitor e dos cidadãos na pertinência e probidade de suas iniciativas. A tramitação de uma contratação levaria o triplo do tempo, inviabilizando projetos mantidos e produzidos pela Secretaria. A aprovação da proposta traria lentidão aos projetos da Secult.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um outro ponto que sofreu rejeição foi a gestão pública dos equipamentos culturais, sob a alegação de que&amp;nbsp;a sociedade civil tem por intermédio do Concult o canal necessário para&amp;nbsp;qualquer reclamação de que tal gerenciamento não transcorre a contento. Um Conselho ainda de caráter consultivo não tem poder de pressão sobre o titular da pasta quanto a uma gestão ineficaz dos equipamentos. Basta uma &lt;em&gt;canetada&lt;/em&gt; para que os equipamentos passem a ter uma destinação e utilização que não atendam as demandas da população santista. Foi o caso da reclamação feita ao longo da Conferência quanto à lentidão da reabertura do Teatro Rosinha Mastrangelo. Um conselho gestor reforça a necessidade de agilidade por parte do poder público para a recuperação do espaço, ainda que tal reabertura esteja condicionada a reforma de todo Centro Cultural Patrícia Galvão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como no presente momento os equipamentos estão sendo utilizados pelos agentes culturais e artistas da cidade, não há uma pressão de fato para a instalação de um gestor público para equipamentos culturais. Não há uma &lt;em&gt;grita&lt;/em&gt; de que os equipamentos estão sendo utilizados por pessoas de outros segmentos e interesses em detrimento do artista santista. Logo, a proposta foi rejeitada por votação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por um outro lado, as propostas em torno de reformas da lei do Conselho, reformas na lei do Fundo de Assistência à Cultura (Facult) e incentivo de participação dos Conselheiros no Orçamento Participativo foram aprovadas. No caso da lei de alteração do Facult, um único detalhe que pode causar conflito no edital desse ano ou de 2012: faixa de valores diferenciados para os projetos. Para áreas onde o custo de produção é maior, como cinema, teatro e artes plásticas, tal questão é tranquila. Mas isso pode signifcar menor participação da literatura no edital. Se o modelo for um edital para cada modalidade, tudo bem. Contudo, se a disputa for geral, todo mundo dentro do mesmo edital, o cobertor não será para todos. Certamente o edital do Facult, se não for devidamente trabalhado e pensado nesse segundo semestre, volta para a área de reclamações como aconteceu na virada de 2010/2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalizando, Livro e Literatura foi a campeã de propostas nessa VI Conferência. Por uma questão bem simples: a produção local está sem canal de vazão. Pode ser exagero meu, mas a estrutura de circulação e divulgação dos escritores santistas precisa ser recriada, recuperada. Os autores da cidade se socorrem em blogs e revistas eletrônicas para canais de escoamento do que é produzido. Se os escritores santistas não encontram problemas gigantescos para publicação, colocar a escola-de-samba na avenida está se tornando cada vez mais um trabalho de vulto. É preciso recuperar a estrutura de circulação para maior visibilidade dos escritores da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-1982751687936291119?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/1982751687936291119/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=1982751687936291119&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/1982751687936291119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/1982751687936291119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/03/rumo-ao-pnc.html' title='Rumo ao PNC'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-5278030730272843621</id><published>2011-03-20T22:58:00.000-03:00</published><updated>2011-03-20T22:58:55.403-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>Uma tentativa de renovação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Movimento Cultural conseguiu nas Pré-Conferências Municipais de Cultura da cidade de Santos, semana passada,&amp;nbsp;a titularidade de 6 assentos dos lugares destinados à sociedade civil (num total de 11). Além de 7 primeiras suplências e 2 segundas suplências. Das outras 5 titularidades que não estão dentro do Movimento Cultural, a promessa de uma certa vigilância. Assentos com inclinação a um pensamento alinhado com a Secretaria de Cultura (Secult) principalmente. Certamente será um biênio diferente. Principalmente pela capacidade de mobilização e de comunicação mostrados pelo segmento ao longo da semana que passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A participação no Conselho de Cultura é importante, mas talvez ainda longe do ideal no sentido de estar com ampla capacidade nos casos de pleito. Se levarmos em consideração que a administração pública possui outros 11 assentos dentro do Concult (totalizando os 22 assentos), ainda não há força suficiente para bater de frente em certas questões. Ou seja, a capacidade de mobilização deve ser mantida no sentido de persuadir demais conselheiros sobre as questões cruciais para esse ano: o PNC, o SNC, reforma (ou susbtituição) do atual Facult e o Plano Decenal. Isso sem contar com outras necessidades que precisam de discussão ao longo desse biênio, como a garantia via peça orçamentária de eventos dentro do Calendário Cultural do município, além do resgate de outros eventos como o Festival de Música Nova, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é certa: será um biênio singular. Primeiro, a vigilância sobre a atividade dos&amp;nbsp;conselheiros, tanto dos que pertencem ao&amp;nbsp;próprio Movimento quanto dos demais. A cobrança, acredito, deve ser maior. Segundo, a capacidade de comunicação do segmento. Isso ficou provado na semana das Pré-Conferências. A capacidade de articulação que aconteceu há dias atrás foi, de uma certa forma, baseada no formato, concisão e estratégia da comunicação do Movimento Cultural.&amp;nbsp;Um atuação sob efeito surpresa, que forçou a Secretaria a se mexer caso desejasse manter o cenário atual do Concult para o próximo biênio. Não foi uma tacada de mestre, diante de apenas 6 titularidades, mas mostrou iniciativa dos agentes culturais e artistas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma eventual postura mais áspera da futura mesa e presidência do Concult para 2011/2012 apenas por conta da presença de novos atores no Conselho para os próximos dois anos é desnecessária. Contudo, é difícil saber o que passa na cabeça do outro. É o caso de aguardar as próximas três reuniões ordinárias (abril, maio e junho) para se ter uma idéia do tom que será usado no desenrolar do próximo mandato. Digo desnecessária pela quantidade de titularidades que o Movimento conquistou. São posições importantes para quem está entrando, mas que não garantem a possibilidade de alterações efetivamente concretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo porque um desejo dos agentes culturais e artistas de nossa cidade que se expressa através do Movimento Cultural é o arrefecimento da discricionariedade que caracteriza o ato administrativo da pasta de Cultura. Isso sem contar que a população de um modo em geral costuma não ver com bons olhos pastas do Executivo com atos administrativos muito discricionários. Há a necessidade de pontualmente certos atos, não todos, serem de apreciação do legislador também, garantindo maior segurança em termos de atos vinculados. O que, em tese, não há como ser enxergado como uma temeridade, muito pelo contrário. Tanto que o Movimento Cultural também atua junto à Comissão Permanente de Cultura da Câmara dos Vereadores. Um belo erro de leitura traria uma mudança de tom muito desnecessária por parte da nova presidência, mostrando um inclinação a manter certos pontos importante para a vida cultural da cidade no estado em que se encontra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa é certa: a vigilância será alta. E com a capacidade de comunicação do Movimento Cultural e seu acesso aos demais segmentos da cidade, um ato que contribui com a não melhoria da Cultura em nossa cidade, nesses próximos dois anos, será do conhecimento do munícipe santista. Isso é meio que inevitável, uma vez que os membros do Movimento Cultural têm por característica a democratização dos acontecimentos e fatos&amp;nbsp;ligados a atividade cultural.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-5278030730272843621?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/5278030730272843621/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=5278030730272843621&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/5278030730272843621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/5278030730272843621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/03/uma-tentativa-de-renovacao.html' title='Uma tentativa de renovação'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-8358261886315942979</id><published>2011-03-15T02:44:00.000-03:00</published><updated>2011-03-15T02:44:39.656-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>Pré-Conferências Municipais de Cultura: duelo de titãs</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela amostra do que foi a pré-conferência de Artes Visuais ontem à noite, na sala 02 de cursos no Centro Cultural Patrícia Galvão, na abertura das Pré-Conferências de Cultura de Santos, seria prudente a classe artística da cidade comparecer em massa para votar nos candidatos do Movimento Cultural. Exceto aqueles alinhados com a corrente administração da pasta de Cultura municipal. Depois de tudo o que aconteceu com o edital do Facult (o Fundo foi criado em 2000 com seu primeiro edital publicado em 2010), no mínimo, o que se esperava do atual Conselho de Cultura seria uma pré-disposição e disposição para a renovação. Se a primeira impressão é a que fica, espero queimar minha língua para os próximos dias de Pré-Conferência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se assustem diante do inchaço&amp;nbsp;da presença de&amp;nbsp;&lt;em&gt;eleitores&lt;/em&gt; nos próximos dias de Pré-Conferência para eleição de candidatos que eventualmente possuam alguma linha de pensamento semelhante ao do atual Conselho de Cultura e Secretaria de Cultura. De repente, &lt;em&gt;bang... &lt;/em&gt;Lá estarão todos eles inviabilizando a necessidade de renovação que seria o mínimo esperado da atual direção do Conselho e da Secretaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim, faz parte do jogo. Porém, um Conselho pouco propenso a acatar as sugestões da sociedade civil para o Plano Decenal&amp;nbsp;que precisa ser estabelecido ainda esse ano&amp;nbsp;é uma possibilidade real uma vez que o primeiro dia das Pré-Conferências, em especial&amp;nbsp;a Pré-Conferência de Artes Visuais, deixou, ainda que subentendido, a idéia de que renovação é uma alternativa razoavelmente remota.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Plano Decenal é de fundamental importância para que a atual presidência do Concult não se apoie no cadafalso de elementos administrativos que podem facilmente ser pulverizados com uma belíssima canetada do próximo chefe do Executivo. Justificar a não inclusão do Conselho Gestor&amp;nbsp;de Equipamentos Públicos Culturais&amp;nbsp;na pauta da Conferência se baseando na existência de um&amp;nbsp;departamento dentro da Secult que já cuida desse assunto é no mínimo estranho.&amp;nbsp;É apostar numa certa ingenuidade do Movimento Cultural diante de uma argumentação que não consegue se sustentar por muito tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Basta uma iniciativa do titular da pasta de Cultura para que tal departamento desapareça da noite para o dia, permitindo o uso restrito e não-comunitário de equipamentos pagos pelo contribuinte santista. A isso damos o nome de externalização. Uma fábrica de pneus só pode lucrar se seus produtos forem consumidos nas ruas de uma cidade. E certamente não será a fábrica de pneus que pagará pela abertura e manutenção dessas vias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A justificativa de que se houver leniência no trato com a população e um teatro se transforma &lt;em&gt;num salão de festas&lt;/em&gt; é estigmatizar a população, rotulá-la de choldra interesseira, inculta o suficiente em não saber diferenciar o que é um equipamento público cultural e um espaço particular para festas. Soa mais estranho ainda a sugestão de não inclusão do Conselho Gestor de Equipamentos Públicos Culturais por deficit de autoridade. A mesma autoridade que hoje impede de uso privado de um equipamento público não será limitada ou excluída por conta de uma participação mais ampla e abrangente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E é bom que não nos esqueçamos que São Vicente possui tal Conselho Gestor para a saúde. Ainda que não seja uma fórmula perfeita, gestões participativas impedem arroubos inexplicáveis e injustificáveis de mudanças de organogramas, além de humanizar um pouco mais a administração pública, a legitimidade por uma participação civil que não fique restrita a jogos eleitorais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante do parco fôlego argumentativo visto na Pré-Conferência de Artes Visuais, somado à resistência de renovação demonstrada pela atual direção da mesa que preside o Conselho de Cultura, será uma lástima a ausência dos artistas de Santos nas Pré-Conferências para a renovação dos assentos destinados à sociedade civil quando há a possibilidade dessa renovação. Ainda se não houvesse candidatos para o Concult egressos do Movimento Cultural, seria compreensível. Mas não é o caso. Talvez porque seja muito mais fácil reclamar do poder público, dessa ou daquela &lt;em&gt;persona non grata&lt;/em&gt; nas esquinas, pelos bares da vida, ao invés de participar de momentos decisivos como as Pré-Conferências dessa semana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-8358261886315942979?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/8358261886315942979/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=8358261886315942979&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8358261886315942979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8358261886315942979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/03/pre-conferencias-municipais-de-cultura.html' title='Pré-Conferências Municipais de Cultura: duelo de titãs'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-3064988408960005135</id><published>2011-03-14T01:48:00.000-03:00</published><updated>2011-03-14T01:48:05.915-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>A largada para as pré-conferências</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começam hoje, a partir das 18 horas, no Centro Cultural Patrícia Galvão, à Av. Senador Pinheiro Machado (canal 1), 48, na Vila Mathias, em Santos, as pré-conferências de Cultura da cidade de Santos. O evento desta semana é importante, pois são nessas pré-conferências que acontecem as eleições dos membros do Conselho Municipal de Cultura (o Concult) para o próximo biênio 2011-2012.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Conferência Municipal de Cultura de Santos, assim como a eleição da presidência do Conselho acontecem até o final do mês. E nem é preciso dizer que em ano de Plano Nacional de Cultura (PNC), a adesão do Município, elaboração e envio do Plano Decenal, essa eleição é crucial para a sociedade civil ocupar seus assentos dentro do Conselho a fim de nortear o Executivo santista no alinamento de metas e políticas públicas de Cultura para os próximos 10 anos com o PNC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela primeira vez, o Movimento Cultural de&amp;nbsp;Santos tem a chance de eleger&amp;nbsp;como membros&amp;nbsp;do Conselho agentes culturais e artistas que fazem parte desse coletivo. Mais importante do que a eleição em si é a presença desses agentes na mesa diretoria&amp;nbsp;para próximo biênio. Ainda que tudo isso não seja &lt;em&gt;a&lt;/em&gt; solução definitiva para todos os problemas que envolvem a administração pública da pasta da Cultura, a ausência pode, de certa forma, fossilizar certo estado de coisas que hoje encontramos nesse setor da vida santista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Edital&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Depois de um longo e tenebroso inverno, um hiato de dez anos entre a promulgação da lei&amp;nbsp;1.903, de 7 de dezembro de 2000, e&amp;nbsp;a publicação do&amp;nbsp;primeiro edital para projetos culturais independentes em 2010, o concurso realizado no ano passado finalmente saiu do papel, mas debaixo de&amp;nbsp;muita cobrança e com um resultado, no mínimo, estranho. Primeiro porque o resultado final dos contemplados só saiu em fevereiro de 2011. Segundo porque a arrecadação de Fonte 3 permitiu apenas a contemplação de 17 projetos ao invés dos 30 previamente programados, ferindo de forma significativa o próprio texto do edital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante de tamanha incongruência, o Movimento Cultural elencou sua agenda para este ano com base no PNC e SNC. Há, sem a menor sombra de dúvida, a necessidade de mudança da lei 1.903 (a lei que criou o Fundo de Assistência à Cultura, o Facult) para fins de adequação com o que reza o PNC e o Fundo Nacional de Cultura (FNC). E no caso de absoluta falta de aproveitamento, a criação de uma nova lei de estabelecimento desse novo Fundo. Uma lei capaz de criar um novo Fundo (caso haja necessidade) em harmonia com uma política nacional e federal para a área de Cultura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É dever do Conselho, para esse ano, guiar o Executivo municipal&amp;nbsp;para a criação de uma nova lei que além de estar em conformidade com o PNC, tenha meios de arrecadação mais flexíveis e presentes, em especial a possibilidade da presença de Fonte 1 e amparo para leis de incentivo e patrocínio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um Conselho omisso permite a presença do Legislativo na pressão sobre o Executivo para que a reforma e adequação aconteçam ainda esse ano. O que seria um mau começo, visto que leis cuja matéria envolve orçamento são de prerrogativa exclusiva do Executivo. A Cãmara pode até tomar a iniciativa, mas totalmente dependente de uma composição política dentro da casa e sob acordo com a Prefeitura para a aceitação de PL com &lt;em&gt;vício de origem&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Reformas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Além da promulgação de uma nova lei de criação de um novo Facult (e/ou sua reforma), a necessidade de mudança também na lei que regulamenta o funcionamento do Conselho (uma espécie de &lt;em&gt;estatuto interno&lt;/em&gt;). A necessidade de criação ou remanejamento de mais assentos para a sociedade civil. Não há a necessidade de tamanha presença de membros ligados direta ou indiretamente à Secretaria de Cultura, a Secult. Assentos reservados para membros oriundos de pastas como Turismo e Finanças, ao longo de 2010, foram de certa utilidade quando discutidos os regimes administrativos do futuro&amp;nbsp;Museu Pelé. A quantidade de titulares e suplentes faltantes às reuniões ordinários do Concult também foi alvo de profunda insatisfação. Quase sempre causavam o cancelamento da reunião por falta de quórum. Tal leniência em relação à punição dos ausentes e a aplicação do que rege a lei atual também será alvo do Movimento Cultural para o próximo biênio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo isso indica a necessidade de reformas na lei regimental do Conselho. A atual lei permite aberturas que precisam ser coibidas se há a intenção de tornar o Concult, finalmente, deliberativo. O Movimento Cultural está disposto, nesses próximos dois anos, a vigiar com mais rigor e, caso consiga ocupar o maior número de assentos possíveis, estabelecer força dentro do Conselho para que as reformas aconteçam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Agenda&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Fazem parte da agenda do Movimento Cultural dentro do Conselho o estabelecimento de, enfim, um calendário oficial cultural do Município, maior abrangência de cobertura no diálogo com demais regiões da cidade, gestão compartilhada de equipamentos culturais públicos, estabelecimento do Plano Decenal, destinação de espaços dentro do projeto Alegra Centro para a Cultura, articulação para o Conselho Metropolitano, contratação de atividades artísticas para eventos da Secult por meio de editais, capacitação para conselheiros do Concult e funcionários da Secult, censo de Cultura para Santos, entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, a ausência da classe cultural e artística nessa semana de pré-conferência pode pôr tudo a perder. Pela primeira vez Santos tem a oportunidade de estabelecer diretrizes claras e pontuais perante ao poder público do que a cidade realmente precisa para uma vida cultural mais constante, rica e consistente. Sem a presença dos agentes culturais e artistas, o efeito rebote por ter consequências bastante desagradáveis em termos de uma política pública real para a área de Cultura. Deixar uma cidade de vanguarda à merçê de uma pauta mercadológica e consumista de Cultura pode significar uma regressão capaz de tornar o amado município num grande asilo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-3064988408960005135?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/3064988408960005135/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=3064988408960005135&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/3064988408960005135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/3064988408960005135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/03/largada-para-as-pre-conferencias.html' title='A largada para as pré-conferências'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-7636076893658409445</id><published>2011-02-28T02:30:00.000-03:00</published><updated>2011-02-28T02:30:50.255-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Cisne Negro</title><content type='html'>&lt;div align="justify" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-awZd-UO1Q4A/TVsx0j9y5nI/AAAAAAAAB_Q/yLeNM6HE8rc/s1600/Cisne-Negro-poster.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" l6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-awZd-UO1Q4A/TVsx0j9y5nI/AAAAAAAAB_Q/yLeNM6HE8rc/s200/Cisne-Negro-poster.jpg" width="133" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma falha minha que se reflete nesse humilíssimo blog: prestes a completar cinco anos, não me recordo de ter postado no Pela Proa algum tipo de comentário sobre algum filme que eu tenha gostado. E olha que tenho uma cinemateca em casa até com documentários (um estilo de filme não muito popular no Brasil). Minha seara é mais a literatura (como vocês, caros(as) leitores(as), podem ver no &lt;a href="http://literaturial.wordpress.com/" target="_blank"&gt;Literaturial&lt;/a&gt;), o que não exclui de maneira alguma o cinema. Até mesmo porque, segundo nosso conterrâneo e crítico de cinema Rubens Ewald Filho, o cinema é uma arte narrativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faço aqui o meu &lt;em&gt;mea culpa&lt;/em&gt; em relação ao cinema americano. Tenho um certo &lt;em&gt;pé atrás&lt;/em&gt;. Acho que a indústria do cinema americano quase sempre procura um legado em relação a números, fica aquele sabor de &lt;em&gt;blockbuster&lt;/em&gt;, campeão de bilheterias, mesmo quando o filme possui uma estética singular e uma tese a ser defendida. E qual não foi a minha surpresa na semana passada quando me deparei com o filme &lt;em&gt;Cisne Negro&lt;/em&gt;, que conta em seu elenco Natalie Portman e Vincent Casel, além de uma participação de Winona Ryder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vou me ater em narrar a história, detalhe por detalhe. Portman interpreta Nina Sayers, uma bailarina tecnicamente perfeita para a performance do Cisne Branco, mas que se vê em situação delicada com o desafio lançado pelo diretor artístico da companhia Thomas Leroy, que para a nova montagem do &lt;em&gt;Lago dos Cisnes&lt;/em&gt; anuncia que a bailarina que interpreterá o Cisne Branco será a mesma que interpreterá o Cisne Negro. No ápice de sua técnica, Nina vê a possibilidade de manter seu status como &lt;em&gt;prima ballerina&lt;/em&gt; distante, uma vez que, apesar de sua técnica aprimorada garantir o papel como Cisne Branco, sua ausência de &lt;em&gt;maldição &lt;/em&gt;a afasta da performance do Cisne Negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o filme nasceu para ser um &lt;em&gt;blockbuster&lt;/em&gt;, isso significa que o desenvolvimento da história terá de pegar um público demasiadamente variado pelo fígado. E isso seria impossível se não fosse pelos &lt;em&gt;clichés&lt;/em&gt;. Sem eles, parte da platéia perderia a sutileza de mudanças radicais na condição imposta à Nina. Alguns aspectos da embate de Nina contra Nina passariam desapercebidos da massa do público caso não houvesse certas obviedades. Como a de jogar os bichos de pelúcia pela lixeira do prédio, baladinhas com drogas e sexo, uma mãe superprotetora que injeta um passado frustrado na possibilidade de sua filha se tornar capaz de criar, concomitantemente, dois personagens de estilos antagônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversei com alguns amigos que também assistiram ao filme. Alguns acharam infantil demais, outros, por conta dos clichès, acharam que houve um certo &lt;em&gt;forçar a barra&lt;/em&gt;. A questão da utilização da sexualidade para se alcançar a proficiência desejada pelo diretor artístico em relação ao Cisne Negro é algo que jogou um pouco contra por&amp;nbsp;parte dos assistentes. Ainda que sexualidade reprimida seja uma questão batida, um &lt;em&gt;cliché&lt;/em&gt; para lá de surrado, até hoje tal recurso ou assunto levanta a poeira das discussões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme comete o primeiro deslize ao colocar o alcance do que se desejava como performance para o Cisne Negro na conta de uma suposta sexualidade reprimida de Nina Sayers. Na verdade, Nina não possui uma sexualidade reprimida, mas mal vivenciada. Uma sexualidade reprimida colocaria em cheque a técnica e a performance do Cisne Branco. Se o Cisne Branco é perfeito, não nos parece, de cara, que haja repressão da sexualidade. Se pensarmos que a sexualidade também é uma forma de expressão humana, e se há expressividade em Nina, logo a tese inicial começa a fazer água. Um problema de condução provavelmente do roteirista, que caiu no lugar comum de não entender a&amp;nbsp;sexualidade na complexidade que se institui. O que se desejava para a performance do Cisne Negro era fluência e não há como se obter tal avanço no caso de uma sexualidade mal vivenciada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que para muitos é bastante discutível. Associar falta de competência ou inovação a sexualidades mal vivenciadas seria o mesmo que afirmar que&amp;nbsp;escritores só podem ser grandes em sua arte se sofrerem de epilepsia. Um ataque epilético deixa uma pessoa em estado de invalidez por perto de duas semanas. Com a quantidade de sexualidades mal vivenciadas que devem existir por aí, é de se imaginar como surgiram grandes idéias e como surgiram milhares de corporações cuja atividade principal passaram a ser suas inovações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para algumas pessoas, o fato de Leroy insistir de que Nina deveria vivenciar melhor sua sexualidade, sendo ele diretor de uma grande companhia, leva o filme a pecar em sua verossimilhança. Seria impossível que um grande diretor de uma grande companhia perdesse tempo com isso. Lamento informar que em grandes companhias, talvez,&amp;nbsp;há diretores que podem até não falar sobre isso direta e/ou abertamente. Mas a crença de que o(a) bailarino(a) deveria explorar sua energia sexual em prol de uma performance perfeita existe. Em arte de alta performance como a dança clássica qualquer ferramenta precisa ser utilizada. No caso do filme, a sexualidade de Nina é atropelada em sua expressão pessoal. É vista como um meio em favor de resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso somado&amp;nbsp;à função vigilante da mãe dá o alicerce da tese do filme: de que todo processo de criação pode ser ou possuir um sombrio lado de perturbação. Que a criação não é um evento sutil, liso, gostoso, saboroso, entre férias a Veneza, Paris ou Florença, com direito a fotos no Facebook, naquela&amp;nbsp;linha &lt;em&gt;vejam como minha vida é&amp;nbsp;deliciosamente bonita&lt;/em&gt;. Há muito de sobressalto na criação artística, um&amp;nbsp;nível intolerável de insatisfação, o paradoxo de, ao criar algo, o artista se vê aos beijos com o niilismo. Nada serve, nada funciona, nada foi feito, nada faz sentido, nada é bem sucedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É daí que nasce o filme como a alegoria da criação artística. Apesar do roteiro errar na mão do entendimento repressão X vivência sexual, é pela vida&amp;nbsp;íntima de Nina que a alegoria cresce. Que possui na vivência claudicante de sua sexualidade a porta de entrada do alto nível de neuroticismo que a criação artística pode conduzir. Em arte de alta performance, o choque criação X niilismo provoca dentro do artista o precipício que tanto se evita. A tentativa de se conduzir pela essência sempre parecerá insano uma vez que o artista sempre estará às voltas com sua existência indefinida e incompleta, perturbada, não-apaziguada, que para a tese do filme se encontra na sexualidade mal vivenciada de Nina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o artista não entender que é pela compreensão de como a existência se articula e do porque ela se articula desse jeito, ainda que não haja exito a curto e médio prazo, é que se, finalmente, caminha pela essência, o risco de ficar no meio do caminho enxergando fantasmas ao meio-dia é muito grande. Quando se acha que é nas entranhas que se alcança a grande arte, que basta abrir o ventre e a excelência sobrevem. Que o custo da perfeição é o sacrifício da própria vida. Isso pode até ser o preço da perfeição artística em alguém enredado em sua própria megalomania, narcisismo e vaidade. Mas jamais alcançará a essência por vilipendiar, no processo de criação, as razões da existências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não levou como melhor filme (que ficou para &lt;em&gt;O Discurso do Rei&lt;/em&gt;). Garantiu a Natalie Portman o Oscar de melhor atriz. Prêmios postos de lado, &lt;em&gt;Cisne Negro&lt;/em&gt;&amp;nbsp;é uma alegoria dos limites e da amplitude da criação artística. Fazia tempo que não via uma tese em filme americano. Nem preciso dizer que recomendo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-7636076893658409445?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/7636076893658409445/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=7636076893658409445&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/7636076893658409445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/7636076893658409445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/02/cisne-negro.html' title='Cisne Negro'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-awZd-UO1Q4A/TVsx0j9y5nI/AAAAAAAAB_Q/yLeNM6HE8rc/s72-c/Cisne-Negro-poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-736807382835546033</id><published>2011-02-18T22:14:00.000-02:00</published><updated>2011-02-18T22:14:00.428-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>O sempre incandescente Facult</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Fundo de Assistência à Cultura (Facult) continua dando pano para manga. Definitivamente é, de longe, em termos de política cultural ou seja lá qual outro nome que possamos dar, uma dos temas mais incandescentes deste trecho do litoral paulista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A surpresa quando foram divulgados no último sábado, dia 12 de fevereiro (Dia dos Namorados em boa parte dos países do hemisfério norte), os nomes vencedores do concurso de 2010. Apenas 17 contemplados, mais 3 suplentes. &lt;em&gt;Ué? Não eram 30?&lt;/em&gt; Nem preciso comentar o espanto de todos diante de uma conta que não fechava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segunda reunião do Conselho Municipal de Cultura (Concult) deste corrente ano. Terceira terça-feria do mês, dia 15 de fevereiro. Antes do início dos trabalhos, uma explanação da Marli Nunes do porque apenas 17 escolhidos. Segundo explicação inicial, a lei 1.903 de&amp;nbsp;7 de dezembro de 2000, que estabelece o Fundo, em seu artigo segundo, que descreve os recursos que constituem o&amp;nbsp; mesmo referido Fundo, não haveria como, segundo amparo técnico da Secretaria de Finanças (Sefin) a presença de complementação feita de destinação originária do Tesouro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Causou certa estranheza, na última reunião do Concult, na terça, a presença de um funcionário da Sefin, Fremar Gávio, nessa explanação inicial antes da abertura dos trabalhos. Segundo sua assistência, os recursos que compõe o Facult são o que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) classifica como Fonte 3. A Fonte 1 seria do Tesouro, a Fonte 2&amp;nbsp; de recursos originários de precatórios e demais. A lei 1.903, no seu nascedouro, é constituida de arrecadações do tipo&amp;nbsp;Fonte 3. Assim, o TCE desaconselha a utilização de recursos oriundos de quaisquer outras fontes (Fonte 1 e Fonte 2) em situações dessa natureza, sob pena de não aprovar as contas do Município.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A saber, a redação do art. 2º da lei 1.903 de&amp;nbsp;7 de&amp;nbsp;dezembro de 2000:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"(...) O Fundo constitui-se dos seguintes recursos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;I - o produto da arrecadação dos preços públicos cobrados pelo uso dos próprios municipais, pelos serviços e atividades administrados pela Secretaria Municipal de Cultura;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;II - o produto da arrecadação de multas aplicadas aos usuários pelo abandono de coisas nos equipamentos da Secretaria Municipal de Cultura; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;III - doações, legados, subvenções e contribuições de qualquer natureza;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;IV - saldos de exercícios anteriores; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;V - quaisquer outros que possam ser legalmente incorporados; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;VI - receitas provenientes de incentivos fiscais. (...)"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A explicação do funcionário da Sefin, Fremar Gávio, num primeiro momento, soa um tanto inconsistente, porque o item III do art. 2º fala em &lt;em&gt;doação&lt;/em&gt;, não especificando sua origem. Nada impediria que a própria Prefeitura doasse os R$ 130 mil restantes para a contemplação dos 30 proponentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não houve editais nos anos anteriores, é de se, ao menos, imaginar que haja saldo no Fundo, resultante dos exercícios dos anos anteriores, conforme explica o item IV do mesmo artigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A justificativa de que, como arrecadação cíclica de Fonte 3, só havia R$ 170 mil no Fundo para o edital, pois tinha sido essa a arrecadação obtida até o momento da publicação do resultado final do concurso, coloca em xeque&amp;nbsp;o texto do edital (que fala em R$ 300 mil) e dá um nó na cabeça do Movimento Cultural da cidade, uma vez que desde o ano passado, entre encontros sobre o edital do Facult e audiências públicas da Comissão Permanente de Cultura da Câmara dos Vereadores, o valor que sempre foi mencionado era justamente o de R$ 300 mil. Aos 48 do segundo tempo, avisarem que R$ 300 mil era uma &lt;em&gt;estimativa&lt;/em&gt; é, no mínimo, estranho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calcula-se que o edital do Programa de Estímulo à Cultura da Cidade de Bauru (344.039 hab.), em 2010, tenha sido de R$ 358 mil. O &lt;em&gt;Programa de Incentivo Cultural&lt;/em&gt; de Ribeirão Preto ( 605.114 hab), &lt;a href="http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/scultura/inc-cultural/edital2011/regulamento2011.pdf" target="_blank"&gt;em seu edital 008/2010&lt;/a&gt;, foi da casa de R$ 340 mil. A Fundação Cassiano Ricardo, que responde pela Secretaria de Cultura da cidade de São José dos Campos (627.544 hab.), &lt;a href="http://www.fccr.org.br/index.php?option=com_phocadownload&amp;amp;view=category&amp;amp;id=63:oramento&amp;amp;download=427:2010-demonstrativo-de-programas-e-aes&amp;amp;Itemid=186" target="_blank"&gt;gasta próximo dos R$ 7 milhões&lt;/a&gt; entre todos os seus projetos permanentes de contratação anual regulada por edital (em formato de concurso) e lei de incentivo à Cultura. O &lt;a href="http://www.campinas.sp.gov.br/noticias-integra.php?id=3876" target="_blank"&gt;Fundo de Investimentos Culturais de Campinas&lt;/a&gt; (FICC) é da casa de R$ 1,354 milhão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não mais que de repente, Santos realiza seu edital e na reta afinal aparece com R$ 170 mil na mão. R$ 300 mil era &lt;em&gt;estimativa&lt;/em&gt;. Uma cidade que se orgulha em se auto intitular &lt;em&gt;Portal do Brasil &lt;/em&gt;(o que lá é verdade), que faz tudo para aparecer em eventos esportivos do &lt;em&gt;Esporte Espetacular&lt;/em&gt; no domingo de manhã, cenário de novelas, mini-séries, comercias de TV e que, de longe, tem muito mais exposição na mídia do que as co-irmãs citadas no parágrafo anterior, aparece nos estertores reduzindo o valor do edital de R$ 300 mil para R$ 170 mil, sem ruborizar-se, não sei... Sinceramente, não consigo achar um bom adjetivo para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobrou para os agentes culturais da cidade a presença em peso&amp;nbsp;na Sala Princesa Isabel, próxima quarta-feria, às 18:30h, para externarem o descontentamento diante de tal fato e, acima de tudo, cobrarem e sugerirem providências&amp;nbsp;à Comissão Permanente de Cultura da Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, São José dos Campos e Ribeirão Preto já apresentam um PMC e um SNC em conformidade com a esfera nacional. As demais cidades citadas possuem&amp;nbsp;leis de incentivo à Cultura (as&amp;nbsp;LICs) e leis de patrocínio à Cultura, como, salvo esteja enganado, São José do Rio Preto, de menor população e, talvez, de menor&amp;nbsp;arrecadação, que investe pouco nos seus editais por conta dessas leis. Exemplo semelhante à cidade de Jundiaí. O que nos leva a crer que Santos é bonita por fora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior disso tudo é que a redução do valor final para o edital do Facult 2010 mostra claramente como o poder público santista enxerga seus agentes culturais e artistas. O velho deboche de que a saída para os artistas, principalmente, é o SAI. Não sabemos o quanto é útil para o poder público em Santos a proximidade com a capital. O segmento de Cultura da cidade é que possui o menor prestígio? Pode até não ser. O difícil é convencer o contrário depois da redução da verba destinada ao concurso. Se o poder público é reflexo de quem o constituiu, acho melhor eu parar por aqui. Lamentável o poder público ter agido dessa forma. Tiro no pé. Um convite para que agentes e artistas, lentamente, comecem a dinamitar o capital político de pessoas públicas na cidade. Se Tancredo Neves, Juscelino Kubitschek e Ulisses Guimarães estivesse vivos, vendo o que ocorreu essa semana, certamente chegariam na classe política da cidade e diriam: &lt;em&gt;Xi... Mau começo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-736807382835546033?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/736807382835546033/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=736807382835546033&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/736807382835546033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/736807382835546033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/02/o-sempre-incandescente-facult.html' title='O sempre incandescente Facult'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-120172756916461830</id><published>2011-02-14T10:48:00.111-02:00</published><updated>2011-02-16T12:58:43.320-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>O espaço público virtual</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://static.valoronline.com.br/sites/default/files/imagecache/especiais_bloco_lateral/eu-11022011.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="200" src="http://static.valoronline.com.br/sites/default/files/imagecache/especiais_bloco_lateral/eu-11022011.jpg" width="157" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sábado à noite, lá fui eu assistir, pelo 2º Festival Olho da Rua de Teatro de Rua, a apresentação do grupo portoalegrense O Povo da Rua - teatrodegrupo, com a peça &lt;em&gt;A Caravana da Ilusão,&lt;/em&gt; texto de Alcione Araújo. Depois da peça, cumprimentos aos artistas, comentários sobre a lista final dos contemplados do Facult (&lt;em&gt;finalmente!&lt;/em&gt;) que tinha saído no D.O., havia tirado algumas fotos, conversa com o Caio, com a Raquel Rollo, o Alan... Bem, hora de retornar ao solar dos Rayel Correggiari, no Centro do Mundo. As fotografias precisavam ir para algum álbum no Facebook.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;27ºC às 22:00h. &lt;em&gt;El pueblo&lt;/em&gt; na rua. Um calor da cachorra. E eu, que suo dentro de frigorífico, imagine... É dispensável dizer que estava derretendo. Só pensava em chegar em casa e me enfiar no chuveiro. Terrível hálito demoníaco, esse dos trópicos...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, já no Gonzaga, pensei: &lt;em&gt;venho sentindo falta de leituras. Se a Piauí&amp;nbsp;não apetecer, ataco de &lt;/em&gt;Le Monde Diplomatique. Dito e feito. De relance, Valor Econômico, que não circula aos sábados e aos domingos. A edição de sexta-feira faz as honras da casa, com o sempre esperto, oportuno e alvissareiro &lt;em&gt;Eu &amp;amp; Fim de Semana&lt;/em&gt;. E qual não foi a minha surpresa ao encontrar como tema da matéria principal do caderno a crítica literária &lt;em&gt;online&lt;/em&gt;, essa que rola pela &lt;a href="http://literaturial.wordpress.com/" target="_blank"&gt;internet&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou aqui entrar no mérito se há alguma vida inteligentemente literária na imprensa escrita atual. Minha desilusão com jornalismo cultural e desaparecimento dos cadernos de literatura fizeram com que eu largasse de mão. E olha que o &lt;em&gt;Valor Econômico, &lt;/em&gt;como o nome mesmo diz, é um periódico de economia e finanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o título &lt;em&gt;Crítica 2.0&lt;/em&gt;, o jornalista Diego Viana traz à baila a nova relação do público com a literatura e a produção de crítica literária na era da internet. Inclusive, uma boa entrevista com o Prof. Luiz Costa Lima, da PUC-RJ e Uerj. A matéria toda, para quem gosta de literatura, é show de bola. As opiniões de acadêmicos sobre a precariedade de uma crítica literária muito &lt;em&gt;amadora&lt;/em&gt; aos borbotões na web. A ausência de profissionalismo e muita gente despreparada na função de crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a crítica Leda Tenório da Motta, nem tanto ao mar, nem tanto&amp;nbsp;à terra. Segundo Leda, há boas revistas literárias &lt;em&gt;online&lt;/em&gt; e, com o sumiço dos cadernos literários e culturais nos principais jornais brasileiros, a internet veio em boa hora, porque é possível encontrar na blogosfera, ombro a ombro, novos nomes de talento ao lado dos monstros sagrados. Há uma possibilidade razoável de renovação e novos ares na crítica literária. A questão é o grau de dificuldade&amp;nbsp;em encontrar esses grandes nomes ou novos talentos. Uma agulha num palheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As próprias respostas do Prof. Costa Lima não são conclusivas ou que garantam ao leitor a certeza de um caminho a seguir, uma abordagem. Esse é o problema atual do academicismo. A academia, na literatura, parece sempre vagar sobre um terreno eternamente pantanoso. Que há a necessidade de profissionais? Claro! Em qualquer área. A reclamação de Costa Lima quanto ao amadorismo existente no terreno da web é válida, há muita &lt;em&gt;orelhada&lt;/em&gt; quando o assunto é literatura. E, de uma certa forma, a continuar nessa toada, a internet, na mão desses amadores, amplifica a depredação da atividade intelectual literária. Joga tudo na vala. Entretanto, acadêmicos produzindo respostas sem firmeza, é de se pensar qual o desserviço maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra aspecto importante que a academia na literatura ainda não se apercebeu com a chegada da internet 2.0 é que vivemos o fim da hegemonia. O fim da hegemonia, inclusive, faz parte dos planos de políticas públicas de países. A necessidade de profissionalismo não exime a academia de se estruturar melhor para conviver com pares não tão brilhantes assim. A idéia de que o mais brilhante engole o de menor brilho funcionaria se o primeiro colocasse na massa do sangue a preparação para um convívio aberto, não-hegemônico, dentro do espaço público virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a academia tem o seu motivo: o espaço virtual público é muito controlado. Você não vê nas redes sociais imagens e mensagens de gente levando a pior, imagens de movimentos sociais de cunho político, esse tipo de abordagem constitui a minoria do que se encontra por aí em termos de espaço público virtual. No mais, é gente mostrando a boa forma física em uma praia paradisíaca do nordeste brasileiro, tanguinha, sunguinha, colegas da &lt;em&gt;facu, &lt;/em&gt;muita gente descolada enchendo a caveira (como dizia o saudoso Mussum), viagens em cruzeiros bate-e-volta (essas do carnet da CVC em doze prestações, meio Casa Bahia, meio ração de cachorro e gato), sempre aquele ar de &lt;em&gt;vejam como minha vida é bacana, como eu sei gozá-la&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse tipo de presunção é meio veneno no sangue da academia. Certamente, há muito &lt;em&gt;fake&lt;/em&gt; no espaço público virtual&amp;nbsp;porque&amp;nbsp;o controle é excessivo. O próprio proprietário do avatar em questão consegue a pútrida função de ser censor de si mesmo. Uma vez que o espaço virtual é demasiadamente filtrado, só aparece o bonito, não o real, a academia faz o serviço que lhe cabe, que é desautorizar qualquer produção intelectual ligada à literatura. Porque a ciência da literatura trabalha com os pequenos lutos que enfrentamos todos os dias, visceralmente contrários a esse desejo inebriante de que tudo seja bonito e colorido. A premissa da literatura é o fato, não o que deveria ser o tempo todo, ainda que haja uma apreensão interpretativa de um pedaço do todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A academia literária curte quando um avatar coloca a palavra &lt;em&gt;luto&lt;/em&gt; ao invés de uma foto sorridente, porque &lt;em&gt;luto&lt;/em&gt; também faz parte de nossas vidas, é a única certeza que temos, ainda que seja o &lt;em&gt;horror&lt;/em&gt; tão bem explorado em &lt;em&gt;No Coração das Trevas&lt;/em&gt;, de Joseph Conrad. Esse controle em níveis absurdos do espaço público virtual em favor de um culto desmesurado da felicidade não cola nos ouvidos da academia porque todos nós já sabemos de antemão que não somo feitos só disso. A autoridade pública virtual&amp;nbsp;sobre um determinado assunto, logo, se esvai. Porque esse espaço, composto de&lt;em&gt; fakes&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;não possui o mínimo necessário para dizer o que é literatura, por exemplo. O pecado, assim, cresce e leva junto quem realmente faz um trabalho muito bom nessa área, mas que, seja qual for&amp;nbsp;o motivo, não é egresso de um curso de Letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que as academias de Letras souberem lidar com o fim da hegemonia, certamente sua ação de desautorização será trocada por uma ação mais firme, consistente e definitiva, calcada em&amp;nbsp;provas cabais e conhecimento científico, de que nem tudo que reluz é ouro. Enquanto isso, é conviver com o espaço virtual público, essa quimera que nasceu controlada pelos próprios autores que, vez ou outra, reclamam de que há muita censura rolando por aí.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-120172756916461830?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/120172756916461830/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=120172756916461830&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/120172756916461830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/120172756916461830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/02/o-espaco-publico-virtual.html' title='O espaço público virtual'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-6465985690835049724</id><published>2011-01-29T09:27:00.001-02:00</published><updated>2011-01-29T09:32:57.114-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><title type='text'>Cuidado com o Brasileirão 2011</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vHfhEO08cCE/SGvYzLNGTRI/AAAAAAAAH4U/VXaCt8EyTmc/s400/ROBERTO+DINAMITE+-+VASCO.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="141" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_vHfhEO08cCE/SGvYzLNGTRI/AAAAAAAAH4U/VXaCt8EyTmc/s200/ROBERTO+DINAMITE+-+VASCO.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Para a Taça Guanabara e Copa Rio, dá para o gasto. Mas do jeito que a banda toca no CR Vasco da Gama, o Brasileirão 2011 tem tudo para ser um pesadelo. Três derrotas nas primeiras três rodadas da Taça Guanabara e as sirenes foram disparadas. Tudo bem, é início de temporada, nem chegamos em fevereiro ainda... O problema é que o Vasco danou a tocar em mono e não há alternativa a curto prazo para que comece a tocar em estéreo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Melhor levarmos em consideração que é fase. Em breve o Vasco ganha a primeira, com novo técnico e, aí, a coisa deslancha. Nada que seja digno de arrancar os cabelos nesse verão bravo que anda fazendo no hemisfério sul. A nossa única tristeza é ver que Roberto Dinamite comanda o futebol feito homem do terciário. O trem piora para os cruzmaltinos quando a oposição ainda se acerca de Eurico Miranda, o homem do quaternário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paciência. Há momentos nas histórias dos clubes de futebol que é assim mesmo: terra arrasada. Isso acontece com qualquer um. Nas melhores famílias. Porém, é desolador ver Roberto Dinamite pegando bucha de Eurico Miranda, tirando time da segundona, contratando PC Gusmão, batendo boca com jogador, realmente... A turma é da fuzarca... Roberto Dinamite trouxe para a era de Aquário uma filosofia de administração de conflitos meio anos 1970. Ou algo parecido. Ou sei lá...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda que direções de clubes não sejam lá aquele primor (vide diretoria do Santos no caso do Neymar, ano passado), algumas ainda batem boca com jogador ou treinador dentro de seus gabinetes, longe de imprensa e a portas fechadas. A inabilidade de Roberto Dinamite é munição para o inimigo, que certamente deve fazer frente nessas próximas eleições. Macacos me mordam se o candidato de Eurico Miranda não leva esse pleito com um pé nas costas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A falta de tato de Dinamite é desapontador para aqueles que, como eu, acreditavam que a nova era para o Vasco colocaria a equipe nas trilhas dos grandes jogos e das grandes conquistas. Não deu. Roberto sucumbiu ao seu próprio coração apaixonado. Como diz meu caro Paulo Renato Alves, tem vezes que o dirigente precisar agir feito &lt;em&gt;prostituta velha&lt;/em&gt;. Uma performance repleta de sabedoria. Uma sabedoria de corrigir o que precisa ser corrigido, sem que ninguém saiba do assunto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se no concorrente Flamengo fizeram o que fizeram com o Zico, imagine...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O maior patrimônio de um time de futebol é o que ele faz dentro do retângulo de jogo ao longo de 90 minutos. A saber, Santo André e Paulista de Jundiaí, vencedores da Copa do Brasil não faz tanto tempo assim. O Vasco é a quinta maior torcida do Brasil, mas confinada na total falta de alternativas de poderes políticos que façam o clube e time funcionarem. O torcedor vascaíno é até altamente engajado, mas engajamento não entra em campo, não cobra penalti, escanteio, lateral, chuta a gol, defende meta...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;PC Gusmão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Tem gente que pega no meu pé por eu achar que não há bons técnicos de futebol, ou que técnicos de futebol não são fundamentais para as grandes conquistas. Se a diretoria do Vasco acha PC Gusmão um bom técnico, mereceu o que teve. Há técnicos por aí que não sabem dar nem um treino. Na hora de conversar com os jogadores, é uma lástima. Há bons técnicos? Rubens Minelli sabia orientar seus jogadores direitinho. Ênio Andrade era do ramo. De lá para cá, tem um monte de gente se dizendo técnico, considerados pela imprensa como &lt;em&gt;fofinho&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;bom caráter&lt;/em&gt;, mas que na hora de dar jeito na mordida da cobra é de um amadorismo abissal. Dorival Jr. entregou um campeonato para o Santos em 2007 quando não repetiu a escalação que terminou o primeiro jogo da final do Paulistão daquele ano no início da segunda partida. E o mesmo Dorival Jr., na final de 2010 do mesmo campeonato paulista, entendeu de tirar o melhor e único jogador lúcido dentro de campo, naquela furiosa de oito em campo, com o Santo André na jugular, o Paulo Henrique &lt;em&gt;Ganso&lt;/em&gt;. Para o bem do futebol, PH disse não. É por isso que eu gosto das aves.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-6465985690835049724?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/6465985690835049724/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=6465985690835049724&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/6465985690835049724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/6465985690835049724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/01/cuidado-com-o-brasileirao-2011.html' title='Cuidado com o Brasileirão 2011'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vHfhEO08cCE/SGvYzLNGTRI/AAAAAAAAH4U/VXaCt8EyTmc/s72-c/ROBERTO+DINAMITE+-+VASCO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-31500003003295489</id><published>2011-01-17T14:06:00.000-02:00</published><updated>2011-01-17T14:06:26.966-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><title type='text'>Começou</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fim de férias. Os campeonatos regionais de futebol, ou parte deles, começaram nesse último fim-de-semana. Sem muito tempo para uma pré-temporada que preste. Ou seja: início de campeonatos estaduais é a própria pré-temporada. E a turma da Libertadores com a primeira rodada da fase de grupos meio em cima da pinta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.lancenet.com.br/atletico-paranaense/Atletico-PR-Arapongas-Credito-Gabriel_LANIMA20110116_0072_26.jpg#650x433" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" n4="true" src="http://www.lancenet.com.br/atletico-paranaense/Atletico-PR-Arapongas-Credito-Gabriel_LANIMA20110116_0072_26.jpg#650x433" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Paranaense, zebra na primeira rodada vale. O Arapongas venceu na Arena da Baixada o Atlético/PR por 2X1, gols de Val Ceará e Wellington. Paulinho deu as caras para o &lt;em&gt;Furacão&lt;/em&gt;. O Coritiba FC encheu a veia do pescoço e, com um gol do veteraníssimo Marcos Aurélio, deu placar final simples fora de casa contra o Operário. Até abril tem chão. Muita coisa acontece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os campeonatos mineiro e carioca começam essa semana. O destaque para o confronto entre Flamengo 2X1 América/MG. Eu que achava que seria fatura fácil para o rubronegro, mas não foi. O América possui uma boa formação de ataque e defesa, ainda que seu meio de campo necessite de melhor amparo. Um outro probleminha para o &lt;em&gt;Coelho&lt;/em&gt;: ataque só com Fábio Jr., no caso de contusão e cartão-amarelo, faz como? Que tipo de improviso virá pela proa? Isso sem contar com a maldita janela de transferência que avacalha qualquer time.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.lancenet.com.br/galerias/flamengo-vence-america-mg-2x1/fotos/010.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" n4="true" src="http://www.lancenet.com.br/galerias/flamengo-vence-america-mg-2x1/fotos/010.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo como resultado negativo, a atuação americana foi boa. A espectativa era de uma fragilidade considerável que, felizmente, não aconteceu. O Flamengo vai de seu sonho ao colocar em campo, no próximo domingo, sua principal atração: o internacionalíssimo Ronaldinho Gaúcho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tacada de mestre, mais ou menos nos moldes do Corinthians: projeção de uma marca bem claudicante tendo em seus quadros um jogador de expressão internacional. Garantirá, certamente, belíssimos contratos, como acontece com a equipe de Parque São Jorge. O níquel tilintará nos cofres flamenguistas. Cabe saber ou indagar se haverá equilíbrio nos gastos, aquela velha história da relação custo-benefício, que funciona bem em alguns clubes brasileiros, mas que passa a léguas de distância da Gávea.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.lancenet.com.br/galerias/flamengo-vence-america-mg-2x1/fotos/001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" n4="true" src="http://www.lancenet.com.br/galerias/flamengo-vence-america-mg-2x1/fotos/001.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos corações rubronegros, à saber: nada susbtitui o futebol bem jogado ao longo dos 90 minutos. É dentro do retângulo de jogo, entre o apito inicial e final do árbitro, que se faz história. O Corinthians 2010 foi uma prova disso: passou em brancas nuvens no ano de seu centenário. Até agora, viveu de nome e contratos rentáveis. Transformar o dinheiro em futebol bem jogado são outros quinhentos. Ainda que longe de um futebol bem jogado, que pelo menos apresentasse certo nível de competitividade. Deixou escapar um título brasileiro na reta final do campeonato. &lt;em&gt;Por fora, bela viola...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom, falando em Corinthians, bela vitória no Pacaembu ontem à tarde logo com um clássico na estréia, contra a Portuguesa. O campeonato paulista já teve dias melhores, mas ainda é a competição mais inglória dos certames regionais. Uma Ponte Preta (que inclusive ontem perdeu em casa na estréia do Paulista para o Mirassol, 2X1), por exemplo, tem logo de cara que se preocupar com jogos clássicos contra Portuguesa, São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos. E agradecer a Deus que não tem derby campineiro esse ano, posto que o Guarani está na série A2 em 2011.&amp;nbsp;Isso sem contar com equipes que se dão bem ao longo da competição, todo ano aparece uma: em 2010 foi o Santo André,&amp;nbsp;em 2007,&amp;nbsp;o São Caetano, tudo conspira para Botafogo e São Bernardo esse ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.lancenet.com.br/galerias/sao-paulo-vence-o-mogi-mirim-por-2x0/fotos/011.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" n4="true" src="http://www.lancenet.com.br/galerias/sao-paulo-vence-o-mogi-mirim-por-2x0/fotos/011.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O São Paulo FC não precisou fazer muita força para vencer o tísico Mogi-Mirim fora de casa. Deu para o gasto. O &lt;em&gt;tricolor, &lt;/em&gt;desde 2002, não disputava uma Copa do Brasil e agora está de volta ao torneio. E com o time que anda apresentando, sei lá... A vida dos são-paulinos, em 2011, promete ser uma montanha-russa de aventuras. O Palmeiras ficou se garantindo com Felipão e o resultado esta aí: não passou de um 0X0 diante do Botafogo FC, no sábado. É outro clube que precisa entender que o futebol é ao longo de 90 minutos. Fizeram muita marola com a chegada de Luís Felipe Scolari e se esqueceram da qualidade do futebol jogado. Como ainda é primeira rodada, quem sabe? O &lt;em&gt;verdão&lt;/em&gt; precisa de um tratamento de choque e a impressão que se tem é que tal tarefa não será executada pelas mãos de Felipão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.lancenet.com.br/galerias/santos-goleia-na-estreia-do-campeonato-paulista/fotos/002.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="133" n4="true" src="http://www.lancenet.com.br/galerias/santos-goleia-na-estreia-do-campeonato-paulista/fotos/002.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Santos (que junto com o&amp;nbsp;São Paulo possuem 50% dos títulos nacionais disputados nessa primeira década) teve uma estréia enganosa, fora de casa, contra o Linense (campeão paulista da série A2 em 2010). Apesar da goleada imposta sobre o &lt;em&gt;Elefante da Noroeste&lt;/em&gt; por 4X1, jogou muito mal. O Santos será o time que mais deve pastar na Libertadores desse ano. Não há peças de reposição, pasmem as senhoras e os senhores, para o ataque. Zé Eduardo está de saída para a Itália, Maikkon Leite (que inclusive marcou dois gols) tem contrato com o Palmeiras e deve pintar no Parque Antártica no meio do ano. Keirrison, que até agora não disse a que veio, tem seu contrato com o &lt;em&gt;Peixe &lt;/em&gt;até meio do ano. Com as saídas, após a Libertadores, de Neymar e Paulo Henrique &lt;em&gt;Ganso&lt;/em&gt;, só sobrou o Diogo, que deve assinar com o Peixe na tarde de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Santos não pode nem pensar em cartões amarelos e contusões. Não tem nível nessa reposição. Sem nove dos seus principais jogadores, o Santos estréia 2011 sendo a mesma incógnita de 2010. Ninguém sabe no que vai dar. Será o show da improvisação, principalmente, no ataque. Sendo o adversário do ano e tendo os jogadores mais cobiçados do mercado europeu, sua diretoria não consegue proteger o time da queda de qualidade. Com um primeiro semestre muito pesado em termos de competições e cobranças, o time de Vila Belmiro precisará de muita superação para manter algum nível de competitividade. Salvo alguma carta na manga da diretoria do Santos que ainda não sabemos, será uma toada triste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que venha a segunda rodada...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-31500003003295489?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/31500003003295489/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=31500003003295489&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/31500003003295489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/31500003003295489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/01/comecou.html' title='Começou'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-3673662951310906425</id><published>2011-01-14T13:58:00.000-02:00</published><updated>2011-01-14T13:58:15.735-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>Funcionando em breve</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TTBsSgi35uI/AAAAAAAAAVU/bd3b7fQ8hgw/s1600/DSC01520.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TTBsSgi35uI/AAAAAAAAAVU/bd3b7fQ8hgw/s200/DSC01520.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na última quarta-feira, dia 12, no Ponto de Cultura Estação da Cidadania, aconteceu&amp;nbsp;a primeira reunião do ano da Agenda 21 de Cultura. Rostos novos nesse primeiro encontro de 2011 que dá prosseguimento aos trabalhos iniciados em novembro do ano passado. Aos poucos, novos agentes, artistas e cidadãos interessados em cultura e artes se aproximam da caminhada para a proposição de um texto final que, uma vez Santos aderindo ao Plano Nacional de Cultura (PNC) e se integrando ao Sistema Nacional de Cultura (SNC), deverá ser enviado ao MinC como compromisso de uma política pública de cultura e artes na cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi uma reunião um pouco mais técnica, seguindo a tendência dos próximos encontros. Até a Conferência Municipal de Cultura de Santos, os encontros da Agenda 21 terão a preocupação de tirar todas as dúvidas que cercam principalmente o SNC e de orientar artistas e agente culturais em relação a um planejamento consistente e objetivo. Uma das tarefas para esse primeiro semestre, por exemplo, é o levantamento e análise dos indicadores culturais da cidade de uma forma que não se abandone o caráter científico existente nesse tipo de pesquisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das indagações iniciais do encontro de ontem foi a diferença entre PNC e SNC. O PNC é de caráter mais conceptivo, de cunho mais filosófico, que traz para o seio da sociedade a mudança que ocorreu na virada do século de como passou a ser enxergado a cultura de um povo. O SNC é a fisiologia tanto morfológica quanto sistemica de como o PNC ocorrerá de fato. E já, de cara, problemas de cidades da região começam a ser discutidas em torno da ausência de instituições ligadas à cultura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TTBsj03W_WI/AAAAAAAAAVY/1YMpc0LvnnM/s1600/DSC01523.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TTBsj03W_WI/AAAAAAAAAVY/1YMpc0LvnnM/s200/DSC01523.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um exemplo disso é que alguns municípios da região metropolitana da Baixada Santista não possuem Secretaria de Cultura, uma pasta governamental importantíssima para o fomento federal de atividades culturais em nossa região. Se não há Secults em cidades vizinhas, o que há de se dizer em relação aos Conselhos Municipais de Cultura, órgãos vitais para o trânsito das verbas federais para os municípios em questão, uma vez que as destinações orçamentárias feitas através de projetos ocupam o CNPJ dos fundos de apoio à Cultura administrados por esses conselhos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que levou os participantes do encontro de quarta a&amp;nbsp;adotarem caráter regional para as medidas e trabalhos a serem desenvolvidos pela Agenda 21 de Cultura. Pois entende-se que sem a presença dos agentes culturais e artistas das demais cidades, não haverá um avanço coordenado, coeso e harmônico das especificidades de cada município. Há muito trabalho a ser feito para que os benefícios da cultura e das artes atinjam as populações e a sociedade civil das localidades (principalmente as mais carentes) da Baixada Santista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ingresso do cidadão comum às atividades relativas a sua cultura começa se delinear, levando o grupo da Agenda 21 de Cultura a pensar de que maneira as artes na cidade podem participar e construir um vínculo duradouro com os agentes culturais de Santos e cidades vizinhas. E de como essa política pública pode se multiplicar nas demais cidades da região metropolitana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TTBs5EUlx9I/AAAAAAAAAVc/bXHOAXCrQrA/s1600/DSC01521.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TTBs5EUlx9I/AAAAAAAAAVc/bXHOAXCrQrA/s200/DSC01521.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma outra dúvida que surgiu no encontro é como pode haver consenso dentro de uma política pública uma vez que agentes culturais de áreas diversas e artistas de vários setores estão dentro de um mesmo movimento. Há uma preocupação no SNC de adotar modelos de gestão um pouco mais móveis daqueles que já são conhecidos pela sociedade civil. Um exemplo disso seria a presença de câmaras ou grupos setoriais que se reúnem de acordo com as necessidades daquele segmento. O tratamento de objetos pertinentes àquele segmento antes da abertura das discussões mais globais permitem que interesses comuns de um determinado ramo de atividade cultural possam ser contemplados, no todo ou em parte, na elaboração final de uma política pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda que a presença de uma política mais próxima do cidadão e da sociedade esteja no cerne do PNC, não há como evitar certo frio na barriga. A condição de sustentabilidade de uma política pública de cultura, com a abrangência determinada no SNC, por um período de 10 anos, ainda é um incognita. A falta de confiança nos poderes públicos constituídos é grande. A velha história de se o outro lado não cumprir com a sua parte e começar a minar algo que seria de interesse coletivo tornando-a algo muito mais interessante para um segmento apenas. De promessas, como sempre, não serem cumpridas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto o PNC como o SNC existem para que políticas públicas não tenham mais, como base, promessas. Há uma clara preocupação do governo federal nesses últimos oito anos de que a efetivação seja superior à intenção. Fatos, objetos concretos, realizações. Entretanto, sabedores da inventividade que o ser humano é capaz de atingir, muito da construção tanto do PNC quanto do SNC será também um conjunto de tentativa e erro. Certamente haverá criatividade no descobrimento de rachaduras e demais brechas com objetivo único de se obter algum tipo de vantagem. Porque há pessoas que ainda acreditam que cultura não é construção coletiva, como o próprio SNC apregoa, mas, sim, uma disputa por espaço, orçamento, sobrevivência, como se a cultura e as artes fossem uma espécie de teoria evolutiva, quando se sabe que é justamente o contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TTBtLI6-QII/AAAAAAAAAVg/pvS6PTUq3qc/s1600/DSC01526.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TTBtLI6-QII/AAAAAAAAAVg/pvS6PTUq3qc/s200/DSC01526.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um outro aspecto observado pelo SNC é a possibilidade da cultura como objeto econômico, ou a comercialização (mercantilização) das atividades culturais e artísticas. Sem qualquer preocupação de tornar o aspecto comercial da cultura numa espécie de &lt;em&gt;judas de plantão&lt;/em&gt;, a entidade a ser malhada. A impressão que se tem é que para o entendimento tanto do PNC quanto do SNC, a cultura pode ser objeto de cobiça das pessoas. E quando a cobiça deságua em atividade de permuta (pecuniária ou não), temos mercado. O mercado cultural também é um assunto tratado pelo SNC, mas sempre no sentido de contrabalancear distorções. Ou pelo menos na tentativa de equalizar posições muito díspares. O resgate de agentes culturais, artistas e sociedade de maior carência acaba de uma forma ou de outra sendo o objetivo ímpar do Sistema. Não há muito sentido na elaboração de um sistema que pretende ser inovador no trato com a cultura para a&amp;nbsp;preservação de certo &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; de distorções várias presentes nos nossos dias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grupo da Agenda 21 de Cultura volta a se reunir no fim desse mês, no dia 27, com o objetivo de programar a assistência técnica para a elaboração de planejamento de um programa final a ser sugerido e discutido com o poder público do município. Além de um planejamento de trabalho com a finalidade de imprimir caráter metropolitano à mobilização. Independente da velocidade dessa progressão, quem sabe, em breve, estaremos em pleno funcionamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-3673662951310906425?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/3673662951310906425/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=3673662951310906425&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/3673662951310906425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/3673662951310906425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/01/funcionando-em-breve.html' title='Funcionando em breve'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TTBsSgi35uI/AAAAAAAAAVU/bd3b7fQ8hgw/s72-c/DSC01520.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-8102009258746353709</id><published>2011-01-09T02:20:00.001-02:00</published><updated>2011-01-09T02:34:42.548-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inauguração'/><title type='text'>40 passos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje a Vila Belmiro me abraçou. Senti-me acolhido, de volta. Meu primeiro dia aqui foi em 10 de novembro de 1980. Tirando o hiato de quase cinco anos em Belo Horizonte, foi quase uma vida inteira aqui. E a chuva deu uma trégua para meu costumeiro itinerário pelas ruas do bairro. Sozinho e solitário, tendo por companhia os pensamentos que costumam ora me seguir, ora me atormentar. Na noite de hoje, são 40 passos. A impressão que tenho dessa caminhada é que foram 40 passos em direções diferentes, diversas. Inconclusivas. Todas estranhamente mal engendradas, hesitantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A falta de confiança e a desconfiança me marcaram. Já tentei através de muita terapia descobrir de onde vieram esses dois acompanhantes. Não são meus inimigos, mas também não são meus amigos. São como sombra, só desaparecem na escuridão. Também não preciso dizer que com singular companhia a tentação de estar no mais completo breu é real. Mas a falta de confiança e a desconfiança não são sombras. Elas existem e pronto. Tento executar meus passos com as duas presentes. Um convívio difícil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E também não preciso relatar aqui, nesses 40 passos, que tal exercício é cansativo, tendo como seu maior fruto a completa e total falta de relaxamento. É como soldado em trincheira: fuzil em punho e olhos arregalados, tentando se guiar pelo ouvido a origem dos fogos inimigos. Durante o dia, o projétil é rápido demais para uma visão perturbada pela poeira e pela lama. À noite, a escuridão não permite melhor alternativa. Apenas ouvidos aguçados e uma intuição que, às vezes, me deixa na mão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante esses 40 passos, eu vi Carlos Drummond de Andrade, Aílton Lira, Ernesto Beckmann Geisel, Adoniran Barbosa, Agildo Ribeiro, James David Graham Niven, Copersucar, Cazuza, Margaret Thatcher, Clodoaldo, Nelson Rodrigues, João Batista de Oliveira Figueiredo, Paul Newman, Chic, Taiguara, Jimmy Carter, Dorival Caymi, Gil Gomes, Notícias Populares, Carlos Castilho, Barbapapa, Ulisses Guimarães, Airton Senna, Sandra Bréa, Osmar Santos, François Maurice Adrien Marie&amp;nbsp;Miterrand, Vinícius de Morais, Nilton Batata, Renato Borgomoni, Franco Montoro, Luis Gonzaga, Eli Coimbra, Circo Marinho, Oswaldo Justo, Cine Atlântico, Henfil, Autorama, Fiori Gigliotti, Barros de Alencar, Amaral Neto, Paulo Gracindo, Karen Carpenter, Ibrahim Sued, Renato Russo, Paolo Rossi, Inocentes, João Nogueira, Pietro Maria Bardi, Ronald Golias, João Saldanha, Leonel Brizola, Elis Regina, Ziembinsk, Plínio Marcos,&amp;nbsp;Roberto Dinamite, Rudolf Khametovich Nureyev, Zico, Gonzaguinha, Erasmo Dias, Rádio Excelsior, Frank Sinatra,&amp;nbsp;Jarbas Passarinho, Nelson Piquet, Idi Amin, Mario Kempes, Nikki Lauda, Fernando Solera, Sala Especial, Condorito, Cine Ouro Verde, Laudo Natel, Crush, Joy Division, Johan Kroeff, Sex Pistols, Os Trapalhões, David Capistrano, Bang-Bang à Italiana, Flávio Cavalcanti, Paulo Isidoro, Cartola, Dias Gomes, J. Silvestre, Carlos Roitmann, The Clash, Tom Jobim, e tantos outros nomes e objetos que fizeram parte desse dia, desse momento...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus foi quem sempre me acompanhou nesses 40 passos. Certamente foi sua mão que me sustentou tanto nos momentos bons e ruins. E ainda é sua mão que mantém uma alma que busca apaziguamento. Um espírito que roga por mais 40 passos, que esses primeiros 40 passos sejam apenas o meio do caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoas chegaram e pessoas partiram nesses 40 passos. Algumas que deixam meu coração em prantos. A família diminuiu. Minhas avós materna e paterna, minha tia Neide, o Marcos, um irmão de criação que já mencionado há anos atrás. Meu pai já não está mais aqui. No próximo dia 30, serão 7 anos de uma dolorosa ausência. Chegaram o Gustavo, o Nicholas, o Breno, o Pedro, o Gabriel, a Chiara, o Diego e tantos outros para quem passaremos o bastão, na esperança de melhor feitura, confecção e sorte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daqui para frente, o epílogo. E a quase certeza de que não haverá alguém depois de mim. Espero dar mais 40 passos antes da instalação do defeito final. Os primeiros 40 passos são frustrantes, porque sempre achamos que deveríamos ter mais saúde do que realmente temos, deveríamos ter mais dinheiro do que realmente temos, de que deveríamos dar mais certo na vida do que realmente demos. Como sou péssimo em contabilidade, não consigo enxergar o que entrou e o que saiu, o ativo e o passivo, a famosa perdas e ganhos. O tempo passa rápido demais e parece que tudo aconteceu ontem. Não deu tempo para comemorar os avanços e nem chorar as regressões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram 40 passos em direções diferentes. E quando se executam 40 passos em direções tão diversas, é inevitável a sensação de vazio, de que nada foi construído e os tijolos ainda estão no chão. No fundo, a vida de ninguém é um mar tranquilo e azul de sucessivos triunfos. Mas hesitaria em mostrar esses meus 40 passos como exemplo a alguém, qualquer um que seja. São passos em busca de um norte, passos sem bússola, de uma mente que acreditou piamente que a grama do quintal do vizinho era sempre muito, mas muito mais verde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei nos alicerces, sem nenhuma parede erguida. Apenas sobre esse chão cinza de concreto um imenso mosaico, de pedaços cuja fratura ora veio da minha própria mão, ora da mão dos outros. Cada pedaço numa cor diferente, num material diferente, num tamanho diferente, que tento dia e noite relacionar na tentativa de um desenho que eu ainda não sei qual é. Ás vezes, dá vontade de dar as costas para o mosaico, em outras o desespero de que o desenho saia logo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A única herança que tenho desses 40 passos é que o futuro sempre é incerto. Não é de nossa alçada determinar o que seremos ali na frente. Nada é razoável. A única certeza que tenho agora é que caminho para a paz, conhecendo melhor o cadafalso debaixo dos meus pés. Que os passos anteriores serviram de alento ao momento presente de que não vale a pena certos preços. Que a renúncia não é uma opção, mas um imperativo. Feito tributo. Que não posso mais me permitir&amp;nbsp;à aflição toda vez que precise recuar. Avançarei e recuarei. E nessas idas e vindas, a tentativa de, finalmente, assentar meus tijolos e botar as paredes para subir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, não gosto de envelhecer. Não me regozijo nessa canhestra antiguidade. É um aspecto da existência e a ela temos de nos conformar. Tratando de providenciar a nós mesmos certa dose de inconsciência e ignorância. Para que o tempo cronológico não nos preencha com o seu amargo efeito. Os ignorantes não ligam: não sofrem quando envelhecem. Apenas se agarram a sua verdade de que o melhor sempre está por vir, ainda que aprisionados às novas ditaduras impostas pelo corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir de hoje, feliz ou infelizmente, não espero mais o lucro ou o prejuízo. Apenas espero dar muito mais passos que me forem permitidos. Tiro, hoje, de cima dos meus ombros, o fardo da esperança. A partir de hoje, rezo para que o sopro nunca me abandone. Viverei pela essência, porque, da existência, eu não espero mais nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-8102009258746353709?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/8102009258746353709/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=8102009258746353709&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8102009258746353709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8102009258746353709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/01/40-passos.html' title='40 passos'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-6135687404453912352</id><published>2011-01-02T04:03:00.000-02:00</published><updated>2011-01-02T04:03:57.368-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rodeio Suíno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Economia'/><title type='text'>Vem 'ni' mim, moedinha!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://f.i.bol.com.br/imagensdodia/fotos/20110101_posse-dilma_f_048.jpg?time=1293947344771" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="138" n4="true" src="http://f.i.bol.com.br/imagensdodia/fotos/20110101_posse-dilma_f_048.jpg?time=1293947344771" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Dilma Vana Rousseff assumiu na tarde de ontem, em Brasília, a presidência da República. Pela primeira vez na história do Brasil, a chefia do Executivo é ocupada por uma pessoa do sexo feminino. Nascida na cidade de Belo Horizonte, em 14 de dezembro de 1947, mostrou-se a personalidade mais atuante do governo do ex-presidente Lula e, ainda que egressa dos quadros do PDT, foi a melhor saída para o Partido dos Trabalhadores (PT) em termos de sucessão presidencial, pois os nomes&amp;nbsp;naturais do &amp;nbsp;partido desandaram a se meter em sucessivos escândalos políticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o mês de janeiro para Dilma Rousseff será, sem a menor sombra de dúvida, duro e difícil. De cara, bater de frente com o novo presidente do Banco Central (o Bacen), Alexandre Tombini, que certamente, já na primeira reunião do Copom, mostrará a que veio. Seria um doce sonho a crença de juros moderados logo de cara. Dois dígitos e estamos conversados. Afinal, ninguém é maluco de sair desfazendo oito anos de controle severo da inflação na base de uma Selic na estratosfera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;O problema é que a guerra cambial internacional, em certos momentos protagonizada por EUA e China, aumenta uma bolha que tende a explodir a qualquer momento. Se o nobre leitor desse humilíssimo blog achou que a crise dos &lt;em&gt;Primes &lt;/em&gt;na economia americana que quase pôs o resto do planeta em rota de colisão foi uma ocorrência muito séria, tremei-vos. A China veio para avacalhar o cangaço e o banco central americano, o Fed, caprichando na liquidez. O Fed há muito emite moeda sem lastro e oferta maior do que a procura torna qualquer investimento com base em moeda estrangeira (no caso, dólar) tão atraente quanto a Carvalhina que tanto assusta o meu amigo Gus.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Wc9QTXsfRoM/TMQfoZSSOiI/AAAAAAAAAvM/WFH5HIE9-1A/s320/Maria+da+Concei%C3%A7%C3%A3o+Tavares.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_Wc9QTXsfRoM/TMQfoZSSOiI/AAAAAAAAAvM/WFH5HIE9-1A/s320/Maria+da+Concei%C3%A7%C3%A3o+Tavares.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;A economista Maria da Conceição Tavares já cantou a bola: sustentação econômica com base no dólar é acreditar que uma moeda desvalorizada segure a onda. Deitar sobre montanhas desse tipo de moeda é uma bomba-relógio daquelas. &lt;em&gt;Id est&lt;/em&gt;, o desafio do novo governo é como lidar com a sua própria moeda valorizada.&amp;nbsp;Subir a taxa Selic para atrair capital estrangeiro que entrará no país em uma moeda que vale tanto quanto meu &lt;em&gt;sex-appeal&lt;/em&gt; é como subir num porco tresloucado. E tem mais: MCT sentenciou que sem controle de entrada de capital estrangeiro é pedir para levar com belo e sólido pedaço de caibro na cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Tudo o que Dilma Rousseff menos queria para esses primeiros seis meses de governo: impopularidade, impopularidade, impopularidade. O único &lt;em&gt;porém&lt;/em&gt;: se ela acertar nessa sintonia fina, qualquer tsunami internacional novamente chegará em praias brasileiras como marolinha. É o risco do jogo.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Um cadafalso que Dilma Rousseff tem de tirar os pés rapidinho: não entrar na pilha da sanha de uma carga tributária maior do que a existente. Excelência na arrecadação não significa criar novos impostos. Aumentar a carga sem uma contrapartida na qualidade dos serviços sociais (saúde, educação, transportes, segurança e outras bossas)&amp;nbsp;é chamar para cima de si o PIG na sua melhor tradição lacerdiana. Todos achando que a tsunami viria de fora e ela acontecerá cá dentro. Haja coalizão política para blindar o novo governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Austeridade nos gastos do governo, uma tacada de mestre para ajustar o câmbio de uma forma que aumente as exportações e evite o desmantelamento do parque industrial brasileiro, somados a uma taxa Selic razoável e controle na entrada de capital estrangeiro é a solução da lavoura. Chegar nesse cenário é que são outros quinhentos. Se Dilma Rousseff alcançar esse ponto, o ganho político será absurdo. Calculo que as oposições demorarão perto de duas décadas para ocupar a esfera maior do Executivo nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Outro jogo de corpo que a nova presidente deverá ter em mente: colocar a classe média e média-alta na jogada. O &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt; da classe média foi para o vinagre nesses oito anos de governo Lula e nem preciso dizer que uma parte dela espuma freneticamente, com manifestações&amp;nbsp;do tipo&amp;nbsp;mandar matar pessoas de uma determinada região do país, chamar o ex-presidente de analfabeto e por aí vai. Tudo porque apareceu um presidente que viu o lado do pobre. O que nos levaria a entender que eliminação da pobreza, como sempre, é um grande exercício de retórica. O esporte favorito do brasileiro, aliás (acharam que era o futebol, né?!).&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Fala-se tanto em erradicação da pobreza, mas quando aparece um presidente que dá nó na administração anterior ao aumentar a redistribuição de renda, concebendo a transferência como uma perna do tripé juntamente com emprego e renda, uma parte da classe média e média-alta arde em ódio. O que ajuda a entender um pouco da sociedade brasileira: se as oligarquias mandam e desmandam no país é por que encontra em parte da classe média o seu &lt;em&gt;capitão-do-mato&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;As oligarquias não sentam o cacete na parte pobre da população. O trabalho sujo é feito por parte da classe média. Com oito anos de governo Lula sem ver a alvorada, imaginem? A sorte é que essa parte da classe média não é dotada de grande perspicácia. O problema é que quanto maior o tamanho do burro, maior a força do coice. E, nessa, a nova presidente terá de pautar seus encontros com Morfeu feito sono em cela de cadeia: um olho fechado, e outro aberto. Bem aberto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-6135687404453912352?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/6135687404453912352/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=6135687404453912352&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/6135687404453912352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/6135687404453912352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2011/01/vem-ni-mim-moedinha.html' title='Vem &apos;ni&apos; mim, moedinha!'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Wc9QTXsfRoM/TMQfoZSSOiI/AAAAAAAAAvM/WFH5HIE9-1A/s72-c/Maria+da+Concei%C3%A7%C3%A3o+Tavares.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-961596406189316128</id><published>2010-12-31T03:59:00.000-02:00</published><updated>2010-12-31T03:59:18.798-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>2011: os macacos apaziguados</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://blog.bigolinshop.com.br/up/b/bi/blog.bigolinshop.com.br/img/fogos.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" n4="true" src="http://blog.bigolinshop.com.br/up/b/bi/blog.bigolinshop.com.br/img/fogos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Último post de 2010. Terminamos a primeira década deste novo milênio. Nossa reverência aos que ficaram pelo caminho. Nossas boas-vindas aos que chegaram. Aos cansados, a promessa de mais carga nesse novo ano que se avizinha. Aos esperançosos, o ímpeto de começar o ano com o pé direito. Há quem diga que é somente uma passagem de dia. Há os que festejam porque acreditam que essa nova alvorada é o início de um ciclo. Sendo&amp;nbsp;o tempo uma invenção (ou não), a única interferência que nos é garantida certamente será a proximidade da grande efeméride de quem respira: a instalação do defeito final.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelas conquistas desse ano que está terminando, talvez saudade desses dias. Pelo sabor amargo das desilusões e dos confrontos, já vai tarde. A novidade é a mesma de 31 de dezembro de 2009: os conflitos permanecem. Há quem diga que, sem eles, não há graça em estar vivo. Outros preferem certa distância não exatamente do conflito, mas de seus efeitos colaterais. Um dia a mais nessa ponta é um dia a menos na outra. Veneno no sangue costuma encurtar a essência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Se os conflitos são inevitáveis, convenhamos: são absurdamente cansativos. Não é belo, não há graça. Se nos esforçamos para traçar a terceira linha, a da consciência, o custo desse traço torna-se fatalmente elevado. Porque se a alma é essa capela que vive pulando de galho em galho, nem a imobilidade da matéria garante que os macacos estarão apaziguados. E se os macacos não estão quietos, traçaremos a terceira linha?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Não nos iludemos com os ponteiros do relógio: a meia-noite, nada muda. Porque está fora de nossa esfera apaziguarmos os macacos. De que adianta apaziguarmos os nossos macacos se trombamos com aqueles mesmo círculos de pessoas cujos macacos saltam freneticamente? Eu apaziguei os meus. Mas, o que te impede de apaziguar os seus? Ou todos os macacos estão apaziaguados, ou nada feito. 2011 será a mesma miséria de 2010 e dos anos que já se passaram: uma capela que pula em frenesi. O resto é consequência do sorriso da sorte.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a sinergia dependesse somente de mim, os macacos estavam todos em silêncio, saboreando suas formigas e frutos, cada um no seu galho. Só que na teia das interações, alguém vem e afirma que os macacos estão nos galhos errados e será preciso remanejamento. Alto lá! Os macacos são meus! Foi um custo apaziguá-los para se&amp;nbsp;ter um mínimo de consciência e, finalmente, traçar a terceira linha. Galhos corretos?! Mas que história é essa?!&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Há quem defenda que vida boa são macacos pulando de galho em galho sem parar. Não traçarão a terceira linha nunca. Mas porque você não traça a sua, eu não posso traçar a minha? Que arte é essa, a sua, de me impedir que eu apazigue os meus macacos, a capela toda estabelecida nos galhos que eu escolhi que ficassem? Por que você não quer caminhar comigo e apaziguar seus macacos também?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Não, senhoras e senhores, não é esse o tempo dos relógios. Que ironia!&amp;nbsp;É o tempo da emotividade também, o tic-tac emocional que rege o apaziguamento desses malditos macacos. Esqueçam esse tempo que fazem vocês vestirem branco ou outra cor qualquer, que fazem vocês soltarem fogos no dia 31 de dezembro, pularem ondas, esta pantomima macabra de ajudar a crença barata de estabelecer um rito que auxilie no eventual início de um novo ciclo. Não, senhoras e senhores: sem macacos&amp;nbsp;apaziguados, não&amp;nbsp;há ciclo terminado.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Nada se concluirá a meia-noite de hoje. Apenas o prosseguimento e o prolongamento do gozo e&amp;nbsp;da agonia. As&amp;nbsp;vitórias perecerão e as derrotas não se transformarão em vitórias por causa de uma cara cheia de&amp;nbsp;espumante barato. Por uma razão muito simples: os macacos não estão apaziguados. &amp;nbsp;E quem habita a doce esperança de um futuro melhor, a alegria de uma rota, dessa vez, diferente, pois venha cá: pegue sua banana e &lt;em&gt;vade retro&lt;/em&gt; para bem longe da pessoa que eu verdadeiramente sou.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque só há uma coisa que definitivamente coloca os macacos em sossego, apaziguados: silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-961596406189316128?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/961596406189316128/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=961596406189316128&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/961596406189316128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/961596406189316128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/12/2011-os-macacos-apaziguados.html' title='2011: os macacos apaziguados'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-7091263333535436941</id><published>2010-12-24T02:30:00.000-02:00</published><updated>2010-12-24T02:30:43.686-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divagações'/><title type='text'>Natal</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já foi, em minha vida, um momento mais festivo. Era daquelas pessoas que vibrava com o calendário. Talvez fosse coisa de capricorniano. Não sei explicar. A chegada do dia 24 de dezembro me movia. Talvez porque fosse jovem, talvez porque fosse inculto, talvez porque fosse incauto. 40 verões após aquele fatídico 9 de janeiro de 1971, a velhice resolveu se instalar feito ancião em cadeira de balanço na frente de uma televisão que não comunica mais nada, que só serve para produzir ruído, ou se essa cadeira de balanço foi colocada na varanda de casa, de frente para a rua, onde carros e pessoas passam apressados para lá e para cá. A data perdeu o encanto. As pessoas se foram, fomos parar no meio dessa fila, a família foi embora, seus membros tão distantes nem se comunicam mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As repugnantes transformações cansaram as vistas, cansaram a esperança, cansaram o espírito. A data, aos poucos, foi se esvaindo histórica e sentimentalmente. Sobrou, sim, a nostalgia. Essa maldita doença que fica cá dentro mastigando cada pedaço de carne feito um cancro. Eu que tanto abominava esses poemas e sambas falando de saudade, cá estou eu dentro dessa roda de lembranças de coisas que eu vivi, de coisas que eu não vivi, o desconsolo de que nada, daqui para frente, será feliz. O que mais me dói quando chega 24 de dezembro? É que a vida que eu zelei tanto para que fosse incólume me roubou a perspectiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senhoras e senhores, só os caiçaras sabem o que é perspectiva! Só eles sabem o valor de olhar para o horizonte onde o céu encontra o mar e saber, de antemão, quase que num cálculo matemático, o quanto de força e esforço precisam para navegar. As montanhas e os planaltos enganam. Elas jamais permitem que alguém possa calcular o quanto ainda se&amp;nbsp;precisa caminhar. E até eu, que jurei um dia fosse caiçara, veio as rugas de um tempo cronológico e me roubou a única coisa que tinha restado: a perspectiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje não olho mais para as flores do jeito que eu olhava, hoje não olho mais para as luzes da maneira que eu&amp;nbsp;olhava, hoje sequer a seiva de que&amp;nbsp;haverá alguém depois de mim existe. A morte tem data de chegada, aquela que passamos uma vida inteira tentando descobrir. Mas o fim? O fim, esse, o fim, é feito ladrão: surge&amp;nbsp;a&amp;nbsp;qualquer momento e o que há de mais valoroso em nosso seio desaparece. Nunca mais retorna. A partir dessa infame visita, a carência até o último dia. E vamos curtindo nós mesmo nesse vinagre azedo e amargo, que nos faz sentir saudade dos tempos em que nada havia sobre os nossos ombros que não fosse felicidade, felicidade, felicidade...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje é 24 de dezembro e meu coração não consegue sentir mais nada. E me pergunto: o que é que eu fiz para chegar nesse estado de completa imobilidade? Em que momento eu deixei que a voz da perturbação sussurrasse em meus ouvidos? E me enfiasse nesse patético estado de mostrar em público essas bostas de aforismos? Tudo em mim parece ter acabado e só me restou a expressão. Abrir a boca para falar, ainda que para o mais absoluto e completo vazio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E lá fui eu pelo mundo afora achando que vivia, mas só me deparei com o risco do jogo. E quando se depara com o risco do jogo, a possibilidade de perder. Não, senhoras e senhores, não há vitória. As ocorrências são vencedoras, mas a vida... A vida não ganha nada. Um dia o sopro acaba para que se estabeleça, difinitivamente, a derrota final. Não, senhoras e senhores, não há a menor garantia de que tudo acabe bem. Hoje eu descobri que era feliz. E a felicidade que lá esteve, por lá ficou. A felicidade é caprichosa e não acompanha ninguém. A felicidade não acompanha o desejo, a felicidade não acompanha a vontade e, por vezes, nos faz a desfeita de andar de braços dados com a desgraça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivam, senhoras e senhores, sim, nessas suas vestes venais hormonalmente impregnadas! Aqui já não lhes fala um coração triste ou alegre, mas um espírito cansado. Com um dedo em riste apontando bem no meio de seus olhos: se eu não sou feliz, vocês vivem na falácia. E eu me admiro como vocês conseguem disfarçar tão bem seus sorrisos atolados no falso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É discurso de quem não sabe perder? Até é. Só não contem mais com o meu silêncio. É despeito de quem ainda não cresceu, amadureceu? Até é. Daqui para frente, aceito sua proposta: será um crime de rixa. Quando chegava 24 de dezembro, meu coração sem estímulo algum se enchia de uma genuína alegria. Não vou deixar isso barato, não. Eu quero o dinheiro disso aqui. Centavo por centavo. Esqueçam meus dentes. Só os exibirei ao meu dentista. Hoje vocês conviverão com o monstro que vocês mesmos criaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alegrai-vos, senhoras e senhores, porque, ainda assim, é uma responsabilidade compartilhada. Um dia chegaram e falaram para mim que a felicidade existe. E eu acreditei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-7091263333535436941?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/7091263333535436941/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=7091263333535436941&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/7091263333535436941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/7091263333535436941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/12/natal.html' title='Natal'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-2765758744816096659</id><published>2010-12-19T15:09:00.000-02:00</published><updated>2010-12-19T15:09:17.237-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><title type='text'>Santos Drops XVII</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Urbano Caldeira, domingo, 19 de dezembro de 2010, 19 horas.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Luan Santana no Almoço, Luan Santana no jantar...&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Poder da mídia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Vendo tantos jovens fazendo fila debaixo de um sol de verão desses, dezembro quase janeiro, para o show de Luan Santana aqui na Vila Belmiro, é de se pensar que a mídia ainda tem força para&amp;nbsp;criar seus heróis e seus monstros, heróis-monstros e monstros-monstros. Ou tudo não passa de uma inocente brincadeira. Com tantos &lt;a href="http://pelaproa.blogspot.com/2010/12/cultura-invisivel.html" target="_blank"&gt;talentos invisíveis&lt;/a&gt;, chegamos a conclusão que mídias devem custar muito caro, porque somente criaturas com retorno financeiro garantido possuem tamanha exposição. E não adianta colocar o revólver na cabeça do dono do meio. Ele prefere perder a vida do que ver sua conta bancária no vermelho. Mas quem gosta de sua própria conta bancária no vermelho?&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Comprovante de residência&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TQ45VbIQ0lI/AAAAAAAAAVM/KKiEEbrhFGc/s1600/teatroabordo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="191" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TQ45VbIQ0lI/AAAAAAAAAVM/KKiEEbrhFGc/s320/teatroabordo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Em breve, na Praça dos Andradas 109, colado ao Theatro Guarany, a nova casa do Teatro a Bordo. Um projeto porreta de funcional. &lt;em&gt;Sacação&lt;/em&gt; show! Um container nos rincões do Brasil em 2010. Todo o aparato e &lt;em&gt;entourage&lt;/em&gt; de um espetáculo para o povo. Talita Berthi compartilhou na última apresentação do ano, no Emissário Submarino, há questão de uma semana, que lá nas paragens de Minas, Goiás, Tocantins e Bahia, as crianças eram as primeiras a chegar e as últimas a sair. Nem preciso narrar a choradeira na despedida. O Teatro a Bordo é um exemplo do que Sérgio Mamberti disse no &lt;a href="http://pelaproa.blogspot.com/2010/11/tijolo-por-tijolo-num-desenho-logico.html" target="_blank"&gt;Encontro Vicentino de Cultura&lt;/a&gt;: a criatividade a serviço da solução.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Domingo, meio-dia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Bar do Pedro, na Rua Pedro Américo esquina com Visconde de Cayru, no Campo Grande, tem talvez um dos melhores frangos assados do Brasil. O segredo: na brasa. Carvão e um pouquinho de tempero. Um sabor indescritível e incomparável. R$ 15,00 mais o frete e a iguaria vai para a mesa. Já comi vários frangos assados em certas localidades do Brasil. Mas igual a do Bar do Pedro, só no Bar do Pedro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Here comes the sun&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente, depois de criar bolor, o sol deu as caras por aqui. Para os que aqui não estão, nem preciso dizer que deu praia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cidade-Estado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Enguaguaçu foi planejada por ingleses e canadenses. De longe, é uma cidade organizada, principalmente se comparada a outras localidades em nosso país. O problema é que ficou inglesa demais. Se não fosse o Paquetá, o Macuco, o Marapé, o Estuário, e boa parte dos bairros da Zona Noroeste, a cidade virava uma possessão inglesa numa boa. Se por um lado Santos pegou a organização e a fleuma britânicas, por outro também pegou o que há de pior nessa herança: uma caretice de doer na alma. Entre as coisas boas e ruins herdadas dos ingleses, pelo menos, um aspecto positivo:&amp;nbsp;o santista faz bom uso da palavra e vai direto ao assunto, meio doa a quem doer. Papo reto. Não enfeita o pavão. A questão é que seus movimentos sociais e a força das instituições frutos dessa organização tem como um efeito colateral devastador a perda do viço.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Banca Estátua&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Saudade dos tempos que a Banca Estátua, nos finas de semana, era 24 horas. E os jornais de domingo chegavam bem cedinho. Passava por lá para comprar o que ler pela manhã. Em termos de conteúdo, a Folha meio que faliu, o Estadão meio que faliu e a Banca Estátua não é mais 24 horas.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Noite&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Com as chuvas cessadas, um giro pelas ruas das bandas de cá. Bares e restaurantes abertos até mais tarde. Uma cidade de praia e sol como Santos e logo o pecado de não aproveitar o banho de mar e a paisagem se avizinha. Mas continuo com a opinião que Santos vibra à noite. Sem os festejos de outrora, que eram mais frequentes por aqui. Uma vibração meio &lt;em&gt;smoky&lt;/em&gt;, meio &lt;em&gt;noir. &lt;/em&gt;Bela e secreta. Se a cidade transpira a vibração dos corpos, das cores e dos desejos durante o dia, susurra a&amp;nbsp;incandescência das almas à noite. Gosto do dia aqui, mas amo a noite também.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-2765758744816096659?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/2765758744816096659/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=2765758744816096659&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/2765758744816096659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/2765758744816096659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/12/santos-drops-xvii.html' title='Santos Drops XVII'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TQ45VbIQ0lI/AAAAAAAAAVM/KKiEEbrhFGc/s72-c/teatroabordo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-4828373038715116204</id><published>2010-12-16T12:00:00.002-02:00</published><updated>2010-12-16T12:12:50.941-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornalismo'/><title type='text'>A Cultura Invisível</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://12dimensao.files.wordpress.com/2010/07/homem-invisivel.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" n4="true" src="http://12dimensao.files.wordpress.com/2010/07/homem-invisivel.jpg" width="137" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na última terça-feira, dia 14, rolou no Ponto de Cultura Estação da Cidadania, o encontro &lt;em&gt;Cultura e Comunicação&lt;/em&gt;, promovido pelo Fórum de Cidadania e Cultura, em Santos-SP. O encontro tem por objetivo a reflexão do estado de coisas em termos de estratégias de comunicação atuais, um diagnóstico que haja Dr. Gregory House para dar jeito na bagaceira. Nem botox alivia o tamanho da feiúra atual, principalmente quando o assunto envolve os órgãos de imprensa tradicionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro, porque muitos estão sob risco de extinção. Em especial, a chamada mídia impressa. Sei não... Quem viu de perto a pegada do &lt;a href="http://www.otempo.com.br/supernoticia" target="_blank"&gt;Super Notícia&lt;/a&gt; e do &lt;a href="http://wwo.uai.com.br/aqui" target="_blank"&gt;Aqui&lt;/a&gt;, em Belo Horizonte, e de exemplos como o &lt;a href="http://one.meiahora.com/" target="_blank"&gt;Meia-Hora de Notícias&lt;/a&gt;, do Rio de Janeiro (que já apresenta sua edição paulista), meio que põe as barbas de molho diante de algum &lt;em&gt;fatalismo&lt;/em&gt;&amp;nbsp;para a&amp;nbsp;mídia impressa. O problema não seria a mídia em si, mas a abordagem? Diagnóstico descalibrado, logo na saída? Lascou-se...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo, porque os órgãos tradicionais de imprensa são propriedades particulares. Se interessar, o dono põe. Se não interessar, virem-se. Cabeça de proprietários de empresas de comunicação parece a esfinge do Egito: decifra-me, ou te devorarei. E o pobre do jornalista, com mulher/marido e filhos para criar, prestação da casa/aluguel ardendo nas costas, fica naquela: faço ou não faço a sugestão. Já se foi o tempo que o jornalista apresentava a pauta. Hoje em dia, a famosa &lt;em&gt;reunião de pauta&lt;/em&gt; tornou-se a &lt;em&gt;comunicação de pauta&lt;/em&gt;. É aquela e pronto. Quem está dentro, gozo. Quem ficou de fora, a caixa de lenços fica na portaria do prédio onde a redação funciona. É só passar lá para dar a sua fungadinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Prof. Marcos Vinícius Batista, da UniSanta e da UniSantos,&amp;nbsp;foi enfático: não existe jornalismo cultural em Santos. É... Já faz tempo, inclusive. O próprio presidente da Fundação Nacional das Artes, a Funarte, Sérgio Mamberti, no Encontro Vicentino de Cultura, há questão de uns 30 dias atrás, cantou a bola: estratégias de comunicação dos artistas será, daqui para frente, fundamental. Porque se depender dos órgãos de imprensa tradicionais e conhecidos, já sabem... E no caso de Santos, o caso soa como grave.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo jeitão do trem, quem está nas artes em Santos, invisível está, invisível ficará. Quanto a cultura, é saber o que os ingressos dos cursos de jornalismo da região conceituam como cultura. Porque esses alunos antes de botarem os pés na sala-de-aula também são público. O jornalista e crítico musical do jornal &lt;em&gt;A Tribuna&lt;/em&gt;, Julinho Bittencourt, narrou duas capas que ele conseguiu na &lt;a href="http://www.revistaforum.com.br/" target="_blank"&gt;Revista Fórum&lt;/a&gt;, as duas com o menor número de vendas realizadas. E advinhem qual era o assunto das duas? Cultura. Para donos de revistas, cultura não vende. Revista cultural dura alguns meses, não consegue liquidez nem para o cafezinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, olhem... Vejam! Vejam que curioso: uma parcela desse público que não compra revista cuja capa é de um assunto sobre cultura é exatamente a que compõe os ingressos dos cursos de jornalismo. Nesse caso, nem o cachorro corre atrás do próprio rabo. É coerência pura. E os professores dos cursos de jornalismo que se virem para lidar com esse &lt;em&gt;fenemê&lt;/em&gt; desgovernado e sem freios, sob o eterno risco de topar pela proa um abaixo-assinado no estilo &lt;em&gt;ai, &lt;/em&gt;teacher... &lt;em&gt;Dá para ser menos chato com essa bobagem de cidadania e humanidades?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Entre a oficina e o biotério&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; - Em fevereiro de 1989, lá fui eu parar nas Letras. Se não era o auge da crise dos cursos de Humanas (pelo menos em Santos), era o seu epílogo. Falasse que estava cursando Letras, o mordaz comentário: &lt;em&gt;Vai dar aula no Estado? &lt;/em&gt;O coração de qualquer bom curso de Letras está apoiado em estudos ligados à Psicanálise, Filosofia e Linguística. Não, não era para dar aula no Estado. Era para a tradução. Conhecimento de cultura e idioma estrangeiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem Psicologia, Filosofia e Linguística, esqueçam análise literária. Não se consegue sair do lugar na leitura crítica de qualquer obra literária ou conhecimento de idioma, inclusive do Português, se isso não estiver na massa-do-sangue. Mas, olhem... Vejam! Vejam isto! Os alunos dos cursos de Filosofia, de Ciências e de Letras, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras tinham suas salas de aula no sub-solo da Faculdade de Comunicação de Santos, a Facos, entre uma espécie de oficina gráfica e o biotério, onde ficavam os ratinhos de laboratório esperando aquele tratamento Auschwitz. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Descobrir 22 anos depois que os ingressos dos cursos de jornalismo&amp;nbsp;não possuem o mínimo de formação humana, alguém está louco e façam o favor de me incluir fora dessa. &lt;em&gt;Bidu! &lt;/em&gt;Genial! A efeméride da era de Aquarius! Grande descoberta! A começar pelo tratamento que a própria Universidade dava aos alunos de Filosofia, Ciências e Letras. Boa coisa é que não iria dar. Tostines macabro: a universidade refletirá sua sociedade ou a sociedade refletirá sua universidade? Parece a letra de um samba do Dicró chamado &lt;em&gt;Espírito Mau: &lt;/em&gt;"(...)&lt;em&gt;Eu que era estranho, naquela jogada, me contrariei/Fiquei muito aborrecido por causa do pau que levei.&lt;/em&gt;(...)"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fique batendo nos cursos de Humanas anos a fio e temos aí o resultado. Novamente, advinhe se um rapaz ou moça chega em casa avisando que acabou de se inscrever no vestibular de Filosofia? Derrubem mais um tijolo do muro dos cursos de Humanas que a Gafisa ergue mais um metro de concreto na Pompéia. O trabalho foi muito bem feito. Agora é tarde. Já era. Não há diálogo e integração entre as faculdades de jornalismo e as empresas de comunicação? As faculdades de jornalismo estão preocupadas com a formação humanísticas de seus futuros egressos? É simples: que as empresas e órgãos de comunicação definam o que é interessante, educação ou adestramento. No caso da educação, reunião de pauta, no caso do adestramento, comunicação de pauta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque esse cenário resultou na invisibilidade das artes e da cultura&amp;nbsp;na cidade de Santos. Os órgãos tradicionais de imprensa não cobrem o que rola por aqui, os&amp;nbsp;futuros jornalistas não circulam sequer na cidade onde habitam e todo mundo fica invisível. Ainda que não seja uma regra geral. A questão é o que será feito daqui para frente, sem a presença dos órgãos de imprensa. Porque, caso não haja uma intervenção quase&amp;nbsp;divina, não há muito como contar com esse apoio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A alternativa das redes sociais e internet (blog, sites, entre outros) é a que melhor, nesse momento, atende a necessidade de comunicação sem o apoio dos órgãos tradicionais de comunicação. Fora-do-eixo. No paralelo. Só que até mesmo esse mundo paralelo precisa conquistar visibilidade e espaço diante de um público que ainda não percebeu o &lt;em&gt;fora-do-eixo&lt;/em&gt;. Parar de procurar a cultura de sua cidade e a atividade artística nela presente e atuante nos órgãos tradicionais de comunicação, por parte do público, é mais do que um trabalho de vulto: é a quebra de um paradigma. Enquanto o seu lobo não vem, vamos de quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o objetivo é o alcance em massa, redes sociais e blogosfera ainda estão bem distantes do ideal. A blogosfera não consegue, ainda, dispensar seu plano de marketing para tornar-se conhecida. Ou, pelo menos, parte dela. Ainda necessita de algum tipo de plano de comunicação, ou expediente de anúncio, para tornar-se hábito. A blogosfera ainda não é movimento orgânico. Funciona entre agentes culturais e artistas. Mas junto ao grosso de potenciais leitores, que trabalham todos os dias incluindo sábados, domingos e feriados (religiosos ou cívicos), com horário para entrar, mas sem horário para sair, é um ideal bem distante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto isso, haverá algum plano de expansão? Como será executado? Custa quanto? Se visibilidade é uma guerra, as forças do mal venceram... E já faz tempo. Só o diagnóstico é chorar sobre um leite que não só derramou como já secou há tempos. Feito grupo de torcedores que lamentam o rebaixamento de seu time. &lt;em&gt;Ninguém pode ganhar campeonato/Se o juiz não tem mãe, nem coração.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PyhDSGAUjmw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/PyhDSGAUjmw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-4828373038715116204?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/4828373038715116204/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=4828373038715116204&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4828373038715116204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/4828373038715116204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/12/cultura-invisivel.html' title='A Cultura Invisível'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-3761490684139903580</id><published>2010-12-12T19:51:00.000-02:00</published><updated>2010-12-12T19:51:56.117-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Desafios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Fórum da Cidadania de Santos se reuniu no último sábado, dia 11, no Sesc, em Santos, para seu centésimo encontro, o &lt;em&gt;Encontro de Participação Cidadã. &lt;/em&gt;O evento também serviu para definir a&amp;nbsp;composição das comissões de trabalho dos 5 Eixos de Atuação, estabelecer estratégias para o ano de 2011 e identificar os desafios do Fórum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na parte da manhã, os trabalhos foram iniciados com a palestra da Profª Mônica Hummel, que apresentou aos participantes o real significado e valor do que é cidadania. Segundo a Mestra em Filosofia, a palavra &lt;em&gt;cidadania&lt;/em&gt; perdeu, e muito, o seu significado de origem. O que não é lá grande novidade se comparada a tantas outras de nosso léxico. O perigo desse desvio de significado, segundo Mônica Hummel, é que a Cidadania só é lembrada em momentos exclusivos, quase sempre ligados a &lt;em&gt;direitos do consumidor&lt;/em&gt;. Sintomático? O fato é que a Cidadania sofre de maus-tratos por conta de sua sazionalidade (quase sempre em períodos de eleição) e descontinuidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mônica Hummel chamou a atenção para a natureza da Cidadania. A Cidadania não possui cor partidária, nem tampouco é uma ideologia. A Cidadania tem no ato público o seu corpo, a sua morada. E no espaço público, na &lt;em&gt;coisa&lt;/em&gt; pública (&lt;em&gt;res publica&lt;/em&gt;) que ela existe, se concretiza, se efetiva. Assim, a segunda metade de sua fala foi em relação ao contraste entre o público e o privado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A necessidade de nossa sobrevivência e subexistência quase sempre consome boa parte de nossos dias. É comum a todos nossa luta pela manutenção da nossa existência, ainda que essa necessidade ocorra em espaços vulgarmente chamados públicos. Segundo os filósofos gregos, somente há desenvolvimento no envolvimento.&amp;nbsp;O contraste das diferenças entre as pessoas e seus interesses comuns é que contribuem para o desenvolvimento do indivíduo. Segundo os gregos, o melhor da vida estava na dedicação de esforços e tempo para os demais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como a luta pela sobrevivência nos coloca em situação de certa concorrência, esse ensimesmamento que nos garante a manutenção de nossas existências nos &lt;em&gt;priva &lt;/em&gt;do que&amp;nbsp;há de melhor na vida, segundo os gregos, que é o compartilhamento com os demais. Logo, surge a esfera &lt;em&gt;privada&lt;/em&gt;, que tolhe do indivíduo seu desenvolvimento posto que a mudança de foco o afasta da verdadeira vocação humana da comunhão, do caminhar ao lado, de estar entre os demais em qualidade de estatura, de ser e estar com e pelo outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tendo isso em mente, os trabalhos da tarde enfocaram maior flexibilidade do Fórum da Cidadania em sua abrangência. O maior desafio do Fórum é ser e estar para todos, como ato e &lt;em&gt;coisa&lt;/em&gt; pública. O Fórum precisa&amp;nbsp;ser e estar próximo de todos os extratos da socidade santista, independente das cores político-partidárias&amp;nbsp;e das ideologias dos cidadãos santistas. Uma proximidade inclusive física. Maior flexibilização dos encontros,&amp;nbsp;&amp;nbsp;procurando estar perto de todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que esbarra em outros desafios do Fórum como instituição. Há urgência de capacidade financeira para&amp;nbsp;contratação de gestores nos 5 eixos, em especial no eixo da comunicação, e de um quadro de funcionários que permita o funcionamento da entidade mais&amp;nbsp;próxima do munícipe&amp;nbsp;no aspecto físico dessa proximidade. Sem essa&amp;nbsp;capacidade de financiamento, até mesmo problemas de liquidez serão enfrentados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos desafios também citado no encontro para o ano próximo&amp;nbsp;que em breve se inicia&amp;nbsp;é a confecção de um regimento interno. A ausência desse regimento&amp;nbsp;pode afetar&amp;nbsp;de forma significativa a mobilidade do Fórum para a proximidade com os demais segmentos organizados da sociedade, aumentando e melhorando sua transversalidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-3761490684139903580?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/3761490684139903580/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=3761490684139903580&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/3761490684139903580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/3761490684139903580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/12/desafios.html' title='Desafios'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-7509753419125285843</id><published>2010-12-10T16:19:00.000-02:00</published><updated>2010-12-10T16:19:02.591-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>Um rosto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela Semana Cultural do Ponto de Cultura Estação da Cidadania, aconteceu na última quarta-feira, na antiga estação da Sorocabana, mais uma rodada sobre a Agenda 21 de Cultura. Debates acalorados por conta da abrangência que a cultura possui. Em certas circunstâncias, muito além da atividade artística somente. A extensão do tema e a possibilidade oferecida pelo Plano Nacional de Cultura (PNC) e Sistema Nacional de Cultura (SNC) de arrefecimento das hegemonias são uma oportunidade única de não deixar cultura e arte de uma cidade ou região à mercê dos humores de plantão de autoridades da pasta ou do setor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devido ao calor dos debates, faltou pouco para que os itens do encontro não fossem concluídos. O grupo da Agenda 21 de Cultura, que se reuniu pela segunda vez na última quarta, no Estação da Cidadania, volta a se encontrar no dia 13 de janeiro, com o PNC e o SNC na ponta da língua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O motivo é bem simples: não há como consolidar as demandas junto ao Conselho de Cultura, nem tampouco um debate com autoridades e representantes políticos da população, sem que as regras do SNC e suas nuances estejam devidamente interiorizadas. Movimento orgânico. A&amp;nbsp;equivalência de estatura nas conversações ficará capenga se&amp;nbsp;classe artística e cultural da cidade e região não conhecer a fundo do que trata tanto o PNC&amp;nbsp;quanto o SNC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a lição de casa feita, cumpre saber qual o rosto que Santos e as demais cidades da região possuem. Novamente, ficou evidente que o próximo passo é saber como se faz um levantamento de indicadores culturais da região. Como estamos em ano de senso, uma visita ao IBGE da cidade pode entrar na rota de trabalho do grupo do Agenda 21 de Cultura. Além dos dados, saber qual a base científica do método utilizado pelo IBGE. Outras organizações podem ser alvo de visita, sempre tendo em vista, além dos dados propriamente, uma discussão metodológica no ponto de se saber quanto custa um levantamento de lavra própria e se esses métodos serão úteis para o objetivo de uma sugestão de política pública que integre o Plano Municipal de Cultura a partir da adesão do município ao PNC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saber qual o rosto dos agente culturais de Santos, bem como da população da cidade que está próxima das atividades culturais e artísticas é de fundamental importância, sob o risco de se produzir um diálogo com os poderes constituídos do município totalmente fantasioso. Conhecemos o IDH da cidade, temos dados econômicos e sociais, mas o que essa sociedade possui em termos de demandas culturais e artísticas? Quais são suas predileções? Quando o assunto é a cultura de nossa cidade, as artes, o que o povo curte?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A diversidade está incluída? A criatividade dos artistas com contribuição de soluções dentro de nossa sociedade, há fomento para essa contribuição? Há transversalidade? A Secult atualmente fomenta atividades ou projetos de preservação do patrimônio cultural imaterial de nossa cidade? O que pensa o Concult e o Secult sobre esse ponto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem um rosto, sem saber como a população da cidade convive com a sua cultura e interage com seus artistas, fica difícil propor políticas concretas e exequíveis. Sem esse fundamento dos indicadores culturais e artísticos do município, um belíssimo perigo de se produzir um diálogo baseado em propostas fora da realidade orçamentária e social de nossa cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale lembrar que na redação final da promulgação do PNC, o município que aderir ao Plano tem um ano para apresentar o seu plano de cultura a partir da data de adesão. As verbas federais não passam mais pelo governo do estado e o trato do repasse é feito direto com o município, uma vez atendidos os itens estabelecidos no Sistema Nacional de Cultura, o SNC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A adesão de Santos ao PNC é importante, pois o Plano possui em sua concepção a participação maior da sociedade, bem como o arrefecimento de hegemonias dentro desse campo. Se bem conduzida, e de forma realista, evita que os rumos da cultura e das artes em nossa cidade fiquem sequestrados por quem venha a ocupar a pasta, bem como arrefecer certas exogenias que em alguns momentos são enormemente negativas, tendo sua ação, em termos de cultura, semelhante a ato de vandalismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-7509753419125285843?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/7509753419125285843/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=7509753419125285843&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/7509753419125285843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/7509753419125285843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/12/um-rosto.html' title='Um rosto'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-275652108247793062</id><published>2010-11-29T03:03:00.011-02:00</published><updated>2010-11-29T13:47:47.092-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>Tijolo por tijolo num desenho lógico</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TPPIIzRsdCI/AAAAAAAAAVA/HlKwBF-bSg0/s1600/DSC00089%25281%2529.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TPPIIzRsdCI/AAAAAAAAAVA/HlKwBF-bSg0/s200/DSC00089%25281%2529.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;Na tarde do último sábado, no Centro Cultural da Imagem e do Som de São Vicente, na Praça 22 de Janeiro, aconteceu o Encontro Vicentino de Cultura, que teve a honra de receber um filho da terra, o ator santista Sérgio Mamberti, presidente da Fundação Nacional das Artes, a Funarte. No encontro, a presença do Secretário Municipal de Cultura de São Vicente, Renato Caruso, e de Mauro Custódio, Consultor Técnico da Prefeitura de São Bernardo do Campo. Artistas e produtores culturais da região estiveram presentes, além de agentes ligados a movimentos de cultura e trabalhadores de secretarias municipais de cultura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O presidente da Funarte, Sérgio Mamberti, ao longo de quase duas horas, fez um balanço das realizações e falou dos desafios que a fundação ainda tem pela frente. Segundo Mamberti, as conquistas da Funarte superam as limitações que a autarquia enfrentou desde o início da sua administração. O caráter técnico de sua função como presidente, entretanto, jamais foi empecilho para um ouvido atento às demandas das classes artística e cultura, seja em grandes centros urbanos&amp;nbsp;ou nas&amp;nbsp;regiões remotas do país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Plano Nacional de Cultura&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - O PNC foi um dos temas centrais do encontro do último sábado. Inquestionavelmente, o Plano Nacional de Cultura vem com força arrefecer a hegemonia de certos segmentos culturais e artísticos que, por força de elevados investimentos financeiros, acabam prevalecendo sobre o fazer artístico de um povo, asfixiando o que Mamberti chamou de &lt;em&gt;criatividade em prol do crescimento&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que ficou evidente na fala de Mamberti é que o Plano Nacional de Cultura procura, fundamentalmente, preservar a criatividade e as soluções para as mais diferentes áreas que&amp;nbsp;somente a&amp;nbsp;criatividade do labor artístico de nosso povo é capaz de proporcionar. A criatividade não pode deixar de correr e circular por falta de visibilidade, uma vez que os espaços são ocupados por aqueles que possuem força financeira, dentro de uma ética de mercado que exclui cada vez mais o criativo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espera-se, assim, que o Sistema Nacional de Cultura possa criar um &lt;em&gt;by-pass, &lt;/em&gt;uma alternativa, aos modelos de propagação da criatividade e de labor artístico atuais, a fim de que sejam&amp;nbsp;mais inclusívos do que os encontrados na grande mídia. O sucesso desse sistema pode ser um divisor de águas no modelo atual, preso aos humores de editores, secretários de redação, chefes de redação e de reportagem, que sabe-se lá por qual motivo ignoram a capacidade e a vida criativa de uma determinada comunidade ou coletividade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TPPJIb8yG7I/AAAAAAAAAVE/nboUCo74RhU/s1600/DSC00098%25281%2529.JPG" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TPPJIb8yG7I/AAAAAAAAAVE/nboUCo74RhU/s200/DSC00098%25281%2529.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fora-do-Eixo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Na terceira parte do encontro, onde o público pode fazer perguntas a Mamberti e manisfestar suas experiências, ficou evidente que o plano de comunicação atual no que se refere a cultura e arte faliu. Se dependermos do presente noticiário e da divulgação oferecida pelos atuais órgãos de imprensa, a desconexão da cultura com as demais atividades e&amp;nbsp;políticas públicas só tende a&amp;nbsp;piorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre as reclamações ouvidas nessa última semana, a área de juventude (criança e adolescente) e saúde mental foram as mais expressivas. Porém, com o atual modelo de comunicação, essa parceria não se estabelece, deixando a arte e a cultura cada vez mais isolados. Parece, inclusive, que é de caso pensado. No seminário da Agenda 21, ocorrido na última terça-feira, no Ponto de Cultura Estação da Cidadania, houve manifestação da ausência de agentes culturais e políticas públicas sintonizadas às necessidades de crianças e adolescentes na área continental de Santos. No sábado, o espaço que a cultura não ocupa diante da saúde mental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O presidente da Funarte, Sérgio Mamberti, alertou que o melhor dos sistemas pode não ser o que todos esperam se os planos de comunicação dos movimentos culturais forem demasiadamente fracos. Tanto o Plano quanto o Sistema Nacional de Cultura podem sofrer excessiva limitação se cada comunidade, coletivo ou movimento não pensar em um projeto de comunicação eficiente. Para isso, não há a necessidade de planos mirabolantes. A simplicidade, nesses casos, pode ser muito mais barata e de uma eficiência grande se vários atores incluídos nesse plano de comunicação forem devidamente dimencionados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa é fato: a comunicação institucional que sempre ocorreu por órgãos de imprensa tradicionais servirão cada vez mais para o entretenimento midiático, que opera em larga escala, posto que visa elevada liquidez rápida e vultosa. Ou a imprensa tradicional se resigna a prestar esse papel, ou terá graves problemas de adaptação no caso do SNC casar na medida exata com os planos de comunicação de coletivos &lt;em&gt;fora-do-eixo&lt;/em&gt; e movimentos culturais. A invisibilidade passará a ser da imprensa e não mais dos artistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TPPJ3D9gfeI/AAAAAAAAAVI/hlff7_MfyB4/s1600/DSC00094%25281%2529.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" ox="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TPPJ3D9gfeI/AAAAAAAAAVI/hlff7_MfyB4/s200/DSC00094%25281%2529.JPG" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A barbárie das leis &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;- Para os artista que acreditam que o PNC é Deus, basta nele se apegar e&amp;nbsp;tudo mais será acrescido, sem o menor esforço, sinto-lhes informar. Na&amp;nbsp;fala de Sérgio Mamberti, no último sábado, parte do balanço feito sobre a Funarte (que ocupou perto de uns 30 a 40 minutos iniciais de seu discurso) foi sobre o&amp;nbsp;descompasso da Fundação com os demais ministérios do atual governo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Uma atuação transversal do MinC&amp;nbsp;por vezes não acontece por conta de uma legislação pesada&amp;nbsp;e anacrônica. O próprio&amp;nbsp;Consultor Técnico da Prefeitura de São&amp;nbsp;Bernardo, Mauro Constantino,&amp;nbsp;manifestou o imenso grau de dificuldade de um simples contrato para&amp;nbsp;um evento cultural. O impedimento legal é maior que a fruição. A frustração é inevitável. A quantidade de dispositivos encontrados nas leis que regem, por exemplo, a contratação de um grupo musical para uma pequena apresentação em evento promovido pelo município inibe o interesse do contratante. Os artistas deixam de se apresentar não por falta de espaço, de visibilidade, de dinheiro ou de interesse, mas porque a legislação é tão nefasta que uma prefeitura precisa mover céus e terra para incluí-los numa programação local.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se levarmos em conta que a massa da população possui necessidades maiores em saúde, educação, tranporte, emprego, habitação e segurança, acreditar que a legislação será mais hábil somente por consciência ou iniciativa exclusivamente popular, sem a menor condução da classe artística e cultural, é colocar a meia na janela nesse dezembro que se aproxima. O que Sérgio Mamberti foi enfático no encontro de sábado, em São Vicente, é que somente os artistas e agentes culturais sabem onde o calo dói. A caminhada pode até contar mais adiante com a massa da população, mas somente se for iniciada pela classe artística.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mamberti lembrou que até hoje a Funarte encontra dificuldade para identificar qual a real condição tributária e trabalhista da classe artística e cultural. Isso sem contar com a condição previdenciária. A falta de empenho dos ministérios da Fazenda e do Trabalho impedem que o presidente da fundação amplie seu alcance na solução de problemas que, de tão antigos, estão pertos da fossilização. A ausência de um marco regulatório fiscal e trabalhista para a classe artística pode esvaziar consideravelmente o PNC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja, o comprometimento à mobilização de execuções em caráter defintivo desses ajustes é o alicerce no caso dos artistas e agentes de cultura desejarem melhor sorte num futuro próximo. O PNC até fornece o material dessa construção. Até coloca os tijolos em nossas mãos. Mas a construção, de fato,&amp;nbsp;só ocorre assentando tijolo por tijolo, num desenho mágico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-275652108247793062?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/275652108247793062/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=275652108247793062&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/275652108247793062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/275652108247793062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/11/tijolo-por-tijolo-num-desenho-logico.html' title='Tijolo por tijolo num desenho lógico'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TPPIIzRsdCI/AAAAAAAAAVA/HlKwBF-bSg0/s72-c/DSC00089%25281%2529.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-2128698060256731259</id><published>2010-11-26T02:12:00.000-02:00</published><updated>2010-11-26T02:12:03.521-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>Hoje não tem cocaína na Delfim Moreira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser que hoje o Posto 9 esteja triste. As festinhas nesse fim-de-semana devem ser regadas à Smirnoff Ice. E olhe lá, se houver espírito para algum tipo de festejo a partir do por-do-sol de hoje. Chega a ser engraçado o mítico Posto 9 sem ter jamais posto os pés no Rio de Janeiro. A síntese de uma cidade dividida. Sim e não. Uma cidade do ideal estrangeiro do túnel para o mar. A cidade de verdade ficou de fora. Às vezes, a cidade de verdade dá as caras, aparece. Em meio a gente que nada tem a ver com blindados e obuses, parece dar medo. Como é que tudo aquilo funciona? Ou não funciona? Como é que deixaram chegar naquele estado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A beleza do Rio continuará sendo a beleza do Rio. Isso é fato, irrevogável. Mas temos nesses dias uma pequena amostra de que quando as instituições começam a funcionar do jeito que deveriam, a vida acaba por se resumir a uma espécie de gato-e-rato, o que em língua inglesa costuma se chamar &lt;em&gt;dog-eat-dog. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que é por isso que as pessoas do Brasil não fazem muita questão de que as instituições funcionem? Acaba virando um inferno?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O inferno nosso é justamente jurar o contrário. É enfraquecer o que deveria funcionar bem porque deveria funcionar bem por si só, e pronto. Cada um no seu quadrado funcional, fazendo o que se é esperado que seja feito. Mas, não. A polícia aceita dinheiro, a meninada que detesta homossexual e pobre quer balada com o côco cheinho de pó-de-pemba e o judiciário dá uma de Terra Samba, entra no clima e libera geral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão em nossas cidades é técnica. Não basta apenas bater no poder Executivo e Legislativo, como costuma fazer a mídia e o jornalismo de nossos dias. Já passou da hora do Judiciário começar a receber suas palmadinhas. Uma força tarefa do Congresso Nacional baixou em Belém, capital do Pará, e a reportagem que acompanhou&amp;nbsp;as autoridades&amp;nbsp;entrevistou um preso que cumpria pena por furto. Pegou três anos. Já está em cárcere há seis. Ou seja, mofando na cela quando o que devia para a sociedade já foi pago. Juros de quase 100%.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho guardado aqui em casa o disco 2 do documentário &lt;em&gt;Notícias de uma Guerra Particular&lt;/em&gt;, o disco com todas as entrevistas na íntegra. Na época secretario de segurança pública do estado do Rio de Janeiro, Hélio Luz, foi enfático: &lt;em&gt;polícia que não aceita dinheiro é igual polícia em qualquer lugar do mundo(...) Pára de cheirar na Rocinha? Pára de cheirar na Rocinha. Pára de cheirar em Ipanema? Pára de cheirar em Ipanema(...) Mandado e pé-na-porta na Delfim Moreira.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Judiciário libera criminosos, gerando um re-trabalho para forças policiais. Experimenta falar a palavra &lt;em&gt;re-trabalho &lt;/em&gt;numa grande corporação e sua demissão é imediata. Por que no serviço público re-trabalho é legal? Ou não é? Bacana prender alguém umas três, quatro vezes. Seria para funcionar? Ou não é para funcionar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que meu discurso pode soar reacionário e falsamente moral. Entendo quem porventura leia essas linhas enxergando um &lt;em&gt;policialismo&lt;/em&gt; sem muito ou grande cabimento. Devo, assim, avisar que quando chegar a vez de seu filho ou sua filha levar pela proa bala perdida ou se encontrar, sem querer, em meio ao fogo cruzado de polícia e bandido, o meu &lt;em&gt;moralismo&lt;/em&gt; continuará sendo o que ele sempre foi: um grito de alerta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque é o fim-da-picada crianças em terror, vigiadas pelos seus professores, trancafiadas dentro de uma creche na Vila Cruzeiro desde ontem. O tráfico de drogas não entrou numa sala vazia onde a porta estava aberta. De novo, a velha história do enfrentamento. Qual é história agora? UPP elimina o comércio de drogas? Inibe o crime? UPP leva junto a surrada cidadania que demorou a chegar em certas partes do Rio de Janeiro? Afinal, cidadania custa quanto? Ou é para todos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque corrupção, consumo de ilícitos e os escambau costumam dar algumas dorzinhas de cabeça como essa que estamos presenciando no Rio de Janeiro nesses últimos dias. Se as instituições não funcionarem, tecnicamente falando, ninguém entra na linha. Escrevemos nossos poemas de velhos bons tempos que não voltam mais. É romântico, mas não é funcional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Virou zona? Beleza. Gostamos da zona? A zona atrapalha nosso sagrado suor de ganhar o pão? Atrapalha ou não? Porque, no caso de atrapalhar, seria bom pensarmos um pouco mais naquilo que fazemos. Qual é a fronteira? Qual é o limite de interferência de uma simples e inofensiva narigada? É do nosso desejo que as coisas funcionem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já disse em posts anteriores que se guiarmos os nossos relacionamentos afetivos pelo discurso do mercado, pela sua ética também, estaremos mortalmente numa furiosa sem precedentes. O direito de qualidade de felicidade que todos nós merecemos não opera no &lt;em&gt;eu sou mais eu. &lt;/em&gt;O discurso do mercado não explica (ou não quer explicar) que a qualidade de felicidade também passa pela renúncia. A pergunta é: alguém, no século XXI, está a fim de renunciar? Renunciar por um filho, renunciar por um pai, renunciar por um amigo ou seu vizinho, renunciar de prazeres, sejam eles quais forem, para, pelo menos, se por os pés na rua com algum tipo de sossego?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A incapacidade de exigir e renunciar transformam a vida de qualquer um num bonde velho, pesado e sem um destino. Recorta a visão, a possibilidade, a expectativa e a crença de que dias melhores virão. O pior disso tudo: a incapacidade paralisa todo o resto. É o pai e a mãe da imobilidade, uma gestação áspera de uma perspectiva natimorta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda que&amp;nbsp;os acontecimentos dos útlimos dias no Rio de Janeiro nos atinja existencialmente, sua solução é mais técnica do que moral (ou moralista). Por que não podemos lançar&amp;nbsp;mão da técnica para guiarmos nossa existência com o menor número de sobressaltos possíveis? Por que não podemos lançar mão da técnica para compor, para voltarmos a se acostumar com o outro? Por que não podemos se utilizar da técnica até mesmo para entender o sobrenatural presente na diferença entre fazer o bem e fazer o mal?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque seja pela técnica ou não, pela compreensão do que há de sobrenatural nos nossos dias ou não, cedo ou tarde, chega o dia que não haverá&amp;nbsp;cocaína na Delfim Moreira. Seja porque a justiça funcionou ou seja porque negócios nas trevas possuem, por natureza, uma logística de confiabilidade inexistente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-2128698060256731259?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/2128698060256731259/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=2128698060256731259&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/2128698060256731259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/2128698060256731259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/11/hoje-nao-tem-cocaina-na-delfim-moreira.html' title='Hoje não tem cocaína na Delfim Moreira'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-8686523238685905173</id><published>2010-11-24T18:22:00.003-02:00</published><updated>2010-11-25T15:40:40.809-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>O desafio da Agenda 21</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos idos da década de 1990, para ser mais preciso, na ECO 92, o mundo inteiro se reuniu na cidade do Rio de Janeiro para discutir saídas para o crescimento econômico e social sem arrebentar de vez o planeta. &lt;em&gt;Pegada zero,&lt;/em&gt; era essa a idéia&amp;nbsp;do encontro global que aconteceu na cidade Maravilhosa naquele ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A inspiração&amp;nbsp;para um mundo melhor, de um planeta menos arrebentado e escangalhado, também serviu de sopro para outras áreas da atividade humana e sua necessidades. Algo nesse sentido foi pensado para áreas essenciais como saúde, habitação, transporte e educação. E como era de se esperar, os agentes culturais promoveram tal mobilização igualmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fruto dessa mobilização veio ao mundo&amp;nbsp;Fórum de Culturas Globais&amp;nbsp;que ocorreu na cidade de Barcelona, no ano de 2004. Nascia, então, a Agenda 21, com o propósito de criar uma orientação fundamental para os movimentos de cultura ao redor do globo e de estimular o desafio de uma produção cultural democrática, inclusiva e abrangente, que não ficasse &lt;em&gt;à mercê&lt;/em&gt; dos sabores do que chamamos de mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O mercado somos nós&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - As discussões sobre mercado, em seus diferentes aspectos e esferas, acabam mencionando uma entidade quase etérea e sem rosto, sem uma identidade. Capaz de criar do nada regras estranhas, &lt;em&gt;exclusivistas&lt;/em&gt; e arrogantes. O grande pecado na discussão de uma política pública de artes e cultura é desconhecer que nós mesmos somos o metaparadigma que alimenta o tal mercado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se entendermos que mercado é o espaço onde acontecem as permutas (do escambo ao pecuniário), logo sua ética se inicia não por uma personalidade mítica como o &lt;em&gt;homem-do-saco &lt;/em&gt;que amedrontava as criancinhas lá pelas bandas de 1970. O mercado coloca em sua pauta a frequência de uma determinada ocorrência. Se mais de três pessoas aparecem no espaço onde as permutas ocorrem apresentando o mesmo tipo de troca, logo, temos mercado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos nós que criamos o mercado. O mercado não existe e funciona por si só. É a ocorrência de uma permuta que entra na pauta do mercado. A ética do mercado é sua permuta, seja lá qual for. O discurso do mercado é que são outros quinhentos. O discurso do mercado é que você tem o direito&amp;nbsp;à qualidade de felicidade. Você tem o direito de qualidade de felicidade morando em majestosos apartamentos da Gafisa, no&amp;nbsp;bairro da Pompéia, nem que para isso&amp;nbsp;tenha&amp;nbsp;de se pôr abaixo os lendários prédios da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e da Facos no chão. Abraça quem quer. A&amp;nbsp;Fundação Visconde de São Leopoldo, mantenedora da Universidade Católica de Santos, abraçou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A troca de um violão por uma caixa de livros e discos (ou CDs) é tão ética quanto&amp;nbsp;seu vizinho oferecer dinheiro para comprar sua mulher, seu filho ou sua filha. As duas permutas, para o mercado, são éticas. O que diferencia uma da outra não é a ética, mas o que o&amp;nbsp;Prof. Dr. Roberto Romano, professor de Filosofia da Unicamp, costuma&amp;nbsp;chamar de &lt;em&gt;consciência moral&lt;/em&gt;. O grande desafio das implantações da Agenda 21 em todo mundo, consequentemente, é lidar com uma parte da população que é, como costuma dizer Olavo de Carvalho&lt;em&gt;, dinheirísta&lt;/em&gt;, e&amp;nbsp;com uma abissal capacidade de relativizar a moral a pontos singelamente insustentáveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Quem pode, pode&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - A questão que envolve essa parcela da população mais abastada é que eles tem poder aquisitivo para o midiático. Se TV e rádio custam uma baita grana para funcionar, são os clientes ideais. O desafio da Agenda 21 é fazer valer a arte sobre um clientelísmo meio escamoteado que responde em certos noticiários e canais fechados pelo nome de &lt;em&gt;agenda cultural&lt;/em&gt;. Quem deseja implantar em sua cidade uma política pública de cultura pela Agenda 21, terá de quebrar a cabeça para lidar com o entretenimento. E uma breve impressão de que essa parcela não caminhará junto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Em Santos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Na noite de terça-feira, no Ponto de Cultura Estação da Cidadania, aconteceu o primeiro seminário sobre a Agenda 21 de Cultura, tendo como palestrantes Leandro Taveira (Via Arte) e Caio Martinez (Trupe Olho da Rua). Após o primeiro bloco de apresentação da Agenda, estabeleceu-se o debate com a participação de segmentos como Educação, Assistência Social, Juventude (Criança e Adolescente), produtores culturais, representantes de centrais sindicais e artistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das primeiras preocupações do Movimento Cultural de Santos é o de levantamento de dados e indicadores das atividades culturais do município. Suspeita-se que o próprio IBGE, no corrente Senso, pode não apresentar a abrangência necessária para melhor análise da situação da atividade artística em Santos e região. Sem esses vetores, o estabelecimento de uma política pública de cultura pode, de saída, claudicar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, foi estabelecido a necessidade de, primeiro, obter esses indicadores culturais da cidade. Até porque, em termos de números absolutos, se comparada a cidades com o mesmo número de habitantes, Santos poderá apresentar números de razoável a satisfatório. No caso de densidade demográfica, Santos corre um seríssimo risco de levar um tombo daqueles. Há fortíssima suspeita de que o amparo à atividade artística não seja homogênea. Bairros e regiões da cidade, como os bairros em Santos-Continental, apresentam necessidades em números elevadíssimos nesse setor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja,&amp;nbsp;o &lt;em&gt;Mercado é Deus&lt;/em&gt;&amp;nbsp;apresenta um conceito&amp;nbsp;confortável a quem possui generosa conta bancária. Um dos assuntos ventilados na noite terça foi exatamente a possibilidade de caminhar&amp;nbsp;no que chamamos&amp;nbsp;hoje em dia de &lt;em&gt;fora-do-eixo&lt;/em&gt;. &amp;nbsp;Porque esse será um quebra-cabeça quase diabólico para o Movimento Cultural. Se pensarmos que a Agenda 21 tem por natureza a inclusão e abrangência de qualquer vetor cultural (algo que o Mercado ou &lt;em&gt;pensamento zona-sul&lt;/em&gt; ignora), o Plano Nacional de Cultura vem para acabar com a hegemonia do financiamento das atividades artísticas daqueles que não precisam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tendência da governança em Santos jogar para a torcida é absurdamente forte. Uma cidade muito bonita, mas asséptica. Adicionar artistas quase anônimos&amp;nbsp;ao corpo artístico do município não dá Ibope, não dá matéria de jornal, a tal da visibilidade. É como instalar rede de esgoto: fica debaixo da terra, ninguém vê. Experimentem sugerir uma enorme construção que ligue a ilha ao continente e o que não faltará é pai para a criança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mentalidade que aos poucos se apodera do pensamento e das atitudes em nossa cidade encurta, e muito, a sobrevivência de Santos como civilização. Perde-se a pulsação, perde-se o viço, perde-se o elã, perde-se a humanidade. É para essa torcida que a governança da cidade joga. Estamos, a olhos nus, vendo a cidade dividida. Quem mora na zona leste desconhece profundamente a necessidade de um centro cultura igual ou melhor do que o Patrícia Galvão para a Zona Noroeste. Uma necessidade a ser atendida para ontem. A cidade paulatinamente está perdendo o hábito do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dores de cabeça&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Assim, povoar o Conselho de Cultura com as diretrizes da Agenda 21 pode não ser algo impossível. Mas será um trabalho de vulto. Porque não se trata apenas de botar a atividade artística e cultural da cidade na direção da inclusão, da democratização e da abrangência, ouvindo com atenção aqueles que há muito reclamam do abandono. Trata-se de mudar uma mentalidade. Ou caminhar sem a presença de muitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do jeito que as mentes andam se formatando, é de se considerar retirar, em breve, os dizeres no brasão da cidade. Sob o risco da bandeira de Santos se tornar o que há de mais fino&amp;nbsp;em cinismo, deboche e/ou falácia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-8686523238685905173?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/8686523238685905173/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=8686523238685905173&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8686523238685905173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8686523238685905173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/11/o-desafio-da-agenda-21.html' title='O desafio da Agenda 21'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-2840969996442549468</id><published>2010-11-20T03:24:00.000-02:00</published><updated>2010-11-20T03:24:45.135-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Finanças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>Vamos sorrir e cantar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://exame.abril.com.br/assets/pictures/18719/size_590_Silvio_Santos_da_SBT.jpg?1289580763" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" ox="true" src="http://exame.abril.com.br/assets/pictures/18719/size_590_Silvio_Santos_da_SBT.jpg?1289580763" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os aviõezinhos voavam, voavam até certo tempo atrás. Feitos com notas de cinquenta, cem reais. As &lt;em&gt;colegas de trabalho&lt;/em&gt; se esmeravam na busca: empurrões, puxões, quase pisoteamentos. &lt;em&gt;Quem quer dinheiro?!&lt;/em&gt;, gritava Senor Abravanel, nascido na cidade do Rio de Janeiro em 12 de dezembro de 1930. Bem sucedido homem de negócios, aquelas notas atiradas ao público nem dinheiro do cafezinho eram. Eram um passatempo, uma forma de curtir a vida, já que tudo caminhava para um baú de felicidades com muita grana no bolso. Aviõezinhos atirados e seu radiante sorriso de alegria-deboche quanto a sanha dos necessitados, de lado a lado pelo zoom da câmera estampando o televisor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegou a desdenhar da carreira na Rádio Guanabara, uma vez que como mascate o níquel tilintava mais. Era sua vocação para o dinheiro. Tinha visão de como ganhá-lo. Lançava mão de sua voz para anunciar produtos e vender mercadorias. Potencial que ele mesmo direcionou posteriormente para a televisão. Fez fortuna. Um plano de capitalização de nome Baú da Felicidade o fez milionário. Dali para frente, o trem pegou embalo e se movia na inércia: quando muito um vetorzinho aqui e ali, nada mais do que isso. Era só singrar os sete-mares, deixar as velas ao vento mover o veleiro deslizando na flor d'água.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vieram a Tele-Sena, o SBT, financeiras, Hotal Jequitimar, no Guarujá, empresa de comésticos entre outras bossas. Homens de negócio diversificam. Empreendem, sabe? É preciso crescer sempre. Ainda que o gigante nem caiba mais no seu colo. Mulheres, filhas. A família incha junto. Tudo é intumescência. Infla, incha, cresce, o dinheiro jamais faltaria. Fausto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até que Senor Abravanel resolveu, por sua iniciativa, conta e risco, abrir um banco. Um passo fora do alcance de sua perna. Sem tradição nesse ramo de negócio. Sempre trabalhou com capitalização, um dinheiro &lt;em&gt;a priori. &lt;/em&gt;Nunca trabalhou com títulos futuros, dinheiro &lt;em&gt;a posteriori. &lt;/em&gt;Mesmo assim, era tentador financiar os sonhos dos brasileiros. Não bastavam os carnês do Baú da Felicidade. Era possível fazer mais. Carteiras de crédito. Uma operação simples e atraente para bancos de atacado. E resolveu colocar a corda no pescoço. Veio, assim, o Banco PanAmericano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os que não conhecem o tipo de transação, o(a) caboclo(a) entra em alguma &lt;em&gt;Bahia's House&lt;/em&gt;&amp;nbsp; da vida e vê aquela linda máquina fotográfica digital, aquelas para tirar foto de churrascada em algum paraíso do litoral sul num fim-de-semana prolongado e sapecar no Orkut. Um computador, o que seja. O PanAmericano paga a loja e o freguês passa a dever para o banco de SS. O PanAmericano, então, repassa a carteira para um banco maior: Bradesco, Itaú, Santander e a por aí vai...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso é comum no mercado de carteiras de crédito. Interessante para o banco menor porque consegue se estabelecer na praça e ganhar nome, prestígio, e interessante para os bancos maiores e mais famosos, uma vez que não precisam fazer o trabalho de abertura dessas carteiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a corda no pescoço, Senor Abravanel foi mandando brasa no cachimbo da vovó. Era hotel, fábrica de cosmético, criação de lagosta e uva. Vamos que vamos! Só não percebeu que já havia um cadafalso bem debaixo de seus pés. O tempo passava e o cadafalso não se abria. Roleta-russa, sem qualquer presença de preservativo. Os que comiam em seu prato observavam o bate-e-enxuga. Nada muito diferente do que as Sadias da vida. A esposa escrevendo novela, a vida passava, casa em Miami... Ê vidão!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até que...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cupim começou a comer a madeira. Demorou, mas a hora do cadafalso se abrir havia chegado. O pedido de demissão do ex-presidente do Grupo Sílvio Santos, Luiz Sebastião Sandoval, deu certa idéia da &lt;em&gt;pipa do vovô não sobe mais &lt;/em&gt;que devia ser a governança da controladora. Senor Abravanel, em idade avançada, quis curtir o que havia construído e não se tocou que os tempos eram outros e ele mesmo havia saído da rota inicial: vender carnês de felicidade. Desvios de função, como o que aconteceu na Sadia, costumam ser fatais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nisso, o diretor superintendente do Banco PanAmericano, Rafael Palladino, primo da mulher de Sílvio Santos, Íris Abravanel, abre em 2009, na cidade de Miami, o Max America of Florida LLC. E começa a blindar o patrimônio passando bens para sua mulher, Ruth Ramalho Ruivo Palladino. Entre sua manobras, abre sociedade com sua esposa em 2007 da Max America Participações Ltda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mesmo caminho, o diretor financeiro e de relacionamentos com investidores, Wilson Roberto de Aro, no Grupo Sílvio Santos desde 1974, imita os movimentos de Palladino e começar a blindar bens e propriedades passando boa parte para o nome da mulher, Márcia Regina Mazeto de Aro e para a filha do casal. O&amp;nbsp;último movimento registrado pela Jucesp em 25 de outubro foi a M2GW Administração e Participações, uma nova sociedade por ações cujas titulares também são mãe e filha. Nesse mesmo dia, a Junta Comercial registrou a transferência da totalidade das ações da M2GW, no valor de R$ 3,1 milhões, aos filhos do casal, por doação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ligando a reação de Luiz Sandoval e a tirada da reta de Palladino e Aro, o desenho começa a apresentar traços mais significativos. Com a chegada dos 80 anos de SS, o fim está mais próximo. Observando o que eventualmente será o processo sucessório, de partilha e de herança do grupo para membros de uma família não tão afeitos ao &lt;em&gt;dog-eat-dog world &lt;/em&gt;que se tornou o mundo dos negócios no século XXI, um deve ter olhado para a cara do outro e pensado: &lt;em&gt;isso aqui vai ficar igual ao blog do Marcelo Rayel. &lt;/em&gt;Farinha &lt;em&gt;pouca, &lt;/em&gt;meu pirão primeiro. Nenhum dos dois herdariam nada de Senor Abravanel. 40 anos de &lt;em&gt;baticum &lt;/em&gt;e um pé-na-bunda na ocasião da passagem do apresentador-empresário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://imgs.sidneyrezende.com/srzd/upload/p/a/panamericanoimagem.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" ox="true" src="http://imgs.sidneyrezende.com/srzd/upload/p/a/panamericanoimagem.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era hora de começar a roubar no jogo: vendiam-se as carteiras de crédito e não davam baixa nos livros contábeis. Ou seja, seria algo mais ou menos&amp;nbsp;assim: eu coloco uma foto do&amp;nbsp;Brad Pitt (ou do galã de sua preferência) na fotinho do avatar no meu Facebook e ainda por cima canto em prosa e verso meus dotes de &lt;a _blank?="" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/John_Holmes_(ator)target="&gt;John Holmes&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;As carteiras transferidas aos grandes bancos, como não davam baixa, continuavam como ativos da empresa. Transferiam 10 e declaravam ao Bacen que tinham vendido 50.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Bacen, por sua vez, chamava o &lt;em&gt;Bradescão &lt;/em&gt;para cruzar os dados. &lt;em&gt;Óia...! A conta num fecha... &lt;/em&gt;Como seria uma tremenda mão-de-obra solicitar intervenção na contabilidade do PanAmericano, aquele lance de juiz, MP, mandado e outras &lt;em&gt;catigurias, &lt;/em&gt;surgiu uma estratégia que poderia dar algum resultado. A Caixa Econômica Federal ofertou a aquisição de 49% das &lt;em&gt;ordinárias nominativas&lt;/em&gt;, as ON, ações que dão direito a voto, por módicos R$ 700 milhões. Como &lt;em&gt;agora é hora... De alegria..., &lt;/em&gt;o banco abraçou a idéia e o cadafalso se abriu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque ainda que a CEF não tivesse a palavra final nas decisões, 49% das ações que dão direito a voto é o bastante para que um braço do governo federal pudesse ter visão além do alcance. Aquela visão que, do lado de fora, nunca se tem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bacen levou perto de 40 dias para verificar se era aquilo mesmo antes de jogar no ventilador. As ações do Banco PanAmericano no Ibovespa, que nunca foram lá grande coisa, no dia seguinte ao anúncio do rombo de R$ 2,5 bilhões, despecaram em 8,0%. Quem acompanha o mercado de ações sabe que esse número é o fim-do-mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve até recuperação de 7,0% no dia seguinte, mas os papéis já operavam em baixa já fazia um tempo. O estrago foi devastador dependendo de quanto em ações havia sido investido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi-se a credibilidade de Senor Abravanel como homem de negócios e ainda sobrou um belíssimo de um arranhão para a Delloite, corporação mundialmente conhecida no ramo de contabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;em&gt;peru que fala &lt;/em&gt;tornou-se um homem rico graças ao povo que comprava os carnês do Baú da Felicidade. De aviãozinho em aviãozinho, jogava ao vento a riqueza que aquele povo tinha ajudado a ganhar. Quando o rombo foi anunciado, certamente deve ter colocado o assunto na pauta da conversa que teve com o presidente Lula há duas semanas. Para cobrir a merda que tinha feito, foi atrás do dinheiro (coletado dos impostos) suadamente, e com muito&amp;nbsp;sacrifício, pago pelo povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes tivesse colocado o Bozo como CFO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lamentável. Tremendamente lamentável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KVrDQsSw-Ts?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KVrDQsSw-Ts?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-2840969996442549468?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/2840969996442549468/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=2840969996442549468&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/2840969996442549468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/2840969996442549468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/11/vamos-sorrir-e-cantar.html' title='Vamos sorrir e cantar'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-3152652984173897527</id><published>2010-11-18T17:19:00.001-02:00</published><updated>2010-11-19T16:35:14.033-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>Sobre o SNC e o PNC</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me que ainda morava em Belo Horizonte quando passei pela famosa Agência Status, na Savassi, e vi uma reportagem da revista Carta Capital sobre a polêmica dos editais do MinC. O então ministro Gilberto Gil na capa, sendo desancado pelos grandes produtores (em especial, do cinema) nacionais: Barretão, Paula Lavigne, José Wylker, entre outros. O motivo (já naquela época): a política federal de divisão de verbas para entidades artísticas e culturais em regiões desassistidas e carentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me que havia muita gente espumando na reportagem. O MinC passou um dobrado. Levou pau para danar. Tudo porque os pontos de cultura em comunidades carentes disputavam em&amp;nbsp;pé de igualdade com grandes produtores. Em geral, os espetáculos desses grandes&amp;nbsp;produtores atendiam uma demanda de produto cultural midiático. Já as comunidades carentes apresentavam uma proposta e contrapartida sociais de enorme relevância e consistência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Id&amp;nbsp;est&lt;/em&gt;,&amp;nbsp;desde o primeiro dia do mandato de Lula, o governo federal já sinalizava que o MinC não seria mais feudo de partidos, que a questão tornar-se-ia técnica e que atenderia a população de forma indiscriminada. Era o fim de algum tipo de favorecimento e o caráter meritório das&amp;nbsp;verbas para atividades culturais e artísticas ganhariam&amp;nbsp;abordagem mais&amp;nbsp;elaborada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda aquela movimentação já indicava a chegada do Sistema Nacional de Cultura (SNC) e do&amp;nbsp;Plano Nacional de Cultura (PNC), promulgado no apagar das luzes do segundo mandato do atual presidente da República. Um feito e fato históricos, que tiram a cultura dos humores do mandatário de plantão e da &lt;em&gt;entourage &lt;/em&gt;que vive beijando o anel do senhor contratador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O PNC tira a cultura do Brasil da idade das trevas e da zona sul. É holístico, &lt;em&gt;overall. &lt;/em&gt;Todo mundo participa em pé de igualdade. Os estados e municípios sequiosos&amp;nbsp;por verbas federais&amp;nbsp;na realização de seus eventos monumentais precisarão cumprir planos e apresentar aparelhos públicos culturais, no mínimo, decentes e funcionais. Está próximo de seu epílogo a cultura como balcão de negócios, verbas federais pontuais, para a realização desse ou daquele projeto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na reunião de quarta do Movimento Cultural de Santos no Espaço Corisco Mix, ficou claro e evidente que os projetos culturais &lt;em&gt;zona sul &lt;/em&gt;estão com seus dias de apogeu contados. A &lt;em&gt;zona sul &lt;/em&gt;vai ter de aprender, ainda que na marra, a repartir o bolo em fatias fraternais. A cabeça do artista terá de mudar: ou se pensa cultura como política, mais abrangente, num todo, ou o dinheiro para a realização do &lt;em&gt;meu &lt;/em&gt;ou do &lt;em&gt;seu &lt;/em&gt;projeto cultural não aparecerá tão fácil assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que se verificou no encontro de ontem é que ainda há artistas que se movimentam por cifras para a realização de seus projetos. Não que isso não seja importante. Mas com o SNC e o PNC, os artistas não podem ter em mente exclusivamente sua participação em concursos, até mesmo porque a participação demandará uma estrutura inicial local e de comprometimento de política cultural para que os contemplados recebam a verba. Se não pensar no todo, o dinheiro não chegará para o pontual, para o particular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não que Santos seja exclusivamente feita pela mentalidade &lt;em&gt;zona sul&lt;/em&gt; de produção e execução culural. Há vários exemplos aqui de preocupações&amp;nbsp;genuínas com o pensar e o elaborar de uma política permanente de cultura que vai ao encontro do que prega e exige o PNC. Mas, com&amp;nbsp;o passar do anos, aos poucos o&amp;nbsp;apelo midiático de cultura como produto vem permeando os ideários dos artistas da região, guiando essa fração para uma postura e posição brutalmente incongruentes com o que rezará o PNC.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dessa forma, o Movimento Cultural de Santos, em sua reunião de quarta, mobiliza-se em direção dos produtores culturais da cidade a fim de sensibilizar a rede de artistas da região para o pensamento e elaboração de uma política de cultura. Especialmente porque o Concult deverá mudar de arquitetura a fim de se adequar ao PNC e já a partir da próxima reunião ordinária se estabelecerá os trabalhos de Pré-Conferência de Cultura da cidade, um momento sensível para que todos os artistas transformem a Conferência numa sinalização efetiva de que os artistas da cidade decidiram e exigem dos poderes públicos o cumprimento de tarefas e metas para que o município não fique alijado de verbas federais num futuro próximo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-3152652984173897527?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/3152652984173897527/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=3152652984173897527&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/3152652984173897527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/3152652984173897527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/11/sobre-o-snc-e-o-pnc.html' title='Sobre o SNC e o PNC'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-159061224512334515</id><published>2010-11-17T14:48:00.001-02:00</published><updated>2010-11-17T15:07:53.995-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>Concult, Facult e Museu Pelé</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é, senhoras e senhores, ontem rolou mais uma reunião ordinária do Conselho de Cultura de Santos, o Concult. Diversos assuntos foram tratados, o que nos leva a crer que aquela idéia de &lt;em&gt;cidade-estado&lt;/em&gt; ventilada por Gilberto Mendes e Flávio Viegas Amoreira, uma cidade &lt;em&gt;konradiana&lt;/em&gt; (ou &lt;em&gt;conradiana&lt;/em&gt;, como queiram) no último Sarau Filosófico do Sesc, com mediação de Márcio Barreto (do Percutindo Mundos) é tremendamente cabível. Afinal, nenhuma cidade que não seja capital de estado e com menos de 500 mil habitantes movimenta tantos assuntos que, se não são palpitantes, são, no mínimo, interessantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Facult veio à baila novamente na reunião de ontem. O concurso está rolando e meio com certa força dos artistas da cidade. Foram 77 projetos no total. Três foram excluídos por não cumprirem prazo de entrega. As análises iniciais estão focadas, assim, nos 74 projetos restantes. Um número tremendamente considerável para o Facult 2011: se somente 30 projetos serão contemplados, isso significa que os 34 não-contemplados ganham muita força para o ano que se avizinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Marli Nunes, do Secult, dos 74 projetos, 27 apresentaram inconsistências de rito documental. Nada que seja de absurda preocupação, uma vez que cabe recurso. Aliás, foi anunciado que o recurso precisa ser efetuado dentro de cinco dias úteis e sete dias corridos. &lt;em&gt;Id est&lt;/em&gt;, quem porventura tiver o retorno de seu projeto por inconsistência documental, terá de ser rápido no gatilho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entende-se como inconsistência documental o que poderíamos chamar de &lt;em&gt;documentos fora do formato&lt;/em&gt; exigido pelo edital. O que Paulo Renato, coordenador do Ponto de Cultura da Estação, na antiga estação da Sorocabana, à avenida Ana Costa, considera como natural. No rescaldo da reunião, ele manifestou que esse aprendizado do rito processual e formal de cumprimento de um edital só se resolverá na aplicação de todos os artistas nesse sentido. Ainda que não esteja na &lt;em&gt;massa-do-sangue&lt;/em&gt; dos artistas a burocracia que é encontrada nos concursos de diferentes esferas, somente o &lt;em&gt;fazer&lt;/em&gt; é que tornará tal tarefa menos árdua para quem deseja participar dos concursos para os próximos anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ou seja, será um processo de &lt;em&gt;erro e acerto&lt;/em&gt;. Segundo Marli Nunes, ainda há muita inconsistência tanto na forma dos documentos como na apresentação dos projetos. O que é natural uma vez que vários artistas desconhecem como funciona o &lt;em&gt;mind-set&lt;/em&gt; de uma autarquia ou pasta governamental. Quem está habituado com documentação oficial sabe que a apresentação de documentos para um funcionário de uma secretaria ou agência soa como completamente fria para os olhos de um artista. Novamente, nada que impeça um grupo ou artista ser contemplado esse ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto relacionado ao edital do Facult: uma certa falta de clareza do que se trata o projeto, sua natureza. O projeto é de literatura, vídeo, cinema, artes plásticas, pintura, circo, teatro, fotografia, dança? Uma vez que a contrapartida social exige uma certa multidisciplinaridade do projeto, a comissão que avalia o mérito artístico do projeto fica sem como saber qual é a manifestação fundamental do projeto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inclusive, a fase de avaliação e verificação do mérito artístico do projeto também foi comentado na reunião de ontem. Se a parte de rito processual documental tem previsão de encerramento para meados de dezembro, a segunda fase não tem uma previsão de finalização exata. Pode levar semanas ou pode levar apenas dias. Tudo depende de como a comissão responsável pelo mérito artístico lidará com o volume de projetos apresentados nesse ano. Um simples multirão com todos os membros dessa comissão e a tramitação pode levar questão de dias apenas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para finalizar, na reunião de ontem, também foi votada o parecer do Concult quanto a construção do Museu Pelé. Conforme informado ontem, a Secult fica com a responsabilidade jurídica da edificação após a construção, cabendo a Ama Brasil, além da construção, a manutenção do edifício. Por conta de um contrato estabelecido entre o atleta Pelé e a referida organização, a Ama Brasil fica, assim, responsável pelo acervo do jogador. Logo a parte museológica do empreendimento também fica a cargo da Ama Brasil, mas já se sabendo de antemão que a parte tecnológica de interatividade das atrações do museu ficará a cargo da operadora de celulares Vivo até segunda&amp;nbsp;ordem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-159061224512334515?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/159061224512334515/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=159061224512334515&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/159061224512334515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/159061224512334515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/11/concult-facult-e-museu-pele.html' title='Concult, Facult e Museu Pelé'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-1043659859084673102</id><published>2010-11-09T00:20:00.000-02:00</published><updated>2010-11-09T00:20:22.881-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociedade'/><title type='text'>A derrota que doeu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Madames et Monsieurs, já tinha visto gente que não sabe perder. Mas com essa ferocidade é a primeira vez. Eu até não iria comentar nada, estava planejando a pauta das entrevistas com Serginho &lt;em&gt;Chulapa&lt;/em&gt; e Edu (ponta esquerda do grande Santos de Pelé nos anos 1960) na próxima quinta, do projeto para o centenário do Peixe em 2012. Ao ler a estréia do &lt;a href="http://carlosverezablog.blogspot.com/2010/11/o-umbral-petista.html?spref=fb" target="_blank"&gt;blog de Carlos Vereza&lt;/a&gt;, não tive como: lá fui eu meter a mão no timão e virar a proa para outra rota.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente, nunca uma derrota deve ter doído tanto. Num post anterior, de título &lt;em&gt;&lt;a href="http://pelaproa.blogspot.com/2010/11/o-preco-de-ser-asseptico.html" target="_blank"&gt;O preço de ser asséptico&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, dei a letra de que faltou mais do que política para o PSDB vencer as eleições, como disse Reinaldo Azevedo. Faltou o caminhar junto.&amp;nbsp;Foi um festival de 1/3 para cá, 1/3 para lá, e a derrota veio e se aninhou. Ninguém em plena sabedoria política ou de vida dentro do PSDB percebeu que o povo, em qualquer lugar do planeta, vota com o bolso. Foi o bolso que garantiu a reeleição de FHC em 1998. Quem era maluco de jogar contra o Plano Real?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois bem, o mesmo valeu para essas últimas três eleições do PT. Foi o bolso. Porque o povo já percebeu que tem suas decisões políticas restritas apenas ao ato de votar. A gente finge que o povo é soberano, que sabe tomar decisões políticas através do voto e deixemos sufragar. E pára no voto. Nada mais. &lt;em&gt;El Pueblo&lt;/em&gt;, sacando o cinismo da manobra, teve de entrar com algum critério, já que é&amp;nbsp;tratado como &lt;em&gt;songa-monga&lt;/em&gt; e escalado para otário a três por quatro. O bolso. Sim, o bolso. Favas contadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se Lula tivesse, na área econômica, enfiado os pés pelas mãos, não faria sucessor nem se o chupa-cabra viesse montado no Cérbero vestido de azul-turquesa a pedir votos. Esquece.&amp;nbsp;Como tudo correu direitinho, querem convidar&lt;em&gt; El Pueblo, "pra essa festa pobre&lt;/em&gt;..." a essa altura dos acontecimentos? Hmm... Sei não...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O povo não cai mais nessa de&amp;nbsp;que &lt;em&gt;o país&amp;nbsp;de hoje em diante estará dividido&lt;/em&gt;. Só sabem que a população existe para um evento que nem político ultimamente anda sendo que é a eleição de representantes. Se a participação política ficou restrita a eleições, que façam bom uso dela. Porque 20% do eleitorado não deu nem as caras nesse segundo turno. Foram à praia provavelmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Massa alienada? Com a quantidade de novelas e mesas-redondas de futebol, não tem como. Massa mobilizada pode ser um perigo. Imaginem, a massa consciente e mobilizada larga de assistir novelas num pulo. Imaginem a massa com&amp;nbsp;a &lt;em&gt;Metafísica dos Costumes&lt;/em&gt; de Immanuel Kant na mão? Um montão de atores sem emprego. Já pensaram?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, é fantástico! Vamos ao blog dinamitar os bons mocismos. Wow&lt;em&gt;! Tenho vocação para blogueiro&lt;/em&gt;... Wow! Vamos&amp;nbsp;rosnar, latir, morder e arrancar pedaços... Wow! Na minha época de menino, esse tipo de comportamento e a gente chamava a carrocinha...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os papéis da Petrobrás despencaram... Wow! Por que tinha caixa 2 dentro da estatal? Porque&amp;nbsp;os dados contábeis deram a entender que o superávit da empresa era forçoso. Ninguém queima dinheiro numa empresa com dados esquisitos. Foi isso que desvalorizou os papéis da Petrobrás. O Banco do Brasil conseguiu um desconto com a KPMG de 99%. Advinha se não despencou?! É isso que faz um papel despencar. Isso sem&amp;nbsp;contar que quando um papel desse entre no mercado secundário, a lógica é outra. O mercado secundário atua em outras esferas, com linhas de raciocínio diferentes da interpretação de um personagem. É natural que um papel oscile. Principalmente quando a exploração do pré-sal ainda está longe de acontecer. O papel no mercado secundário assenta o preço de acordo com o momento vivido pela empresa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, afirmar&amp;nbsp;que foi por causa de caixa 2? Logo, logo o&amp;nbsp;Vereza interpreta o saudoso Paulo Francis, que ao insinuar que a Petrobrás era algo parecido com o tal caixa 2, levou pela proa dois processos da estatal, um no Rio, outro em Nova York, de valores astronômicos e o final do filme a gente já sabe. No caso de Vereza, com o agravante de ter no cangote a CVM solicitando, mui gentilmente, explicações para a falta de idoneidade da Comissão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Id est, &lt;/em&gt;deixemos o mercado secundário para quem lá está e para os jornalistas do DCI, Valor Econômico, Brasil Econômico...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se cada um ficar no seu quadrado, já é um grande negócio...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, ficar alimentando que o nordeste &lt;em&gt;virou massa de manobra&lt;/em&gt;, de novo, preconceito. PSDB levou pau em Minas&amp;nbsp;Gerais e atacam o nordeste novamente. Outra vez, um discurso virulento e rastaquera. Mais uma vez, gente sem fôlego argumentativo ocupando espaço público para isso?! Calma, pessoal. O mundo&amp;nbsp;(ainda) não acabou. Ano que vem tem mais...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que não dá é&amp;nbsp;virarem os obuses para cima do nordeste porque uma eleição foi perdida. Não é por aí... Que tal se aproximar das pessoas que se utilizam das tais bolsas e ver como é que funciona a cabeça de quem está num nível de miserabilidade horrenda? Caminhar junto? Que tal ver de perto a política dos &lt;em&gt;vouchers &lt;/em&gt;nos Estados Unidos e Canadá antes de sair atirando em cima dos&lt;em&gt; bolsas-anestesias&lt;/em&gt;, como&amp;nbsp;diz Vereza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espera-se de um artista certa cabeça-fria e maior consistência para não transformar diálogo em bate-boca, e jogar a paz&amp;nbsp;de vez na sarjeta. Talvez, a massa não esteja alienada. Apenas está mais calejada uma vez que só deixam ela participar de eleições apenas. E isso acaba refletindo num cinismo rebote: se o negócio é pilantragem, de qualquer parte ou cor política, o meu primeiro...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se esse discurso raivoso, inaugurando blog para atacar desafetos, é o que vai prevalecer daqui para frente, que bom que estou na Vila Belmiro. Entupir-me-ei de futebol e, assim, encher de vergonha Fábio Konder Comparatto (que, inclusive,&amp;nbsp;nasceu aqui em Santos). Porque estou farto de falta de fôlego argumentativo em discursos para atacar os outros. Farto, já deu... Ainda se fosse belo como &lt;em&gt;o Farto Fandango&lt;/em&gt;, do Zéllus Machado, vá lá. Mas nem isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-1043659859084673102?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/1043659859084673102/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=1043659859084673102&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/1043659859084673102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/1043659859084673102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/11/derrota-que-doeu.html' title='A derrota que doeu'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-2761789570124211336</id><published>2010-11-06T01:08:00.001-02:00</published><updated>2010-11-06T01:36:31.419-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><title type='text'>I Virada Caiçara</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://opalcosantista.files.wordpress.com/2010/09/i-virada-caicara.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; height: 130px; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; width: 145px;"&gt;&lt;img border="0" height="200" px="true" src="http://opalcosantista.files.wordpress.com/2010/09/i-virada-caicara.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Senhoras e senhores, esse é o primeiro evento que eu conheço cujo o forte de sua divulgação aconteceu pelo e-mail. As maravilhas dos dados transmitidos (o que antes era por linha telefônica) pela banda larga. Juro que estou procurando nos anexos dos e-mails que eu recebi algum &lt;em&gt;flyer&lt;/em&gt; ou cartaz, mas é um evento que mobiliza artistas da região pela força do correio eletrônico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Consegui esse cartaz através do Google. Nesse &lt;em&gt;&lt;strong&gt;I Virada Caiçara&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, uma justa homenagem ao nosso nome maior desses mares do sul, o grande maestro e comendador Gilberto Mendes, um ídolo de todos nós.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A programação é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Praça Tom Jobim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:00 – Abertura Oficial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:30 – Percutindo Mundos – São Vicente /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19:00 – Julinho Bittencourt – Santos /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20:15 - Moitará – Santos /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Chama Maré – Paraty /RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22:45 – Zéllus Machado e Trio Kaanoa – Santos /SP &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;00:00 – Mantra Yoga Transcendental – Santos /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13:00 – Guarani Mbyá – São Vicente /SP &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14:15 – Pícaros – Praia Grande /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15:30 – Wylmar Santos – São Vicente /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16:45 – Olhos de Carla – Santos /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:00 – Danilo Nunes e Carrossel de Baco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Praça 22 de Janeiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10:00 - Oficinas de Circo - Luis Hiran (Malabares), Maíra de Souza (Acrobacias Aéreas) e Michelle Mahin (Acrobalance)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14:00 – Oficina e exposição de Grafite – Hugo Leal (Interagestúdio), &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cid Maia (Ateliê 44) e Valério da Luz (Ateliê 44)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14:30 – Capoeira - Vozes da Senzala - Instituto CAE - Santos /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15:30 - Ruídos Negros – Rap – Praia Grande /SP e A Rapa do Sindicato - São Paulo /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16:30 – Gaia - Gaia´thos – Circo - Santos /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:00 – As Lavadeiras do Rio e seus Amores do Mar – Grupo Ubacunhã &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teatro de Rua – Ubatuba /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vila de São Vicente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teatro José de Anchieta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:30 – Pindá, a Menina do Mar – Ciranda Caiçara – Teatro –São Vicente /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19:00 – O Padre de Vera Cruz – Rodrigo Caeser – Teatro – São Vicente /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8° Sarau Caiçara – Literatura e Música&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14:00 – Abertura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flávio Viegas Amoreira &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucius de Mello&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Caldeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademir Demarchi &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Geraldo Neres &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edson Bueno de Camargo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meire Berti Gomieiro da Fonseca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Christina Amorim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madô Martins &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina Alonso &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alessandro Atanes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Márcia Costa &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo Ariel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sidarta (Abigail Baraquet e Jayme Lopes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Lampa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jap Krichinak&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hermes Machado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homenagem a Beto Volpe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homenagem a Gilberto Mendes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Centro Cultural da Imagem e do Som (Cine 3D)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:00 – Caiçarismos – Vídeos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:30 – Olhar Caiçara e Viola Peregrina – Mongue – Rede de Cananéia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19:00 – Oficinas Quero – Santos /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19:30 – Curta Santos – Santos /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16:00 – Virgínia Spósito – “Mandinga” - Dança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16:45 – Célia Faustino – “Repetição e/ou Transformação” – Dança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:30 – Jayme Lopes – “Raízes da Dança” - Dança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:45 – Fernanda Carvalho – “Danças Marítimas” - Dança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19:30 – Poliana Nataraja – “Primitivo Contemporâneo” -Dança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Casa Martim Afonso e Museu da Imagem e do Som - Exposições&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06/11&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:00 – Abertura &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fotografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olhares Marítimos”: Biga Appes, Adilson Félix, Márcio Barreto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberto Melchior, Christina Amorim, Raquel Ramires, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isabel Nascimento, Tito Wagner, Helena Araújo, Giba Paiva Magalhães. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escultura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aluminarte”: Anak Albuquerque (mosaicista) e Giovane Nazareth (escultor). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Incrível Arte do Equilíbrio” - Galeno Malfatti – São Vicente /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mares e Madeiras” - Chico Melo – Santos /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Indianismos” – Evelise Aguião”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artes Visuais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Valongo” – Fabrício Lopez – Santos /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Supremacia Caiçara” – Coletivo Action – Santos /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Retratos” – Nice Lopes – Santos /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cores” – Maurício Adinolfi – São Paulo /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Grafitando Horizontes” – Valério da Luz, Cid Maia e Hugo Leal – Santos /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Claudiano Xavier” – São Vicente /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Círculo de Tambores" - Guilherme Handro - Guarujá /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07/11 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:00 – Encerramento da Exposição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa diversão à todos!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-2761789570124211336?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/2761789570124211336/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=2761789570124211336&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/2761789570124211336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/2761789570124211336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/11/i-virada-caicara.html' title='I Virada Caiçara'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-936699256443757177</id><published>2010-11-01T02:54:00.002-02:00</published><updated>2012-01-25T00:10:35.431-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>O preço de ser asséptico</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TM5J-mGdW9I/AAAAAAAAAU8/PPqPrdPFr-A/s1600/racismo.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="156" nx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TM5J-mGdW9I/AAAAAAAAAU8/PPqPrdPFr-A/s320/racismo.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Brasil, a partir de 1º de janeiro de 2011, terá, pela primeira vez, uma mulher como presidente da República. Fato inédito. Como inédito é, igualmente, um partido, desde a reinstalação da democracia a partir de 1985, conseguir se manter no poder por três mandatos seguidos (12 anos). Pelas virtudes do próprio partido, pelos erros de seus oponentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A quantidade de twits ontem à noite depreciando e mandando matar nordestinos pelo Twitter foi de dar medo. Lembrou Cazuza: &lt;em&gt;Brasil, mostra a tua cara&lt;/em&gt;... Jovens que não souberem perder no pleito desandaram a depreciar nordestinos e alguns exigiam a eliminação da população dessa região do país, pura e simplesmente. Foi graças a ação dos &lt;em&gt;trolls&lt;/em&gt; que teve gente que pôs &lt;em&gt;a mão na consciência&lt;/em&gt; e correu para retirar os posts. Meio tarde, à propósito. O estrago já estava feito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O perfil dos &lt;em&gt;facistas&lt;/em&gt; era estarrecedor: quase todos jovens, o chamado &lt;em&gt;futuro do Brasil&lt;/em&gt;. Bem o perfil dos derrotados na votação de ontem, que pecam muito mais por sua miopía do que por qualquer outra estratégia para vencer um pleito. Quando o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, disse um efusivo &lt;em&gt;muito obrigado&lt;/em&gt; diante da preferência do PSBD por Serra ao invés de Aécio, ninguém entendeu a mensagem. A eleição foi ganha ali. Pimentel sabia que topar com Aécio pela proa daria muito mais suadouro ao PT do que Serra. Serra como candidato eram favas contadas. Nunca teria sido tão fácil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O erro do PSDB? Simples: o PSDB é asséptico. Não caminha com a sociedade. Não entra na sociedade para procurar entende-la. Ao invés disso, acaba compondo com pessoas que diante de uma derrota num pleito presidencial procuram o anonimato do Twitter para mandar matar nordestinos. É feio, é sujo, é desumano. Confesso que fiquei estarrecido, assustado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vareio que o PSDB levou nos estados do norte e nordeste mostra bem a miopía da oposição. Se começou errado em não ter escolhido Aécio como candidato, terminou em compor com gente que distingue de qual parte do país o cidadão é oriundo. Tirando esse &lt;em&gt;facismo&lt;/em&gt; de lado, a alegação de Reinaldo Azevedo de que &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/foi-a-politica-que-fez-a-oposicao-encurtar-a-distancia-logo-faltou-ainda-mais-politica/" target="_blank"&gt;faltou política à oposição&lt;/a&gt; é decretar mais uma derrota nas eleições de 2014. É miopía pura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os cálculos feitos por Reinaldo Azevedo, 1/3 para cá, outro 1/3 para lá, é uma mostra exata do quanto parte da sociedade não enxerga a ausência de comprometimento, esse &lt;em&gt;entrar mais&lt;/em&gt; na sociedade. Tratam a massa da população com material descartável, luvas, agulhas, seringas e bisturis. Tudo muito &lt;em&gt;limpinho&lt;/em&gt;, sem o perigo de contaminação. A população percebe isso. A população percebe que se transformou numa fração a ser conquistada. Alegar que &lt;em&gt;meus amigos não votaram na Dilma, talvez porque não recebem bolsa-família&lt;/em&gt; é um insulto ao Canadá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Canadá, o Estado ampara. Seja na política pública, ou na&amp;nbsp;utilização de &lt;em&gt;vouchers&lt;/em&gt; para quase tudo (desde aquisição de livros até peças de teatro), o Canadá dribla sua distribuição de renda que às vezes é bem meia-boca. Ainda se estivéssemos falando da Libéria, ou do Lesoto, entenderíamos. Mas estamos falando do Canadá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É esse discurso rastaquera que joga o país na lata do lixo. É discurso de gente despreparada, de gente que apesar da vultosa quantia na conta bancária é incapaz de perceber as sutilezas presentes no dia-a-dia da massa da população. Exercícios malucos de uma numerologia escapista para explicar a derrota, &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/foi-a-politica-que-fez-a-oposicao-encurtar-a-distancia-logo-faltou-ainda-mais-politica/" target="_blank"&gt;como as apresentadas por&amp;nbsp;Reinaldo Azevedo&lt;/a&gt;, é que dão medo na massa da população. Não é trocar o certo pelo duvidoso. É trocar o certo pelo incerto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O incerto de gente sem a menor cultura de como&amp;nbsp;a população pensa, se articula, se mobiliza. Gente que se botar para assistir &lt;em&gt;Rhinocéros&lt;/em&gt;, de Eugènè Ionescu, vai achar a &lt;em&gt;peça bonitinha, &lt;/em&gt;por falta do que melhor dizer diante da complexidade de personagens oriundos do mais tradicional em literatura francesa. Uma repetição de tantas outras obras e grandes personagens como os escritos por Honoré de Balzac.&amp;nbsp;Falta-lhes, inclusive, vocabulário, fôlego argumentativo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pessoas incapazes de perceber o óbvio, de que a tão sonhada vitória no pleito foi perdida lá atrás, por escolhas míopes, de visão parca, incautas. A população aprendeu a identificar quem caminha junto, de quem está na caminhada há tanto tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vitória de Dilma Roussef ontem não foi uma vitória de Santos de Pelé. Mas foi uma vitória de Santos de Paulo Henrique &lt;em&gt;Ganso&lt;/em&gt;: vitória de quem sabe jogar.&amp;nbsp;E isso a população não joga fora, não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-936699256443757177?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/936699256443757177/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=936699256443757177&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/936699256443757177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/936699256443757177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/11/o-preco-de-ser-asseptico.html' title='O preço de ser asséptico'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TM5J-mGdW9I/AAAAAAAAAU8/PPqPrdPFr-A/s72-c/racismo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-75201108728910678</id><published>2010-10-31T14:42:00.006-02:00</published><updated>2010-10-31T14:46:59.999-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><title type='text'>E a bala de prata não saiu</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sQ00yEv9tpk/TIObkS-JlQI/AAAAAAAALCs/nFMd_Qzoq5Q/s1600/bala+de+prata.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" nx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_sQ00yEv9tpk/TIObkS-JlQI/AAAAAAAALCs/nFMd_Qzoq5Q/s200/bala+de+prata.jpg" width="193" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_sQ00yEv9tpk/TIObkS-JlQI/AAAAAAAALCs/nFMd_Qzoq5Q/s1600/bala+de+prata.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; height: 249px; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em; width: 227px;"&gt;&lt;/a&gt;E a tão esperada &lt;em&gt;bala-de-prata&lt;/em&gt; das eleições presidenciais brasileiras não saiu. Ainda bem... Considerada, de longe, por jornalistas e especialistas a campanha eleitoral mais &lt;em&gt;suja&lt;/em&gt; dos últimos tempos, baseada no obscurantismo de um sentimentalismo rasteiro e na difamação, voltamos a considerar como dever ser delicioso o poder, ser o número um, ainda que por, apenas, um momento na vida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Porque o vale-tudo para se chegar a presidência da República não encontra outra explicação para que tamanha baixeza tenha sido utilizada, operada. Se o poder é um afrodisíaco, manter-se no topo deve causar um gôzo incomensurável. Aplicar no sentimento fechado da intimidade de cada um que quase sempre vem à tona com temas como o aborto, casamento homossexual e outras &lt;em&gt;bossas &lt;/em&gt;é, definitivamente, fora do contexto da escolha do administrador-mór do poder executivo de uma nação que sobe...&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Sem confrontamentos no debate final (até mesmo porque o formato do debate não permitia esse tipo de baixeza), paz para o final de ano. E na perspectiva, segundo às últimas pesquisas, do Brasil, finalmente, eleger pela primeira vez uma mulher para presidente.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;O desafio de manter um país nos trilhos, sem mágicas cambiais, com China e Ìndia pela proa, o desafio de mudar o &lt;em&gt;mindset&lt;/em&gt; de uma população acostumada a preservação e conservação de seus métodos de poupança e financiamento.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Vida longa ao próximo presidente...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;E arregaçar as mangas para o tamanha das encrencar que estão vindo por aí. E, vai por mim, são de difíceis deglutição e digestão. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-75201108728910678?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/75201108728910678/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=75201108728910678&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/75201108728910678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/75201108728910678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/10/e-bala-de-prata-nao-saiu.html' title='E a bala de prata não saiu'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_sQ00yEv9tpk/TIObkS-JlQI/AAAAAAAALCs/nFMd_Qzoq5Q/s72-c/bala+de+prata.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-8451462720923413848</id><published>2010-10-26T11:30:00.009-02:00</published><updated>2010-10-26T13:27:03.101-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Finanças'/><title type='text'>A culpa é da copeira, a culpa é da copeira!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O ex-CFO da Sadia, processado pelo antigo empregador por rombo na ordem de 2,5 bilhões aos cofres da famigerada empresa de comestíveis, Adriano Ferreira, bateu de virada o litígio promovido pelos acionistas da companhia. O rombo permitiu o PAS (programa de aceleração à sodomização), concebido pelo concorrente e que tornou a antiga fábrica &lt;em&gt;do que comer&lt;/em&gt; num belo transgênero que hoje, depois da fusão, responde candidamente pelo nome de BrFoods.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo lhes dizer, mui respeitosamente aos queridos leitores desse humilíssimo blog, que nada conheço muito de produtos financeiros, mercado de futuros, derivativos, esses de ganhar dinheirinho. Como o espírito do blog é dar palpite, cá estamos nós no cumprimento da missão de bater as orelhas no giro de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que esse lindo filme tenha um final feliz, Walter Fontana Filho e Adriano Ferreira poderiam se beijar na boca. Eles se merecem. Um porque é aloprado. Outro porque é incauto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Walter Fontana Filho não fiscalizou. Desviou a Sadia de função, que, segundo seu fundador, Atílio Fontana, era de fabricar &lt;em&gt;sosicha&lt;/em&gt;, segundo narra a Revista Piauí. Ao invés de ganhar com a fabricação de alimentos, meteu uma baita estrutura financeira para cobrir o que as vendas não eram capazes de produzir em termos de rentabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom se decidir: ou vira &lt;em&gt;broker&lt;/em&gt;, ou fabrica &lt;em&gt;sosicha&lt;/em&gt;. No caso de optar pela primeira, é favor fiscalizar para não tentar ganhar dinheiro na base da &lt;em&gt;promessinha&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caberia a Adriano persuadir os acionistas que fabricação de &lt;em&gt;sosicha&lt;/em&gt; é bem mais seguro que derivativos 2 por 1. Principalmente se não há lastro. Se a grana das exportações não pinta na área, o que dizer de liquidez geral e seca da companhia em questão? &lt;em&gt;Id est&lt;/em&gt;, apostar que o dolar estaria em cotação de R$ 1,60 para vencimentos futuros, sem lastro, sem giro, é colocar o onisciente Adriano Ferreira na posição de Deus (com todo respeito a Deus, é claro!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou peito para Adriano dizer qual é que era: ou funcionaria do jeito dele, na base da segurança e nada de derivativos, ou pegava o boné e se mandava. Mas, aí, como é que ficaria a pompa e a circunstância do deus de plantão financeiro da, então, Sadia? Pegava mal... Queimava o filme... Afinal, ele é fodástico! Como é que ficaria sua estampa no &lt;em&gt;social club&lt;/em&gt; nas tardes da &lt;em&gt;Leopoldina Juvenil&lt;/em&gt;?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise provocada pelos &lt;em&gt;primes&lt;/em&gt; em 2008 era pedra cantada até no Manhatam Connection. Viviam falando das bolhas imobiliárias norte-americanas. A crise seria igual a bilhar: uma bola batendo na outra. O azar de Adriano foi ter pego pela proa um presidente da república que foi pobre, faminto, operário, sindicalista e que respeitou a independência do Bacen. &lt;em&gt;O que o Bacen decidir, eu assino...&lt;/em&gt; E achar que o Bacen tem de intervir nas quebras bruscas de cambio me permitem dizer o Pai Natal, o Coelhinho da Páscoa e o Homem-do-Saco estiveram comigo hoje no café-da-manhã. Só porque os CFOs querem?! Bacen entra na jogada quando ele bem entender...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Álvaro Ballejo, ex-gerente financeiro, afirma que &lt;em&gt;derivativo 2 por 1 era brincadeira de criança&lt;/em&gt;, o mais insólito ainda são os acionistas aprovarem as contas, o que deu a possibilidade de virada por parte de Adriano. Juiz nenhum vai cair de pau em cima do antigo CFO se a própria empresa sinaliza, em sua AGO, que &lt;em&gt;tá tudo certo&lt;/em&gt;. A justiça é técnica, o que está nos autos é a verdade. Os acionistas da falecida Sadia é que não são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinar papéis porque estava sendo pressionado, conversa... Quem tem aquilo preto pega o boné e se manda. Não vai por o nome e dar aval em operação estragada, uma tremenda furiosa. As auditorias que se seguiram blindaram o conselho da Sadia, dizendo que é tudo com o Adriano. O juiz começa a ver que os documentos que amparam o processo são, no mínimo, &lt;em&gt;curiosos&lt;/em&gt;, e, como magistrado que é, &lt;em&gt;in dubia pro reu&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, olhem, que coisa diferente! O rombo de bilhões ainda está lá! Não desapereceu, não foi embora. A culpa não é o do Adriano, o juiz já disse. O antigo conselho da Sadia diz que ela não autorizaria as loucuras de seu CFO se soubesse realmente do que se tratava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, a culpa do rombo da Sadia é da copeira. Podem algemá-la! Ela não fez MBA na School of Business de Londres, não tem 4X4 para viajar até Salvador quando o bicho pega e apanha &lt;em&gt;busão&lt;/em&gt; seis horas da manhã para disfarçar o desvio de dinheiro que causou o desfalque na Sadia. Ela gasta café demais. Não tem empresa que aguente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4706691423651854840-8451462720923413848?l=pelaproa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pelaproa.blogspot.com/feeds/8451462720923413848/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4706691423651854840&amp;postID=8451462720923413848&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8451462720923413848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4706691423651854840/posts/default/8451462720923413848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pelaproa.blogspot.com/2010/10/culpa-e-da-copeira-culpa-e-da-copeira.html' title='A culpa é da copeira, a culpa é da copeira!'/><author><name>Marcelo Rayel</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_D9iTvBFQmnY/TI2SVbNtdII/AAAAAAAAAT0/YhZ0xG_rFWs/S220/Marcelo+na+Vila.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4706691423651854840.post-8555127370407511530</id><published>2010-10-25T23:48:00.004-02:00</published><updated>2010-10-26T00:46:54.124-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Movimento Cultural de Santos'/><title type='text'>Reunião extraordinária do Concult</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ocorreu ontem, no Museu da Imagem e do Som de Santos, o MISS, mais uma reunião, dessa vez, em caráter extraordinário, Conselho de Cultura de Santos, o Concult.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo ponto da pauta foram as questões referentes a entrega dos projetos para o edital do Facult. Uma surpresa. Segundo a Marli Nunes, em entrevista para este humilde blog e para o Movimento Cultural de Santos, o atual edital do Facult pode sofrer reaberturas, até que se encontrem os 30 contemplados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento, três projetos de literatura deram entrada no Secult. Acredita-se que muitos dos projetos devem ser entregues na próxima quinta-feira, até às 17:00, data e horário limite da entrega presencial, na própria Secretaria de Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que foi explicado, o número de projetos apresentados não garantem contemplação automática. Ainda que o número seja inferior a 30 projetos apresentados, não há garantia alguma dessa contemplação automática por número inferior em relação à destinação. No caso de não se alcançar os 30 contemplados, o edital é reaberto, o quanto for preciso até se alcançar os 30 vencedores do concurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o que explicou Marli Nunes &lt;a href="http://audioboo.fm/boos/206019-reuniao-extraordinario-do-conselho-de-cultura-de-santos-o-concult-no-dia-25-de-outubro" target="_blank"&gt;em entrevista&lt;/a&gt;, a reabertura deve-se ao fato de que o dinheiro para os projetos já está destinado ao Fundo, e não cabe qualquer tipo de contingenciamento. É como se o dinheiro já tivesse caído na conta. Será gasto para os projetos independentes, nem que para isso seja necessária a reabertura do edital até se chegar ao número de 30 vencedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conselheiro José Manoel lembrou que é natural, independente do número de concorrentes, que a comissão julgadora não consiga encontrar, de cara, os primeiros 30 vencedores de uma só vez. Caprichar na parte burocrática do projeto, que é uma 
